Se você achou que já tinha visto todas as reinvenções possíveis de Batman — desde o morcegão ninja até o morcegão que usa cartão de crédito com logo personalizada — então The Batman veio para dizer:
“Segura meu delineador preto.”
Porque aqui, meu amigo, o mundo decidiu que tudo que conhecemos sobre o herói precisava passar por uma fase emo na puberdade. E não uma puberdade normal: uma puberdade Pattinsoniana, onde cada respiração é deprimente.
“The Batman” tinha a intenção de reinventar o herói. Parabéns: reinventaram tanto que esqueceram de checar se o que sobrou ainda era o Batman ou apenas um adolescente mal-humorado num cosplay caro.
~O Batman Emo de Pattinson~
Robert Pattinson entrega a performance definitiva de um vigilante que parece ter passado por três chutes, duas bandas indie fracassadas e um semestre de filosofia existencial — isso tudo ao mesmo tempo.
É um Batman tão emocionalmente quebrado que, sinceramente, se em algum momento ele tirasse a máscara e revelasse o rímel borrado, eu só pensaria: faz total sentido.
Ele aparece em cena com a mesma energia de um garoto que passa madrugadas escrevendo “eu sou a vingança” na parede do quarto com uma vela acesa.
É o Batman que não luta contra o crime: ele luta contra os sentimentos.
Já esperado — ele é basicamente o Edward Cullen que descobriu o moletom preto e decidiu caçar bandidos.
~Adeus Batmóvel. Olá Harley do Apocalipse~
Trocaram o glorioso, icônico, tecnológico Batmóvel — patrimônio cultural da humanidade — por uma Harley. Nada contra.
Só que...
• Não é uma máquina de combate.
•Não é um tanque urbano.
•É uma Harley — preta, se isso ajuda em alguma coisa.
Pra piorar, cada cena dele pilotando é tão dramaticamente exagerada que falta apenas um zoom no olho com lágrima escorrendo enquanto toca “Welcome to the Black Parade”.
~Thomas Wayne: do símbolo de esperança ao corrupto honorário~
O pai do Batman agora é corrupto? Claro. Por que não enfiar mais um prego emocional no caixão?
Transformar Thomas Wayne — o símbolo de moralidade, esperança e luz de Bruce — em um homem moralmente duvidoso é o equivalente cinematográfico de chutar a perna da mesa só para ver ela cair.
Um dos pilares emocionais de Batman sempre foi o ideal da família Wayne.
Mas aqui?
Transformaram Thomas Wayne em praticamente um vilão honorário.
Porque aparentemente a vida do Bruce não era triste o suficiente.
Os roteiristas deviam ter dito:
• Trauma de infância? Pouco.
• Emo adulto? Pouco.
"Vamos arruinar o pai dele também. Drama nunca é demais.”
Nada diz “roteiro profundo” como destruir o último pilar emocional do protagonista.
~A Mulher-Gato mais aleatória da história do streetwear traumático~
A Mulher-Gato sempre foi um ícone de mistério, sedução e complexidade.
Aqui?
Ela está mais para: “Oi, sou a Selina e eu… sei lá, tô aqui, né?”
Não tem química, não tem construção, não tem profundidade.
Parece que colaram ela no roteiro com durex.
A química entre ela e o Batman é tão fraca que parece encontro às cegas arranjado pelo algoritmo da Netflix.
Poderiam ter tirado ela e nada mudaria — exceto talvez mais três minutos de monólogo silencioso da moto.
A vibe romântica dos dois é tão aleatória que eu já vi mais conexão emocional entre dois bonecos de Playmobil que caíram da prateleira juntos.
Mulher-Gato está ali porque checklist de franquia.
~Vilões por atacado: Black Friday do crime~
O filme tem mais vilão que festa de aniversário de criança tem brigadeiro.
Charada, Pinguim, Carmine Falcone, corrupção geral, mafiosos aleatórios, a tia do cafezinho, etc.
É tanta gente querendo destruir Gotham que, sinceramente, se a cidade pegasse fogo sozinha no meio do filme, seria totalmente plausível.
E, com tantos vilões…
Nenhum tem tempo suficiente para você se importar.
Todos têm motivação, mas ninguém tem desenvolvimento.
É tipo um PowerPoint de antagonistas.
~O final: quando o Batman tenta virar o Superman~
Depois de três horas de pura miséria emocional, chuva tóxica e olhares sofridos… O Batman simplesmente decide virar o cara da esperança.
“A esperança sempre vence…” — com a mesma energia do Superman tentando dar sermão sobre positividade enquanto acende a luz do sol atrás dele.
Foi tão constrangedor que quase esperei que ele tirasse o traje e aparecesse com um S no peito.
Ele passa de “eu sou a vingança” para “acreditem no futuro, crianças” como se tivesse tomado um banho de luz.
Faltou literalmente só ele levantar alguém nos braços, olhar para a câmera e dizer:
“Com grandes sombras vêm grandes responsabilidades.”
A vergonha alheia no final é a única coisa realmente consistente.
~Conclusão: um filme bonito, mas emocionalmente tão surrado quanto o protagonista~
“The Batman” tenta ser:
• sombrio
• profundo
• filosófico
• artístico
• realista
emocional
• épico
• e uma mensagem de esperança
Tudo ao mesmo tempo.
E acaba sendo:
• um emo milionário com moto
• um pai morto que agora também é moralmente duvidoso
• uma Mulher-Gato que mal precisava estar ali
mil vilões que não dizem nada
• um final que parece propaganda do Superman
e um Batmóvel substituído por uma Harley com crise de identidade
Não vou dizer que o filme não tenha seus pontos positivos, mas, sinceramente, são tantos pontos negativos que nem vale a pena eu tentar mentir para mim mesma dizendo que, de alguma forma, esse filme poderia ter sido bom.
Peço desculpas a todos os fãs e leigos que tenham gostado do filme — sou apenas uma fã qualquer postando ódio na internet, então não deem tanta importância.