Eis aqui o meu filme favorito. É composto por uma excelente junção de todos os critérios, bem como: fotografia, trilha sonora, roteiro, desenvolvimento, diálogos, atuações, crítica e mensagem. Um dos maiores clássicos.
Um filme clássico que creio que inspirou outros filmes como o Coringa, devido á sua visão sobre os devaneios do personagem. Admito que tenho um pouco de culpa por ter visto o filme dublado e acho que o que poderia ter dado uma nota a mais no filme em termos de impacto seria justamente a atuação de De Niro com a voz original. Mas ainda assim é um roteiro impactante, que no final até nos deixa perguntando o que é real e o que é alimentação de uma mente narcisista.
*Taxi Driver* não é um filme sobre heroísmo, nem sobre redenção. É um retrato incômodo de um homem quebrado tentando forçar sentido em um mundo que ele percebe como moralmente falido. Travis Bickle não é um personagem feito para identificação confortável — ele é feito para causar estranhamento, repulsa e inquietação.
Na mente de Travis, os Estados Unidos são um fracasso absoluto. Prostituição, criminalidade, indiferença social, decadência moral. Tudo o que ele vê pelas ruas de Nova York parece confirmar que o “Sonho Americano” pelo qual ele lutou na Guerra do Vietnã simplesmente não existe mais — se é que algum dia existiu. O contraste entre o sacrifício feito na guerra e a vida vazia que o aguarda no retorno é o núcleo silencioso do filme.
Travis não tem projeto de vida. Dirigir um táxi não é um meio para algo maior; é um fim em si mesmo. Sua rotina é mecânica, solitária e repetitiva. Por isso, qualquer evento externo — por mais banal — rapidamente se transforma em obsessão. A mulher loira do comitê eleitoral não é amor: é projeção. Ela representa pureza, ordem e pertencimento, tudo aquilo que Travis sente que perdeu. O comportamento obsessivo e possessivo dele, inicialmente tolerado por ela, é desconfortável exatamente porque revela alguém incapaz de distinguir interesse genuíno de apropriação emocional.
Quando Travis presencia a exploração de uma adolescente prostituta, algo muda. Não porque ele desenvolva empatia real, mas porque finalmente encontra uma causa que parece maior do que ele mesmo. A partir daí, sua vida ganha uma falsa direção. Ele passa a se preparar como um soldado indo para a guerra — treinamento físico, armas, disciplina — como se estivesse novamente no Vietnã. A diferença é que agora o inimigo não é externo, organizado ou identificável. É a própria cidade.
O filme deixa claro que essa “missão” é construída de forma doentia. O assassinato do assaltante, o plano confuso de matar o presidente e, por fim, o ataque ao prostíbulo não seguem uma lógica política coerente. Não há estratégia, ideologia estruturada ou plano real de mudança. Há apenas a necessidade desesperada de dar sentido à própria existência — mesmo que isso signifique morrer como “herói”.
Nesse ponto, *Taxi Driver* se revela profundamente irônico. Travis invade o prostíbulo praticamente em um ato suicida. Ele não espera sair vivo. Seu desejo não é exatamente salvar alguém, mas encerrar sua própria narrativa de forma significativa. No entanto, o resultado é o oposto do esperado: ele sobrevive, é celebrado pela mídia e reinterpretado pela sociedade como um símbolo de justiça. O mesmo homem instável, violento e desconectado passa a ser tratado como herói.
E é aqui que o filme atinge sua maior força. Scorsese não absolve Travis — mas também não o pune. Ele mostra como a sociedade é capaz de romantizar a violência quando ela parece conveniente ou encaixável em uma narrativa moral simples. O final, aparentemente positivo, é profundamente inquietante. Travis não está curado. Nada foi resolvido. O olhar no retrovisor sugere que o ciclo pode recomeçar a qualquer momento.
Não gostar de Travis, sentir repulsa ou não se identificar com ele não é falha de interpretação — é sinal de que o filme funcionou. *Taxi Driver* não quer empatia, quer reflexão. Ele expõe como solidão, trauma, ressentimento e ausência de propósito podem se misturar de forma explosiva, especialmente em alguém que retorna da guerra sem reconhecimento, sem apoio e sem futuro.
Mesmo para quem não é americano, a mensagem permanece universal: quando uma pessoa não encontra sentido na própria vida, ela pode passar a buscar sentido em causas que não são suas, em violências que não resolvem nada e em narrativas que só existem dentro da própria cabeça.
**Nota: 9/10** — não por oferecer respostas, mas por ter coragem de mostrar o vazio, a confusão moral e a facilidade com que a loucura pode ser confundida com heroísmo.
Por ser um clássico que só assisti em 2025, minha nota talvez não reflita a avaliação que o filme recebeu em sua época. Achei muito lento, poderia facilmente ser resumido em 15 minutos. O destaque absoluto é Robert De Niro, que leva nota 10 na atuação — até porque o filme parece girar só em torno dele. Travis claramente sofre de algum transtorno, e tudo o que ele relata sobre sua vida pode nem ser verdade. Sua total falta de noção em situações sociais (como o encontro) reforça essa impressão. O enredo só ganha força quando ele decide spoiler: assassinar o candidato à presidência, que parecia ser o clímax do filme, mas na verdade o foco acaba sendo a tentativa de salvar uma menina da prostituição.
O desfecho vem após a única cena de ação marcante, seguida de uma carta de agradecimento. Há início, meio (um tanto confuso) e fim — mas o filme é longo demais para o que entrega. Se fosse lançado hoje, dificilmente faria sucesso.
Mais um acerto do Scorsese. Taxi Driver é um dos melhores filmes de sua carreira, principalmente com um grande ator como Robert DeNiro como protagonista. História muito boa, atuações, atmosfera, fotografia, vibe noir e a trilha sonora. Está no meu top 100 filmes favoritos que eu já assisti. Apesar do filme ter tido alguns erros e defeitos, e alguns diálogos fracos, ainda consegue se equilibrar mais nos pontos positivos, e é uma história com uma crítica social muito boa. Muito bom.
Perfeito. Impactante, reproduz a época e as situações de decadência fielmente, assim como Scarface... Sempre é maravilhoso assistir Robert De Niro... Ruim? Se comparar aos filmes da Marvel e seus excessos e parafernalha tecnologica... Táxi Driver é filme indicado pra quem gosta "atuação"
Filme superestimado, chega a ser até um filme arrastado praticamente as coisas acontecem nos 40 ou 35 minutos finais, o filme que fala que é cópia desse que é vivendo no limite com Nicolas cage é melhor troca o táxi pela ambulância.
Martin Scorcese o que dizer desse gênio? Simplesmente surreal a história construída por esse renomado diretor. Um filme atemporal, um roteiro que capta diversos sentimentos em Travis Robert De Niro), que em sua juventude já demonstrava todo seu talento, a frente de um personagem solitário, frio e porque não sanguinário. Em seu trabalho como taxista após ser fuzileiro na Guerra do Vietnã, percebemos o quanto ele se entrega pra história e a câmera a todo momento o persegue de maneira surreal, trazendo uma fidelidade incrível para o telespectador. Iris (Jodie Foster) rouba a cena mostrando um talento incrível para a idade, considerando um papel forte. Um filme que te faz refletir, e que traz críticas sociais importantes para a sociedade. Uma obra prima de Martin Scorcese
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