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    Missa da Meia-Noite: Entenda o final da minissérie de terror da Netflix
    24 de set. de 2021 às 11:41
    Bruno Botelho dos Santos
    Bruno Botelho dos Santos
    -Redator | crítico
    Bruno é redator e crítico do AdoroCinema, que divide seu tempo na cultura pop entre tomar susto com os mais diversos filmes de terror, assistir os clássicos do cinema ou os grandes blockbusters e enaltecer o trabalho de David Lynch e Stanley Kubrick.

    Missa da Meia-Noite é a nova produção de terror de Mike Flanagan na Netflix, criador de A Maldição da Residência Hill.

    Uma das produções mais aguardadas da Netflix em 2021, a minissérie Missa da Meia-Noite está disponível para o público, com sete episódios no total. Ela é a nova produção de Mike Flanagan, nome conhecido pela criação de antologia A Maldição na Netflix, composta pelos sucessos A Maldição da Residência Hill e A Maldição da Mansão Bly. O final de Missa da Meia-Noite pode confundir muitas pessoas, especialmente pelos simbolismos presentes nas reflexões sobre a fé e o vício. Pensando nisso, o AdoroCinema vai explicar melhor os acontecimentos finais e significados da minissérie. Dá uma olhada!

    Missa da Meia-Noite: Primeiras impressões sobre a minissérie de terror da Netflix

    Na trama, Riley Flynn (Zach Gilford) retorna para sua cidade natal depois de anos e esconde um passado sombrio. E com a chegada de padre Paul (Hamish Linklater), um homem carismático e misterioso, nessa comunidade costeira e isolada, eventos milagrosos e presságios assustadores começam a acontecer, causando comoção entre os moradores da pequena ilha.

    Atenção, a matéria apresenta spoilers dos acontecimentos de Missa da Meia-Noite da Netflix!

    Entenda a história de Missa da Meia-Noite da Netflix

    Ao longo dos episódios de Missa da Meia-Noite, vemos a ilha de Crockett cada vez mais envolvida em uma batalha dividindo os fiéis e os céticos. No final, os moradores da cidade estão lutando por sua vida, enquanto membros da Igreja querem "converter” as pessoas para algo totalmente diferente – tomando o vinho sacramental das missas. Padre Paul e os escolhidos acreditam que o pão e o vinho da Eucaristia se transformam no corpo e no sangue de Jesus literalmente, ao invés de uma transformação simbólica.

    Descobrimos que o vinho sacramental é o sangue do Anjo, uma criatura vampírica semelhante ao Nosferatu que transformou Monsenhor Pruitt no Padre Paul. Desde que ele voltou para a cidade, tem dado à população que vai à igreja doses desse “sacramento”, introduzindo lentamente sangue de vampiro em seus sistemas. A frequentadora diária das missas, Leeza Scarborough (Annarah Cymone), que sofre de paralisia, é a primeira a sentir os efeitos, voltando a andar. Por causa desse "milagre", a Igreja de São Patrício começa a ficar lotada e Padre Paul passa a servir outras pessoas com o sangue do Anjo.

    No último episódio de Missa da Meia-Noite, temos uma Vigília de Páscoa, onde eles pretendem converter totalmente a congregação de São Patrício para se tornar como o Anjo e como ele – pessoas ressuscitadas, mas com uma sensibilidade extrema à luz do sol e um desejo por sangue, basicamente uns vampiros. 

    Missa da Meia-Noite: Conheça a série de terror da Netflix do criador de A Maldição da Residência Hill
    O que acontece no final de Missa da Meia-Noite?

    Depois dessa conversão, os únicos sobreviventes são Leeza, Dra. Sarah Gunning (Annabeth Gish), Erin Greene (Kate Siegel), Xerife Hassan (Rahul Kohli), Warren Flynn (Igby Rigney) e a mãe, Annie. Warren e Leeza resolvem fugir para a água – mesmo que não cheguem ao continente com uma canoa, eles, pelo menos, não serão atacados. Bev Keane (Samantha Sloyan), fanática religiosa e líder dos recém-transformados, começa a incendiar todos os prédios da ilha, mas os sobreviventes decidem botar fogo também em todos os barcos para manter esses seres vampíricos isolados na ilha Crockett.

    Sarah Gunning e o xerife Hasan são baleados e Erin Greene é atacada pelo Anjo. Nesse momento, ela se lembra da conversa com Riley (Zach Gilford) sobre o que acontece depois da morte e corta as asas dele com uma faca. O único lugar que não foi incendiado é o centro de recreação, pois Bev se refere ao lugar como uma "arca" que vai salvar os "Escolhidos". Porém, o filho do Xerife Hassan, Ali (Rahul Abburi), mesmo tendo tomado o veneno, resolve ficar do lado de seu pai e queimar o centro de recreação. Com isso, Bev e o resto dos convertidos ficam sem ter onde se esconder e entrarão em combustão com a luz sol, que está prestes a nascer. Sem opção, eles apenas começam a cantar. Hassan e Ali oram juntos na tradição muçulmana e assim que o sol nasce, o xerife ferido cai morto junto com o filho. No mar, Leeza diz a Warren que não consegue sentir as pernas, o que significa que os “milagres” que o Sacramento causou foram desfeitos.

