Closer - Perto Demais
Média
4,1
1769 notas

108 Críticas do usuário

5
36 críticas
4
27 críticas
3
7 críticas
2
17 críticas
1
12 críticas
0
9 críticas
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
LIzandro Felipe Camargo
LIzandro Felipe Camargo

24 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 6 de janeiro de 2026
A obra acompanha quatro personagens profundamente questionáveis, presos em um jogo emocional cruel, onde honestidade vira arma, desejo vira justificativa e vulnerabilidade quase nunca é respeitada. Todos erram — e erram muito —, mas o que torna Closer tão incômodo (e tão bom) é que ele não oferece vilões fáceis nem vítimas puras.

Os diálogos são o grande motor do filme. Soam quase como poesia recitada, carregados de intensidade e teatralidade — o que não é por acaso, já que o longa é uma adaptação direta de uma peça teatral. Essa escolha estilística cria uma experiência única: as palavras machucam mais do que qualquer ação. Cada conversa parece um duelo, e cada revelação é usada como instrumento de poder.

Entre os personagens, destaca-se o contraste entre crueldade consciente e covardia emocional. Larry é direto, brutal e previsível em sua dureza — o tipo de crueldade que, paradoxalmente, parece mais controlável. Já Dan representa algo mais perigoso: o homem instável, sedutor, que alterna agressividade com afeto, justificando seus excessos com sofrimento passado e amor possessivo. É exatamente esse tipo de comportamento que costuma ser romantizado, quando na verdade é profundamente destrutivo.

Anna, por sua vez, não apenas entra nesse jogo — ela aprende a jogá-lo e, de certa forma, vence. Diferente de Alice, que entende as regras mas atua na defensiva, consciente de suas poucas armas, Anna se adapta ao tabuleiro emocional e passa a mover as peças com frieza semelhante à dos homens ao seu redor.

A trilha sonora, com forte presença de música brasileira e bossa nova, cria um contraste brilhante: melodias suaves e melancólicas embalando relações tóxicas e diálogos cortantes. A música não consola o espectador — ela distancia, quase ironiza o sofrimento, reforçando o vazio emocional que atravessa o filme.

Closer é desconfortável porque é honesto. Não oferece redenção fácil, não entrega aprendizado moral mastigado e não tenta tornar seus personagens simpáticos. É uma obra sobre desejo, posse, mentira e vaidade — filmada com elegância, escrita com crueldade cirúrgica e executada com coragem.

Um filme que não quer agradar, mas provocar. E provoca muito bem.
Diogo Codiceira
Diogo Codiceira

24 seguidores 878 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 7 de janeiro de 2025
Closer: perto demais é um filme de romance, na qual foi dirigido por Mike Nicols e contou com o roteiro de Patrick Marber. O filme no seu primeiro ato parece uma comédia romantica, mas no desenvolvimento do seu segundo ato se revela um filme de romance de primeira com questionamentos sobre o amor nas relações amorosas. Na trama, acompanhamos a vida de 2 casais (aparentemente bem resolvidos) que são Dan e Alice (Jude Law e Natalie Portman) e Anna e Larry (Julia Roberts e Clive Owen). O filme vai desenvolvendo as intimidades dos casais ao ponto de chegar em um momento perigoso: o eu te amo. Isso acaba permitindo a honestidade em ambas as relações, e após um ano fica difícil não ter traições, desencontros e reencontros. O legal do roteiro foi desenvolver muito bem todos os 4 personagens, que possuem personalidade próprias e ações próprias diante dos conflitos que vão surgindo no filme. Assim temos a depressiva, o egoísta, o bruto e a viajante. Todos os 4 atores estão à altura do filme, mas o brilho maior é de Natalie Portman. Vale lembrar que o filme teve indicações ao oscar de 2005, que foi melhor ator coadjuvante (Clive Owen) e de melhor atriz coadjuvante (Natalie Portman).
regina stefane
regina stefane

9 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 7 de junho de 2024
Filme fraco, com personagens rasos e pouco interessantes (apenas os 4 personagens e nada mais) diálogo pobre e repetitivo, enredo fraquíssimo, história que não consegue prender atenção um minuto sequer, devido as cenas e os diálogos girarem em torno da mesmice.
Em suma não queria assistir, resolvi dar uma chance e me arrependi de ter desperdiçado 2 horas do meu tempo.
Elson Pinto Junior
Elson Pinto Junior

2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 28 de maio de 2024
Um ótimo filme.
Para se pensar e repensar uma relação a 2.
O enredo, a trama e a atuação de todo o elenco de estrelas, notoriamente conhecida do grande público, dá a certeza de um desfecho inimaginável.
Paulinho S.
Paulinho S.

