Média
4,3
2252 notas
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52 críticas
4
92 críticas
3
45 críticas
2
15 críticas
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“Um Lugar Silencioso”, dirigido por John Krasinski, constrói sua premissa a partir de uma ideia simples, mas bastante eficiente: em um mundo dominado por criaturas que caçam qualquer som, uma família precisa aprender a sobreviver em completo silêncio. A produção entende rapidamente as possibilidades desse conceito e faz com que ações cotidianas ganhem um nível inesperado de tensão. Andar pela casa, preparar comida ou simplesmente se comunicar se tornam situações de risco, enquanto a relação entre os membros da família dá ao suspense uma dimensão mais pessoal.
O som é, sem dúvida, o elemento mais marcante do filme. A alternância entre momentos de silêncio quase absoluto e ruídos extremamente amplificados cria uma sensação constante de perigo, principalmente porque qualquer pequeno barulho pode significar uma ameaça. O design de som também permite que o espectador experimente parte das limitações dos próprios personagens, especialmente quando a narrativa acompanha Regan e sua dificuldade de ouvir. É uma escolha técnica que não serve apenas para criar sustos, mas influencia diretamente a maneira como a história é percebida.
As atuações precisam carregar boa parte da narrativa porque os diálogos são extremamente limitados, e o elenco consegue compensar essa ausência através de expressões, olhares e linguagem de sinais. Emily Blunt se destaca principalmente pela forma como transmite medo, culpa e desespero sem precisar explicar verbalmente o que sua personagem está sentindo. A sequência da banheira é um dos melhores exemplos disso, porque a situação exige uma reação física muito intensa e a atriz consegue transmitir o sofrimento da personagem apenas através de sua expressão e seus movimentos. John Krasinski, Millicent Simmonds e Noah Jupe também contribuem para que a dinâmica familiar pareça convincente.
A direção de Krasinski é outro ponto forte, principalmente na construção gradual da tensão. Em vez de depender constantemente de jumpscares, o filme costuma preparar o espectador para o perigo e deixa que a expectativa faça boa parte do trabalho. A montagem, o enquadramento e o uso dos espaços ajudam a criar a sensação de que as criaturas podem surgir a qualquer momento, mesmo quando não estão presentes na tela. Essa contenção torna a primeira metade especialmente eficiente, porque o que não é mostrado parece tão ameaçador quanto aquilo que aparece.
O problema surge quando as criaturas passam a ocupar mais espaço na narrativa. Na metade final, elas aparecem com maior frequência e em situações mais abertas, inclusive durante o dia, fazendo com que parte do mistério construído anteriormente desapareça. Quanto mais são mostradas, mais fácil fica entender suas características e limitações, e isso diminui um pouco a sensação de ameaça invisível que sustentava o início. O filme continua tendo bons momentos de tensão, mas já não possui o mesmo controle sobre o desconhecido.
A resolução também acaba sendo rápida demais em comparação com a construção cuidadosa do restante da história. A descoberta da fraqueza das criaturas surge de maneira conveniente nos minutos finais e permite que o conflito seja encaminhado com relativa facilidade. Ainda assim, “Um Lugar Silencioso” permanece uma experiência de suspense bastante competente, principalmente pela utilização criativa do som, pelas atuações e pela direção de Krasinski. O início e a parte central são mais fortes do que o desfecho, mas a produção consegue explorar sua premissa de maneira suficientemente inventiva para deixar uma impressão marcante.
O som é, sem dúvida, o elemento mais marcante do filme. A alternância entre momentos de silêncio quase absoluto e ruídos extremamente amplificados cria uma sensação constante de perigo, principalmente porque qualquer pequeno barulho pode significar uma ameaça. O design de som também permite que o espectador experimente parte das limitações dos próprios personagens, especialmente quando a narrativa acompanha Regan e sua dificuldade de ouvir. É uma escolha técnica que não serve apenas para criar sustos, mas influencia diretamente a maneira como a história é percebida.
As atuações precisam carregar boa parte da narrativa porque os diálogos são extremamente limitados, e o elenco consegue compensar essa ausência através de expressões, olhares e linguagem de sinais. Emily Blunt se destaca principalmente pela forma como transmite medo, culpa e desespero sem precisar explicar verbalmente o que sua personagem está sentindo. A sequência da banheira é um dos melhores exemplos disso, porque a situação exige uma reação física muito intensa e a atriz consegue transmitir o sofrimento da personagem apenas através de sua expressão e seus movimentos. John Krasinski, Millicent Simmonds e Noah Jupe também contribuem para que a dinâmica familiar pareça convincente.