    Uma grande questão em aberto no final de Missa da Meia-Noite é se, depois do ataque de Erin, o Anjo conseguiu voar para longe antes do nascer do sol. A frase de Leeza “não consigo sentir minhas pernas” pode significar que o Anjo não saiu a tempo e também foi queimado pelo sol, fazendo com que as propriedades em seu sangue parassem de funcionar dentro da menina. Apesar disso, o criador Mike Flanagan revelou ao TheWrap que respeita e adora essa interpretação, mas deu sua versão para o final.

    "Não estamos dizendo que ele morreu ... Nossa esperança era apenas dizer que a concentração de Leeza em seu sangue havia começado a cair, que ela iria ficar bem. Não queríamos confirmar sobre o Anjo, dessa forma que você nunca pode matar o fanatismo, ele sempre meio que volta. Mas eu amo que isso é o que significou para você!", explicou. Interessante essa visão, não é mesmo?

    Missa da Meia-Noite: Série de terror da Netflix tem conexão com A Maldição da Residência Hill?
    Quais são os simbolismos religiosos presentes na minissérie da Netflix?

    Essa versão do final fornecida por Mike Flanagan combina com as reflexões sobre religiosidade e fé presentes em Missa da Meia-Noite, onde vemos uma batalha entre fiéis e céticos. Os nomes dos episódios são basedos em cada livro da Bíblia e repletos de simbolismos religiosos, partindo do Gênesis e terminando no Apocalipse, com os elementos de terror crescendo em alegorias e metáforas de proporções bíblicas. Essa representação sobrenatural conversa diretamente com os impactos da fé nos moradores da cidade, na espera da condenação ou na esperança de redenção e salvação divina.

    Os personagens cristãos, especialmente a cruel e fanática religiosa Bev Keane, acreditam e seguem fielmente os textos bíblicos – recorrentemente citando passagens da Bíblia – e agem com extremismo e preconceito com as pessoas não seguem suas crenças. Essa esperança no divino leva os convertidos ao extremo, o que é representado pelo ato final da minissérie e conversa com muitos problemas do mundo atual. No final das contas, a produção nos faz questionar sobre nossas próprias crenças e quando estamos sendo enganados por elas.

    Missa da Meia-Noite está disponível no catálogo da Netflix.

    Missa da Meia-Noite
    Missa da Meia-Noite
    Data de lançamento 24 de setembro de 2021 | 60min
    Séries : Missa da Meia-Noite
    Com Zach Gilford, Kate Siegel, Hamish Linklater, Annabeth Gish, Michael Trucco
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    Comentários
    • Flavia Tavares
      Muito fácil bater contra a Fé Católica, incrementando belos diálogos sem profundidade tirados de outras religiões como a Hindu, islâmica e outras crenças que não chegam nem aos pés da religião católica de perdão e caridade. Colocar uma carola pra roubar o dinheiro da Igreja e pintar e bordar com os fiéis da Paróquia e um padre sem escrúpulos aliado de um ser do inferno, incrementado com um delegado muçulmano bondoso e justo é a receita de quem odeia o catolicismo. Muito comum de se ver na área de entretenimento atual.
    • Lima
      Pastor, se já viu enlatado deve ter gostado porque disse q viu. Eu não gosto e já ví e muitos. Quanto a pensar, eu penso, eu avalio e chego a minha conclusão. Eu não gostei e expus o que conclui. Vc gostou, tudo bem, cada um tem um ponto de vista. Quanto a ruim ter q pensar eu não entendi, se eu concordasse com vc eu penso, se não eu não penso. Bem o Brasil de hoje.
    • Cido Marques
      Pois é né, muito ruim ter que pensar, o bom é apenas consumir os enlatados sem fazer reflexão.
    • Beto
      Concordo que é meio lento e os dialogos muito longos.As muitas citações bíblicas chegam a ser irritantes, mas no final comecei a crer que isso é proposital. No entanto gostei da minissérie, ela é assustadora,e as imagens são muito bonitas, as cenas bem construídas. Não é uma estória contra a fé ou a religião, mas contra o fanatismo e intolerancia.
    • Lima
      Extremamente lento, pouco envolvente, terror bobo, diálogos e citações bíblicas extensas. Há um dálogo entre um casal (protagonistas talvez) de uns 10 intermináveis min, que xaropada. Nunca ví um seriado tão ruim e olha q ja ví porcaria demais na Netflix, esse superou. Ainda bem q foi minisérie.
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