9 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 22 de maio de 2024
Closer - Perto demais, já começa embalado por uma trilha sonora envolvente e marcando as falas dos personagens. Talvez o sucesso resida no fato que o filme não promete nada, mas entrega tudo: a marcação das falas, os diálogos profundos, as trocas de olhares e gestos dos personagens, a tentativa de sair de todos os clichês possíveis, pela tangente.
Não é fácil discorrer sobre relacionamentos humanos e as confusões emocionais numa película cinematográfica e prender a atenção. É por isso que a escolha das personagens e a entrega dos atores, faz toda a diferença. Julia Roberts renova-se das cinzas, Jude Law cumpre tabela, Clive Owen dá um show a parte, mas quem entrega o personagem e o filme nas mãos do público é Natalie Portman - simplesmente pujante e maravilhosa!
O filme é uma sucesso, não porque traz realidades e desencontros de casais e relacionamentos mal resolvidos, mas por não ter a pretensão de surpreender ninguém. Ele acontece porque Michael Nichols pensou em tudo, para que fosse o retrato da realidade humana e não a sua expectativa. Ele entregou.
Martin
Martin

3 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 14 de fevereiro de 2024
Um filme que mostra muito mais da verdade de relacionamentos amorosos do que quaisquer outros clichês. Um diálogo excepcional e impactante de cada um dos personagens. O filme retrata o jogo de poder e a necessidade do ser humano de ser desejado por mais da bela situação em que ele pudesse estar vivendo. Uma fotografia que não poderia ser melhor e é digna do " Walpaper " de qualquer pessoa.. Hahahah!

Para quem quer assistir um filme que com a devida atenção, o torne impecável, é uma das melhores opções dos romances e posso dizer que é único em relação a todos. Nenhum filme de romance possui a arquitetura de closer.
Ostivan Júnior.
Ostivan Júnior.

7 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 10 de fevereiro de 2024
Filme com enredo pobre, você começa a assistir e não vê a hora de terminar, um dos piores que já vi quiçá o pior.
Renata Truyts
Renata Truyts

1 crítica Seguir usuário

3,0
Enviada em 26 de setembro de 2023
Em 2005 eu tinha 23 anos. Fazia estágio numa editora com meu melhor amigo dos tempos de faculdade (e não só). A gente era metido a ser moderno, deprimido e blasé. Eu tinha a mania de usar camisa por baixo da camiseta porque assim estava subvertendo alguma coisa que até hoje não descobri o que é. Não era nada, na verdade. Só meio ridículo. A gente era bem idiota na real. Naquele ano estreou o filme mais blasé e pau no cu da década: Closer, que no Brasil ganhou o incrível subtítulo "Perto demais" - porque pra distribuidora do filme tava muito claro que a geração que ia assistir e se identificar com aquela porra era mesmo burra. Um pouco pelo menos. Não nego.
Mas porque raios ressuscitar um filme que fez todo mundo cantar Damien Rice até a exaustão e praguejar (não julgo) o Seu Jorge e a Ana Carolina? Porque aquele meu melhor amigo acabou de terminar um namoro e a gente está há algumas semanas dissecando as dinâmicas tóxicas dos relacionamentos. Entre as inúmeras análises que fizemos - porque pensar em teorias é a nossa diversão desde 2002 -, chegamos à conclusão de que aos 41 anos a gente não tem mais paciência pra sofrência. E aí ele abriu o baú da vergonha e puxou o Closer (perto demais), que foi por muito tempo nosso filminho-pop-chic-depressão-queridinho.
Estamos em 2023, faz 18 anos que vimos um médico completamente desocupado ficar obcecado por uma fotógrafa chata que só queria trepar com um revisor de texto igualmente desocupado e enfadonho, que por sua vez estava comendo uma striper que nem o nome verdadeiro usava porque ela era importante demais pra essa porra toda. Meu fucking cool! Puta que pariu que falta de um bom banheiro pra lavar na vida dessa gente.
Eu me pergunto: quando e como o tal médico salvou vidas e ficou milionário se ele só pensava em punhetas? Porque diabos aquela fotógrafa estava tão interessada no revisor de textos - só porque ele era o Jude Law? Isso é motivo? Aliás, por que o revisor voltou a fumar? Por que a striper chorou pra foto? Pra provar que é gata até sofrendo? My ass, como dizem os gringos.
Bando de desocupados. Desocupados na Inglaterra. Mandasse esse povo viver nos trópicos pra ver se tinha tanta frescura de quem come quem. Não tinha! Eu nem sei como é que alguém ali conseguia pagar as contas fazendo absolutamente nada. Se calhar tem o dedo do Manoel Carlos nesse roteiro: todos lindos, ricos, transantes e desocupados. Fim.
A gente fica mais velho, dá umas cabeçadas na vida e pega bode dessas crises de gente bonita.
E já dizia esse meu amigo, um mestre: sofrimento de cu é rola.
Jessica Klinger
Jessica Klinger

2 seguidores 35 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 18 de dezembro de 2023
O filme tinha tudo pra ser bom. Mais uma hora é um coisa, depois outra. Vc não consegue entender nada. Quando o filme acabou fiquei tipo: Cri, cri, cri. -.-
Anna R
Anna R

3 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 21 de junho de 2023
Achei o filme pernóstico e bastante vazio. Poderiam ter explorado melhor o romance e não apenas o sexo.
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa