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    Qual é o melhor live-action da Disney?
    Por Amanda Brandão / Katiúscia Vianna — 11 de set. de 2020 às 17:55
    Atualizado 8 de jun. de 2021 às 23:05

    Cruella, O Rei Leão, Aladdin, A Bela e a Fera ou Mulan? A redação do AdoroCinema fez um ranking dos filmes.

    De uns anos para cá, a Disney tem investido bastante em produções que reimaginam suas clássicas animações e arrecadado bilhões em bilheteria (ou conquistando novos fãs através do Disney+). Isso acontece, principalmente, por conta do sentimento de nostalgia que esses filmes trazem aos espectadores, misturando com um toque de novidade em suas tramas já clássicas.

    Outro motivo é também a qualidade dos filmes, que frequentemente surpreendem nas telonas. Apesar de ainda restarem alguns clássicos que podem ganhar um live-action (inclusive a versão com atores de A Pequena Sereia confirmada pela Disney), já é possível fazer um ranking com os melhores lançados até agora.

    Desde 101 Dálmatas, dos anos 90, até o mais recente Cruella, a expectativa gerada em cima desses filmes é sempre alta. Com isso, a redação do AdoroCinema fez uma lista que elege do melhor ao pior live-action da Disney. Preparados? Confira abaixo:

    Qual deve ser o próximo live-action da Disney? (Enquete)
    11ª posição: O Rei Leão

     

    "Como defender um filme do qual ninguém parece gostar? Esse é o caso de O Rei Leão, baseado na animação de 1994. O diretor do live-action, Jon Favreau, se deixou levar pelo hiper-realismo e transformou os simpáticos animais do desenho em criaturas sem expressão facial. Mas nem tudo está perdido: um elenco premiado dá voz aos personagens, resgatando parte da emoção que o CGI apagou.

    Beyoncé e Donald Glover brilham nos papéis de Nala e Simba - e formam um dueto potente em 'Can You Feel the Love Tonight'. Por sinal, a trilha sonora também ajuda o longa a se sustentar, com a recriação dos clássicos 'Hakuna Matata' e 'Circle of Life'. Apesar das críticas, o remake se mostra bastante fiel à história original e traz um gostinho de nostalgia para as crianças dos anos 90".

    — Lucas Leone

    10ª posição: Mulan

     

    "Antes mesmo de estrear, Mulan já penou com a opinião do público, ao perder grandes características marcantes da animação original — como as canções clássicas e a ausência de Mushu. Uma desonra, realmente... Porém, é importante ressaltar que o filme de Niki Caro tem, pelo menos, boas intenções e tenta trazer algumas mudanças visionárias para a lendária personagem.

    A escolha de Liu Yifei foi uma boa decisão, já que ela traz força e vulnerabilidade para uma personagem complexa e poderosa. E os efeitos especiais funcionam, apesar das sequências de ação serem um pouco exageradas. Mas falta a magia que um clássico Disney precisa passar para o público!"

    — Katiúscia Vianna

    Mulan: Diretora explica ausência de Mushu no live-action
    9ª posição: Alice Através do Espelho e Alice no País das Maravilhas

     

    "Alice no País das MaravilhasAlice Através do Espelho não são grandes produções. Os filmes sacrificam detalhes importantes das histórias para se adequar a um formato – supostamente – mais atrativo às telas do cinema, tornando-se superficiais, principalmente se você for fã dos livros.

    Entretanto, nem tudo é de se jogar fora na saga de Alice nos cinemas, como a impressionante estética dos longas, característica marcante de Tim Burton. E se a narrativa não convence, talvez um visual memorável sirva como passatempo para aqueles momentos em que queremos apenas relaxar assistindo algo na TV".

    — Rafael Felizardo

    8ª posição: Dumbo

     

    "Mais uma vez, um clássico da Disney foi reimaginado por Tim Burton. Em Dumbo, o cineasta trouxe de volta a magia da animação de 1941 e conseguiu rechear e transbordar a história.

    Um elefante parecer de verdade e voar? Sim, o live-action fez isso ser possível. Com uma técnica impecável, vemos (e acreditamos) que um elefante tão pequeno e orelhudo é sim capaz de voar. Através de tantas lindas imagens, Danny DeVito e elenco conseguem arrancar lágrimas do espectador. Ao contrário da animação, o discurso de defesa aos animais e a problematização dos mesmos nos circos está presente em todos os momentos do filme".

    — Amanda Brandão

    7ª posição: A Bela e a Fera

     "A Bela e a Fera não é perfeito. E em muitos momentos, a produção de Bill Condon está mais preocupada em recriar a animação quadro a quadro, sem oferecer novas perspectivas acerca do clássico dos anos noventa.

    Mas não podemos negar: O live-action tem um charme especial, e resgata a magia do desenho. A maior responsável por isso é Emma Watson, que entrega uma performance encantadora. Os efeitos visuais também não deixam a desejar, e transformam toda a experiência em uma nostálgica viagem ao mundo dos contos de fadas".

    — Kalel Adolfo

    A Bela e a Fera: 5 curiosidades sobre o filme da Disney
    6ª posição: Cinderela

     

    "Os sapatinhos podem ser de cristal, mas Cinderela é um filme que vem resistindo ao teste do tempo. Duas coisas precisavam ser impecáveis nesse projeto. A primeira? A escolha de Lily James como a protagonista é simplesmente perfeita, pois ela traz, não somente química com o príncipe de Richard Madden, porém surge com doçura e energia para a personagem. Ainda mais atuando diante de uma potência que é Cate Blanchett, absolutamente odiável como a Madrasta.

    A segunda? Aquele vestido azul é uma obra de arte que merece ser apreciada pela sociedade. Parece realmente mágico, bom trabalho Fada Madrinha (Helena Bonham Carter, sempre diva)! Só poderia ser melhor se fosse um musical, mas ainda tem lugar especial no coração. Afinal, nos ensina a ter coragem e ser gentil, uma mensagem tão importante, inclusive nos dias atuais".

    — Katiúscia Vianna

    5ª posição: Malévola 1 e 2

    "Malévola pode ter sido um balde de água fria em quem esperava uma narrativa obscura sobre uma das vilãs mais icônicas da Disney. O que tivemos no lugar disso foi um filme leve, quase tão encantador quanto A Bela Adormecida. Mas isso não significa que a obra seja ruim.

    Angelina Jolie definitivamente nasceu para o papel, e ajudou a marcar ainda mais a personagem sombria na cultura pop. Sua interpretação é vulnerável, e nos faz torcer imediatamente pela antagonista injustiçada. Além disso, a continuação, Dona do Mal, não desvia muito dessa proposta, e consegue acrescentar novos arcos à história de maneira despretensiosa e divertida".

    — Kalel Adolfo

    4ª posição: Os 101 Dálmatas

    "Nem precisa de muito pra defender essa obra-prima. 101 Dálmatas é live-action raiz, um dos primeiros da Disney, lançado numa época em que isso nem era uma categoria e ainda conseguíamos estar quase livres dos cansativos reboots.

    Além disso, reúne Glenn Close, roteiro de John Hughes e cachorrinhos. O que poderia dar errado? O enredo é bem parecido com a animação, com a história de amor de Pongo e Perdita e uma vilã exagerada, fashionista, interpretada maravilhosamente por Glenn. Agora, vamos ver o que vem por aí em Cruella, com Emma Stone".

    — Paola Piola

    Cruella: Quais as ligações do filme do Disney+ com 101 Dálmatas?
    3ª posição: Cruella

     

    "Era grande a dúvida sobre o tom que Cruella ia abraçar nesse prelúdio. O primeiro trailer prometia uma aventura sombria a lá Coringa, mas será que a Disney teria coragem de ser tão ousada assim? A resposta é: mais ou menos. O filme dirigido por Craig Gillespie transforma a icônica vilã em anti-heroína e tira a parte de matar cãezinhos por vaidade. Porém, isso acaba sendo um acerto que constrói algo novo para a personagem, trazendo uma aventura divertida e eletrizante.

    Emma Stone é a escalação perfeita para Cruella, sem tentar imitar o trabalho imortalizado por Glenn Close, mas fazendo sua própria versão da história. Sem falar que existem muitos acertos no longa, como o fabuloso trabalho de direção de arte e os figurinos impecáveis; além de uma trilha sonora arrebatadora."

    — Katiúscia Vianna

    2ª posição: Mogli - O Menino Lobo

     

    "Dirigido por Jon FavreauMogli - O Menino Lobo é um live-action que brilha os olhos. Além de ser extremamente fiel ao desenho original de 1967, a produção trouxe elementos incríveis com o CGI, que são tão animados e expressivos quanto à animação.

    A atuação do pequeno Neel Sethi como Mogli, sendo o único ser humano do set, impressiona. Todas as interações do pequeno com os gigantes animais da selva, seja com o Balloo ou com o Baguera, são extremamente reais. Isso faz com que os espectadores sejam levados automaticamente ao universo de aventura e à magia do desenho. Por fim, vale ressaltar produção é tão interessante que foi um dos filmes que ninguém sequer levantou polêmica sobre a comparação com a animação".

    —  Amanda Brandão

    1ª posição: Aladdin

     

    "Quando foram reveladas as primeiras imagens de Aladdin, as desconfianças foram muitas. Numa hora, reclamavam do gênio não ser azul, depois reclamaram do gênio azul... Enfim, a vida não foi fácil para o filme de Guy Ritchie. Porém, quando finalmente chegou às telinhas, a nova versão fez algo que nenhuma das outras live-actions modernas conseguiu: ser tão bom quanto a animação original.

    Dando o destaque merecido para Jasmine (Naomi Scott, perfeita no papel), a adaptação se tornou moderna, mas ainda fazendo referências ao desenho. Mena Massoud é um acerto em charme e empatia. Will Smith criou um gênio diferente do trabalho inigualável de Robin Williams, chamando o personagem para si, sem ser uma cópia. O resultado é um filme imperfeito? Claro. O Jafar (Marwan Kenzari) a gente guarda na fanbase. Porém, surge uma aventura emocionante, divertida, com mudanças que realmente acrescentam à trama (Nasim Pedrad, te amo) e criando um novo legado para a história de Aladdin. Sem falar que "Speechless" é um hino, não é mesmo?"

    — Katiúscia Vianna

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    Comentários
    • Geovane da Conceição Estanisla
      Acho que faltou o filme O Caçador e a Rainha do Gelo nessa listagem.
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