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    365 Dias, Emily em Paris e +: Confira os piores filmes e séries de 2020, segundo a redação do AdoroCinema
    Por Kalel Adolfo — 26 de dez. de 2020 às 20:00

    Se o ano não foi fácil para você, imagina para quem precisou gastar duas horas da vida assistindo 365 Dias, filme erótico polêmico da Netflix.

    2020 foi uma montanha russa em todas as áreas, incluindo a cinematográfica. Fomos surpreendidos com adiamentos, cancelamentos, estreias fantásticas — e claro — decepções de escala colossal. Quem aí não ficou deitado em posição fetal após assistir a 365 Dias, um dos filmes mais controversos no catálogo da Netflix?

    A obra conseguiu romantizar o abuso sexual em plena pandemia, e foi alvo de petições online que pediam a sua retirada dos streamings. Os Novos Mutantes — que já havia se transformado em lenda urbana — foi disponibilizado ao público que aguardava o seu lançamento há anos. Infelizmente, o resultado nos fez rir de nervoso.

    Foram tantos tombos audiovisuais em um período de doze meses, que o AdoroCinema precisou se juntar para separar os piores entre os piores. Ficou curioso para saber quais foram os filmes selecionados para essa ilustre lista? Então continua na página:

    365 Dias 

    365 Dias é — sem sombra de dúvidas — o pior filme de 2020. Em uma tentativa falha de recriar o sucesso de Cinquenta Tons de Cinza, a produção polonesa romantizou abuso sexual, sequestro e agressões psicológicas.

    Mas além da parte socialmente inadequada do longa, a trama também é medíocre, não indo para nenhum lugar específico em quase duas horas de duração. O resultado é uma obra que não empolga e acaba polemizando sem grandes propósitos.

    O lançamento de 365 Dias pegou tão mal, que a cantora Duffy chegou a escrever uma carta aberta ao presidente da Netflix há alguns meses. Assim como a artista, muitas pessoas que foram vítimas de sequestro sexual ficaram ofendidas com a forma em que o assunto foi abordado na produção.

    Claro, as cenas eróticas são bem desenvolvidas para um filme mainstream, ultrapassando os limites impostos por Cinquenta Tons de Cinza. Contudo, a equipe por trás do longa não se preocupou em ter um senso de responsabilidade ao construir o roteiro.

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    • Escolhido por: Kalel Adolfo, Luisa Rodrigues e Ygor Palopoli
    Emily em Paris

    Emily em Paris foi aquela série que as pessoas amaram ou odiaram. Mas aqui no AdoroCinema, a redação não perdoou a obra de Darren Star (Sex and the City). Por ser uma produção de 2020, é surpreendente o quanto os episódios soam problemáticos e dessintonizados com as questões sociais que vêm sendo discutidas desde o início da década.

    “É um seriado que não ri de si mesmo, estereotipa tudo e todos que puder, e é extremamente datada nos figurinos, diálogos e edição. Emily em Paris faria sentido nos anos 2000, mas em 2020, romantizar uma jovem adulta sendo assediada por todos os homens ao seu redor — principalmente os mais velhos — para conquistar a liberdade sexual de Paris não cabe mais”, explica Paola Piola, coordenadora de redação do site.

    “Fora que é irreal andar de salto alto o tempo inteiro e ser tão feliz daquele jeito. #desabafei”, brinca.

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    • Escolhido por: Paola Piola e Lucas Leone
    Os Novos Mutantes

    Os Novos Mutantes se transformou em uma das maiores lendas urbanas da década passada. A produção de Josh Boone (A Culpa é das Estrelas) foi adiada inúmeras vezes, e finalmente chegou aos cinemas no ano mais controverso deste século. Infelizmente, o resultado apresentado ao público foi extremamente decepcionante.

    O híbrido entre os gêneros de super-herói e terror simplesmente não deu certo, e a obra acabou não encontrando sucesso em nenhum território. Ao tentar assustar, o longa soou datado, com efeitos visuais malfeitos e uma atmosfera de tensão nula.

    E nos momentos de ação, Os Novos Mutantes simplesmente não encontrava fôlego, já que não construía ápices narrativos para emocionar o espectador. O elenco ainda desperdiçou o talento de gigantes como Anya Taylor-Joy (O Gambito da Rainha) e Alice Braga (Esquadrão Suicida) e infelizmente, não soube entregar profundidade e ambição.

    Os Novos Mutantes (Crítica do AdoroCinema)

    • Escolhido por: Kalel Adolfo e Katiúscia Vianna
    Space Force

    Quando foi anunciada, Space Force soava como um novo The Office. Inclusive, o gênio da comédia Steve Carell estava no elenco, acompanhado de outros atores que fizeram parte da produção britânica que marcou a cultura pop a partir de 2005. As expectativas estavam altas, mas o seriado não fez jus ao hype.

