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    Loki: Primeiras impressões sobre a série da Marvel no Disney+
    Por Vitória Pratini — 8 de jun. de 2021 às 13:00

    Hiddleston está de volta ao primor do personagem, não só “roubando a cena”, mas assumindo o papel principal pela primeira vez.

    Loki, interpretado por Tom Hiddleston, sempre foi um dos personagens mais amados do Universo Cinematográfico Marvel (MCU). Não à toa, brilhou em todos os filmes em que apareceu e volta a chamar a atenção em Loki, nova série do Disney+ que estreia na próxima quarta-feira (09). Hiddleston está de volta ao primor do personagem, não só “roubando a cena” como em produções anteriores, mas assumindo o papel principal pela primeira vez.

    Sua jornada nas produções cinematográficas da Marvel foi cativante. Loki ganhou a simpatia do público em ThorVingadores e foi mostrando seu lado mais sensível e heróico em Thor: Ragnarok e Guerra Infinita, onde deixou os espectadores de coração partido quando morreu tentando salvar seu irmão e o povo de Asgard da tirania de Thanos (Josh Brolin). Tudo parecia terminado para ele, mas a Marvel tinha outros planos para o personagem. Durante as viagens no tempo em Ultimatoo Loki do primeiro filme dos Vingadores muda seu destino: ele rouba o Tesseract (Joia do Espaço) e foge da S.H.I.E.L.D.

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    Isso tudo foi visto nos cinemas. Agora, Loki vai voltar em sua própria série de TV, que acompanha o que aconteceu com esta versão do personagem de Tom Hiddleston após a fuga em Vingadores: Ultimato. Trata-se da terceira produção televisiva do MCU, depois das elogiadas WandaVision e Falcão e o Soldado Invernal.

    O AdoroCinema assistiu aos dois primeiros episódios de Loki e compartilha aqui suas primeiras impressões da série do Disney+. Sem spoilers, é claro!

    Uma jornada de autoconhecimento para Loki
    Marvel

    Enquanto WandaVision ofereceu um frescor em relação às produções da Marvel, com referências a famosas séries sitcoms, e Falcão e o Soldado Invernal trouxe um enredo mais politizado e focado nas causas sociais, Loki começa com um ritmo frenético tal como Thor: Ragnarok. Com roteiro de Michael Waldron, responsável por Rick and Morty, a série investe no equilíbrio entre humor, mistério, investigação e viagens no tempo, é claro. A aventura ainda está por vir.

    Sob o ponto de vista de Loki, a série do Disney+ apresenta um novo e complexo universo dentro da Marvel, regido pela Autoridade de Variância de Tempo (TVA - Time Variance Authority), uma organização responsável por manter a ordem nos multiversos e na “linha do tempo sagrada do multiverso”. Novato, ingênuo e curioso neste mundo, o então “vilão” representa também a visão do público. É um recurso de roteiro bastante utilizado em produções cinematográficas e televisivas, e que funciona muito bem aqui.

    Tom Hiddleston e Waldron conseguem fazer um novo começo para Loki. À princípio arrogante, mimado e sempre buscando aprovação, como foi apresentado em Thor e no primeiro Vingadores, o protagonista se torna um prisioneiro neste lugar e perde sua “razão de ser”: seus poderes não funcionam na sede da TVA; sua pretensão de ser “Deus” ou “Rei” dos Nove Reinos parece pequena frente ao multiverso; seu pai Odin certamente não é o mais poderoso, e ele percebe que não é tão indestrutível como achava. Fica claro que todos os eventos que amoleceram o coração do Deus da Trapaça ao longo do MCU não aconteceram. Loki agora precisa passar por uma nova jornada de autoconhecimento.

    Sem medo de fazer rir, Loki tem ótima dinâmica entre Tom Hiddleston e Owen Wilson
    Marvel

    Ainda que bastante didática em seus episódios iniciais — inclusive com adoráveis instruções animadas que fazem alusão a Os Jetsons e outras animações clássicas — Loki não deixa de lado o humor ácido. Destaque, inclusive, para algumas das hilárias falas de Hiddleston, como o “dá para sentir de longe o perfume de dois Tony Starks”.

    Neste sentido, a produção aposta na excelente dinâmica entre os talentosos Tom Hiddleston e Owen Wilson, que mescla sua forte veia de comédia com um lado mais “sério”. Ele interpreta Mobius M. Mobius, o agente da TVA que recruta o Deus da Trapaça para ajudar em um caso. Por vezes a troca entre eles parece um jogo: Mobius provoca Loki para revelar suas motivações, ao mesmo tempo em que nenhum deles parece confiar no outro.

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    Apesar do protagonismo masculino, há empoderamento feminino
    Marvel

    Dirigida por Kate Herron, que comandou o fenômeno da Netflix Sex Education, a série ainda dá espaço para protagonismo feminino e diversidade no elenco. A versátil Gugu Mbatha-Raw (Alice e Peter: Onde Nascem os Sonhos, A Bela e a Fera) brilha no papel de Ravonna Renslayer, juíza da TVA, cuja versão dos quadrinhos sugere um princípio vilanesco. Respeitada, autoritária e poderosa, ela é o retrato do empoderamento das mulheres na Marvel.

    Além de Mbatha-Raw, a talentosa Wunmi Mosaku (Lovecraft CountryAnimais Fantásticos e Onde Habitam) assume o papel de Hunter B-15, uma espécie de policial da TVA, uma personagem durona e justa, que segue as regras à risca. Mosaku também mostra sua versatilidade de atuação quando assume outra personalidade em cena. Já a misteriosa personagem de Sophia Di Martino tem uma jornada promissora e um desafio à frente.

    Repleto de referências, easter-eggs e “zoeiras” com os demais filmes da Marvel, a série do Disney+ promete ser a mais importante da Marvel até agora. Já renovada para a segunda temporada, isso mostra o potencial e a aposta do estúdio na produção.

    O enredo de Loki pode até cair no clichê em alguns momentos, mas funciona de tal forma que não dá para saber o que vem a seguir nos próximos capítulos. E este é o melhor sentimento que o espectador poderia ter. Simplesmente genial.

     

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