A direção de Krasinski é outro ponto forte, principalmente na construção gradual da tensão. Em vez de depender constantemente de jumpscares, o filme costuma preparar o espectador para o perigo e deixa que a expectativa faça boa parte do trabalho. A montagem, o enquadramento e o uso dos espaços ajudam a criar a sensação de que as criaturas podem surgir a qualquer momento, mesmo quando não estão presentes na tela. Essa contenção torna a primeira metade especialmente eficiente, porque o que não é mostrado parece tão ameaçador quanto aquilo que aparece.
O problema surge quando as criaturas passam a ocupar mais espaço na narrativa. Na metade final, elas aparecem com maior frequência e em situações mais abertas, inclusive durante o dia, fazendo com que parte do mistério construído anteriormente desapareça. Quanto mais são mostradas, mais fácil fica entender suas características e limitações, e isso diminui um pouco a sensação de ameaça invisível que sustentava o início. O filme continua tendo bons momentos de tensão, mas já não possui o mesmo controle sobre o desconhecido.
A resolução também acaba sendo rápida demais em comparação com a construção cuidadosa do restante da história. A descoberta da fraqueza das criaturas surge de maneira conveniente nos minutos finais e permite que o conflito seja encaminhado com relativa facilidade. Ainda assim, “Um Lugar Silencioso” permanece uma experiência de suspense bastante competente, principalmente pela utilização criativa do som, pelas atuações e pela direção de Krasinski. O início e a parte central são mais fortes do que o desfecho, mas a produção consegue explorar sua premissa de maneira suficientemente inventiva para deixar uma impressão marcante.
QUE LINDO! está tudo maravilhoso aqui, eu realmente não tenho nada pra reclamar.
Neste filme nós quase não temos o privilégio de ouvir as vozes dos personagens, mas isso não deixa a obra chata, você apenas fica com mais e mais vontade de assistir.
Eu acho muito fofo a forma que eles se abraçam, é sempre tão cheio de emoções... é sempre com o alívio de ainda ter o outro para preencher aquele abraço... eu amo a forma que eles parecem serem gratos por cada momento vivo, a forma que eles se ajudam e se cuidam. Isso é uma família de verdade!
Neste filme nós quase não temos o privilégio de ouvir as vozes dos personagens, mas isso não deixa a obra chata, você apenas fica com mais e mais vontade de assistir.
Eu acho muito fofo a forma que eles se abraçam, é sempre tão cheio de emoções... é sempre com o alívio de ainda ter o outro para preencher aquele abraço... eu amo a forma que eles parecem serem gratos por cada momento vivo, a forma que eles se ajudam e se cuidam. Isso é uma família de verdade!
Simplesmente fantástico!! Suspense de verdade. Para os críticos de cinema de plantão que deram 1 ou 2 estrelas, é lamentável,...Eu gostei muito. SÓ assistam.
Faça barulho e você será devorado vivo.
O filme se passa em um mundo onde criaturas matam seres vivos por causa do som. Vemos isso claramente com a morte do filho de Evelyn. O filme teve muitos momentos de tensão. Muitos sustos repentinos (não de forma exagerada, como vemos em muitos filmes de terror), que criaram um bom suspense em diversas situações. No final, a garota consegue desestabilizar a criatura e o tiro de Evelyn a mata. Depois, outras criaturas, atraídas pelo barulho, são mostradas se aproximando da casa da família. Isso nos deixou curiosos para saber o que aconteceria a seguir.
A atuação foi simples no geral, mas gostei muito de Emily Blunt, que demonstrou desespero em suas cenas de forma excepcional. Era possível ver seu desespero em cada expressão facial. Quando ela está prestes a dar à luz seu terceiro filho. Quando ela pisa no prego. E, finalmente, nos momentos em que as criaturas estão no mesmo ambiente que ela. Uma atuação muito bem feita, mesmo sem dizer uma única palavra.
Em resumo, foi um bom filme. Claramente feito para ter uma sequência, e espero que seja boa.
- Roteiro: 7/10
- Atuação e Personagens: 8/10
- Suspense: 8/10
- Fotografia: 7/10
Nota Final: 7,5
O filme se passa em um mundo onde criaturas matam seres vivos por causa do som. Vemos isso claramente com a morte do filho de Evelyn. O filme teve muitos momentos de tensão. Muitos sustos repentinos (não de forma exagerada, como vemos em muitos filmes de terror), que criaram um bom suspense em diversas situações. No final, a garota consegue desestabilizar a criatura e o tiro de Evelyn a mata. Depois, outras criaturas, atraídas pelo barulho, são mostradas se aproximando da casa da família. Isso nos deixou curiosos para saber o que aconteceria a seguir.