    A cada episódio, a sensação predominante era de que a série tinha muito mais potencial, mas nunca decolava. Os momentos de humor são escassos para uma obra de comédia, e o ritmo desconexo não ajuda a trama, que acaba acelerando arcos importantes e perdendo tempo em pontos esquecíveis. Mesmo assim, a Netflix renovou o seriado para uma segunda temporada, ignorando as críticas do público.

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    • Escolhido por: Katiúscia Vianna
    A Missy Errada

    Durante a pandemia, dar risadas é essencial para aliviar as tensões. Porém, A Missy Errada nos deixou mais tristes do que qualquer outra coisa. De extremo mau gosto, a produção da Netflix limitou suas piadas à sonoplastias cafonas, estereotipações e sacadas tão engraçadas quanto um peido. Esse é sucesso no A Praça é Nossa.

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    • Escolhido por: Kalel Adolfo
    Jovens Bruxas - Nova Irmandade

    Vendido como uma sequência do cultuado Jovens Bruxas (1996), Nova Irmandade conseguiu acertar em alguns detalhes antes de se tornar um fiasco total. No início, a temática feminista agrada e traz uma nova perspectiva para a história sobre feitiçaria. Mas com o passar do tempo, o longa acaba esquecendo o terror, se transformando em um drama de ritmo lento que não encontra um propósito.

    Durante os minutos finais, a produção mergulha profundamente na aura de “filme B”, proporcionando efeitos visuais cômicos, um vilão caricato e um desfecho caótico que é resumido em menos de cinco minutos.

    • Escolhido por: Barbara Demerov e Kalel Adolfo

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    Rebecca (2020)

    A maior pergunta acerca da produção é: quem pediu o remake de uma das obras mais clássicas de Alfred Hitchcock? Refazer um dos filmes essenciais para o gênero de suspense é uma tarefa bem arriscada, mas isso não desencorajou Ben Wheatley. Infelizmente, a ambição não compensou em nenhum momento.

    Enquanto a versão original possui um ar misterioso e sofisticado, Rebecca de 2020 fica limitado a uma atmosfera de filme de vídeo locadora. Nem mesmo Lily James e Armie Hammer foram capazes de salvar o longa, que prefere retratar o romance entre os protagonistas e esquece de intensificar a tensão acerca do desaparecimento da primeira esposa.

    • Escolhido por: Barbara Demerov e Rafael Felizardo

    Remakes que não precisam existir (mas Hollywood vai fazer mesmo assim)

    Milagre na Cela 7

    Milagre na Cela 7 foi um fenômeno no início da pandemia, apostando no melodrama para atrair o público. Contudo, este é o seu maior defeito: o filme se esforça demais para te fazer chorar. Não há honestidade na tristeza retratada na produção, e o roteiro se assemelha a centenas de longas lançados anteriormente.

    Inclusive, agora que chegamos a dezembro, ninguém lembra mais da produção. Isso apenas reforça a sua baixa relevância cinematográfica, que não reinventou ou proporcionou novas perspectivas para o gênero de drama.

    • Escolhido por: Nathalia Jesus

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    Era Uma Vez um Sonho

    Era Uma Vez um Sonho aparentava ser o maior “Oscar Bait” de 2020. Inclusive, a produção juntou duas mulheres injustiçadas pela academia: Glenn Close e Amy Adams. Mas o que poderia ser um grande espetáculo melodramático acabou se transformando em uma narrativa previsível, que não foi capaz de se aprofundar em nenhuma questão emocional.

    • Escolhido por: Barbara Demerov
    Cats (Menção Honrosa)

    E claro, não podemos deixar de citar Cats. O filme até pode ter sido lançado no ano passado, mas ele é tão flopado, que precisávamos incluir nesta lista. Eu sei, é feio chutar cachorro morto. Mas os efeitos visuais, atuações e trama da obra são tão hilárias, que provavelmente nenhum blockbuster dos próximos anos conseguirá superá-lo no quesito “fiasco”. Mesmo assim, nós temos plena consciência de que a produção se tornará um “trash cult” no futuro, assim como The RoomFreddy vs Jason e O Sacríficio.

    • Escolhido por: Bruno Martins

    Como seria o elenco brasileiro de Cats?

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    Comentários
    • Cido Marques
      De acordo com o nosso líder, presidente Bolsonaro, sim, esse é o fato.
    • Maria Adelaide
      Então o assédio, estupro de feias é caridade?
    • Cido Marques
      No seu caso não seria assédio e sim caridade
    • Maria Adelaide
      E foi assédio? Talvez no seu conceito da palavra.
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