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    "Filme sobre Viúva Negra seria muito diferente se fosse feito anos atrás", diz diretora (Entrevista Exclusiva)
    9 de jul. de 2021 às 18:00
    Aline Pereira
    Aline Pereira
    -Redatora | crítica
    Jornalista que ama boas histórias, Aline combina a paixão por cinema e TV com comunicação para mergulhar ainda mais nos universos e personagens que já fazem brilhar os olhos. Pipoca, suspense, dramédia e uma pitada de reality são a receita perfeita para todos os dias.

    Viúva Negra demorou para chegar aos cinemas, mas tempo de espera é recompensado com história mais poderosa.

    A longa espera pelo filme solo da Viúva Negra finalmente chegou ao fim com a estreia nos cinemas e no Premier Access do Disney+. Mais de dez anos após a chegada ao Universo Cinematográfico da Marvel, em Homem de Ferro 2, Natasha Romanoff (Scarlett Johansson) se tornou protagonista de sua própria história. Uma história que, aliás, seria muito diferente se fosse contada anos atrás, explica a diretora do filme, Cate Shortland, ao AdoroCinema.

    A Marvel vinha sendo questionada sobre a possibilidade de produzir um filme estrelado pela heroína há muito tempo, mas foram vários os motivos que levaram o estúdio a deixar o projeto de lado - das prioridades entre a enorme lista de lançamentos dos últimos anos às decisões executivas que questionavam a força que Natasha Romanoff teria sozinha nas telas. Para a cineasta australiana, esta espera fez com que a história da Viúva Negra ganhasse um tom completamente diferente.

    Walt Disney Studios Motion Pictures

    “Definitivamente seria diferente e acho que são dois pontos: a maneira como Scarlett cresceu como pessoa e se tornou mais consciente é parte do desenvolvimento da Natasha. Ela tem mais domínio sobre a personagem, naturalmente, depois de tê-la interpretado por 10 anos”, analisa a diretora. Recentemente, a atriz falou sobre a imagem superficial e sexualizada da Viúva Negra em seu início no MCU, explicando que ela também precisou de tempo para entender os problemas na forma como as heroínas eram representadas nas telas

    Agora, não só o posicionamento da atriz se tornou mais contundente, como também sua voz ativa no estúdio, trabalhando também por trás das câmeras. “Ela tem uma relação mais forte com a Marvel já que, neste filme, também está conosco como produtora. E, claro, ainda há todo o movimento político do #MeToo, das mulheres levantando para dizer que já chega”, completa Shortland. 

    De fato, a fala da diretora se reflete em uma história que coloca Natasha no controle das situações, trazendo uma abordagem com muito mais camadas não só para sua personalidade, como para a relação com as outras personagens do filme. Além disso, relacionamentos abusivos e as consequências dos traumas estão inclusos nas sequências de ação e espionagem. Assuntos que só se tornaram mais presentes no cinema agora - na Marvel, o momento chegou com Capitã Marvel, em 2019, que, ainda assim, enfrentou críticas sexistas.

    Walt Disney Studios Motion Pictures

    “Pelos últimos cem anos ou mais as mulheres falaram por si mesmas, mas acho que os últimos 5 anos trouxeram uma grande mudança de ganhos em nossas causas. O filme traz uma mensagem de que você importa, sua voz importa, que estamos te ouvindo e que, juntas serão ainda mais fortes”, afirma. 

    Como Viúva Negra se conecta a Vingadores: Ultimato

    Os acontecimentos de Viúva Negra acontecem entre Capitão América: Guerra Civil e Vingadores: Guerra Infinita, cuja sequência termina com a morte trágica de Natasha. Para Cate Shortland, ter este desfecho em mente foi o ponto principal para criar a trama “intermediária”. 

    “A maneira como ela se sacrifica no final e o lugar de onde ela está vindo no início deste filme nos deu um arco excelente para a personagem. Porque ela começa sozinha, sem saber quem é, enquanto em Ultimato ela se sente bem resolvida. Então nós sabíamos que neste filme ela teria que resolver as partes faltando, que ela tanto lutou para lidar”, conta a diretora. 

    Viúva Negra: Conheça a história de Natasha Romanoff nos quadrinhos da Marvel
    Sobre o que é Viúva Negra?

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    Após o desentendimento causado pelos Acordos de Sokovia, os Vingadores se separam e Natasha, agora fugitiva do governo, volta ao “lar” e se depara com um passado que pensava ter enterrado. Ao descobrir que o programa que a treinou para ser uma assassina implacável ainda existe, a Viúva Negra entra numa verdadeira missão de resgate, que a fará confrontar suas antigas relações, entre elas, com a “irmã mais nova”, Yelena (Florence Pugh).

    Viúva Negra: Leia a crítica do AdoroCinema

    “Natasha é bastante contida e não quer mostrar seus sentimentos. E Yelena é mais emocional, não consegue esconder suas emoções e acho que elas ensinaram uma à outra. Yelena ensinou Natasha a ser mais aberta, enquanto acho que Natasha ensinou Yelena a ser alguém que pode perdoar”, explica a diretora.

    Chegando agora ao Universo Cinematográfico da Marvel, Florence Pugh tem tudo para se tornar uma figura importante em novas histórias na Fase 4 das produções do estúdio. Com participação confirmada no elenco de Hawkeye, série do Gavião Arqueirono Disney+, o futuro da personagem ainda tem espaço para muitas impossibilidades, incluindo a formação de uma nova leva de Vingadores.

    Viúva Negra
    Viúva Negra
    Data de lançamento 8 de julho de 2021 | 2h 14min
    Criador(es): Cate Shortland
    Com Scarlett Johansson, Florence Pugh, Rachel Weisz, David Harbour, Ray Winstone
    Usuários
    4,1
    Adorocinema
    3,5
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    Comentários
    • Alan Bitencourt
      A história desse filme é horrível tanto na parte de espionagem que é horrorosa quanto na parte envolvendo abusos contra as mulheres que é horrível demais, filme ruim.
    • Bruno Rafael
      pqp kkk quem ler essa crítica não assistiu o mesmo filme que 99 % do público
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