A atuação foi simples no geral, mas gostei muito de Emily Blunt, que demonstrou desespero em suas cenas de forma excepcional. Era possível ver seu desespero em cada expressão facial. Quando ela está prestes a dar à luz seu terceiro filho. Quando ela pisa no prego. E, finalmente, nos momentos em que as criaturas estão no mesmo ambiente que ela. Uma atuação muito bem feita, mesmo sem dizer uma única palavra.
Em resumo, foi um bom filme. Claramente feito para ter uma sequência, e espero que seja boa.
- Roteiro: 7/10
- Atuação e Personagens: 8/10
- Suspense: 8/10
- Fotografia: 7/10
Nota Final: 7,5
Filme completamente sem sentido, incontáveis furos de roteiro, tem barulhos que podem fazer, tem outros que não.
As pessoas não podem falar, não podem nem sussurrar, tem que andar descalço(sabesse la o porque), aí eu pergunto 400 e não sei quantos dias é ninguém ai espirrou? Tossiu? Peidou? Pq o que dá a entender é que esses pequenos barulhos já seriam bem mais que o suficiente para os alienígenas atacarem.
Como que uma pessoa surda (que nao ouve os proprios ruidos) consegue viver em um mundo que não pode fazer barulho, alguém me convença de que é possível, por favor.
Resumindo, é só mais um filme alternativinho pra aquele seu amigo "inteligentinho" e afeminado dizer que "arte não é para todes".
As pessoas não podem falar, não podem nem sussurrar, tem que andar descalço(sabesse la o porque), aí eu pergunto 400 e não sei quantos dias é ninguém ai espirrou? Tossiu? Peidou? Pq o que dá a entender é que esses pequenos barulhos já seriam bem mais que o suficiente para os alienígenas atacarem.
Como que uma pessoa surda (que nao ouve os proprios ruidos) consegue viver em um mundo que não pode fazer barulho, alguém me convença de que é possível, por favor.
Resumindo, é só mais um filme alternativinho pra aquele seu amigo "inteligentinho" e afeminado dizer que "arte não é para todes".
A ideia é boa o filme erra em alguns pontos as criaturas não são explicadas a falta de interação me irritam mesmo que a proposta seja o silêncio não assisti o 2 talvez explique sobre as criaturas mas prefiro não ver faltou deixar essas criaturas mais assustadoras talvez só aparecer a noite? Discordo da maneira que o diretor conduziu é um filme inovador mas mediano
"Um Lugar Silencioso" é um filme que aposta em uma ideia simples e, por incrível que pareça, funciona.
O silêncio aqui não é só um detalhe, é a ferramenta que o filme usa para criar uma tensão sufocante. A gente acompanha a família tentando sobreviver, e o medo deles se torna o nosso. Não precisa de sustos bobos ou de muita conversa, o filme é direto ao ponto e entrega um suspense de primeira. Se você quer algo diferente, que te prenda na cadeira sem precisar de muito barulho, pode ir sem medo. É um filme para ser assistido sem pipoca, pra não fazer barulho.
O silêncio aqui não é só um detalhe, é a ferramenta que o filme usa para criar uma tensão sufocante. A gente acompanha a família tentando sobreviver, e o medo deles se torna o nosso. Não precisa de sustos bobos ou de muita conversa, o filme é direto ao ponto e entrega um suspense de primeira. Se você quer algo diferente, que te prenda na cadeira sem precisar de muito barulho, pode ir sem medo. É um filme para ser assistido sem pipoca, pra não fazer barulho.
Um belo filme de ficção científica, monstros assustadores legais,roteiro top (mesmo o filme ser todo silêncio sksk) e ótimos atores
Não é tão ruim! A única coisa que deixa a desejar é falta de explicação do que é? De onde vem, os aliens?
E libras? Quem não entende fica boiando, que foi o meu caso.
E libras? Quem não entende fica boiando, que foi o meu caso.
Um filme que foge do "comum" uma história bem interessante que te prende do começo ao fim, palmas para John kravinski que além de diretor teve uma atuação incrível!!, ainda não assisti as sequencias mas o final deixa um gancho muito bom para os próximos filmes, basicamente o filme se trata de uma família que vive num planeta onde existe um "alien" que te caça se você fizer barulho, uma das filhas dele é surda e a mamãe grávida só deixam as coisas mais tensas e te fazem imaginar várias coisas ao decorrer do filme,
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