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    Stranger Things
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    418 Críticas do usuário

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    8 seguidores 157 críticas Seguir usuário

    Crítica da série
    5,0
    Enviada em 3 de junho de 2022
    Assisti à serie depois que tocou a música de kate bush, nossa amei a 4 temporada, super recomendo. Chorei ao ver a cena do vecta querendo matar a guria, mas ela conseguiu escapar ao som de Running Up That Hill
    DANIEL BARRAL
    DANIEL BARRAL

    13 seguidores 140 críticas Seguir usuário

    Crítica da série
    5,0
    Enviada em 15 de agosto de 2022
    Minha série Live Action favorita. Sem dúvida, a melhor produção da Netflix, sem dúvida alguma. Atuações incríveis, história incrível e trilha sonora perfeita!!!
    RobertãoDoChurrasco
    RobertãoDoChurrasco

    3 seguidores 11 críticas Seguir usuário

    Crítica da série
    0,5
    Enviada em 23 de dezembro de 2022
    A terceira temporada ofende simplesmente o legado de nosso pai Karl Marx, ofende extremamente as pessoas que lutam por igualdade, que odeiam o livre mercado, isso é uma ofensa tão grande que deveria ser mandado para um gulag
    Flavio A.
    Flavio A.

    4 seguidores 1 crítica Seguir usuário

    Crítica da série
    5,0
    Enviada em 17 de julho de 2016
    Fiquei sem Netflix algum tempo e quando voltei a assistir, ví esse poster la sobre a série como novidade, aquela atmosfera de ficção cientifica dos anos 80.... não pensei duas vezes e cliquei pra assitir, isso foi sexta-feira as 21:00hs e só parei no quarto episódio por volta de 01:00hs da manha. Quando acordei no dia seguinte, ja levantei pensando na série e só parei quando acabou... Galera quem é dos anos 80 como eu, provavelmente vai adorar, a trilha é embalada por algumas musicas dos anos 80 e tem uma trilha q toca quase sempre com aqueles sons dos famosos sintetizadores q marcaram essa época... a historia é ótima, me lembrou muito ET, Viagem ao Mundo dos Sonhos e outros... galera, vale a pena conferir!!! Viva a Nostalgia!!!!
    Suddano
    Suddano

    1 seguidor 1 crítica Seguir usuário

    Crítica da série
    1,0
    Enviada em 31 de maio de 2022
    Uma verdadeira tragédia.

    E a prova de que saber a hora de parar no auge, e pra gente sábia e não gananciosa.

    Os caras levaram 3 anos para entregar uma temporada com 20mil horas do mais absoluto nada. Isso que dá fazer roteiro pra agradar todo mundo. E coletar dinheiro.
    E só pra isso mesmo.
    Deixar rico mais rico.
    E provar que franquia e a melhor forma de estragar uma ideia boa.
    Pra que estender por 18 mil temporadas uma ideia que se basta em 2/3 no máximo???

    Mas não... O que importa e sugar a ideia até perder completamente a forma e o conteúdo e parar de dar lucro.
    Foda-se a narrativa.

    Taí Matrix e Walking Dead que não me deixam mentir. Olha o que fizeram com o filme e com a série.

    Os caras tentam entregar tudo, e no final não entregam nada, além de 50 mil personagens e subtramas novas, que não acrescentam em absolutamente nada.

    Sem falar que e tanto alívio cômico em tantos núcleos, que por diversas vezes fiquei na dúvida se era uma série de terror com alívio cômico, ou se uma série de comédia pastelão adolescente com toques de suspense ruim... Zuado demais.
    Uma caricatura de si mesma.

    A protagonista desapareceu na série.

    O foco são nerds que não se perguntam mais onde ela tá. Só se fala em outra coisa. Simplesmente tomaram pra si a missão de salvar o mundo com a cara e a coragem. Só.
    E claro, de calça jeans e sem camisa.
    Porque erotizar e sexualizar adolescente, PODE!! Ai e sussa.
    Mas bullying, jamais!!
    Rsrs Só rindo mesmo...

    A série completamente perdida na própria narrativa, nada faz sentido ali, um monte de acontecimento bizarro e aleatório, como sempre, mas curiosamente, dessa vez, eles decidiram fazer com que a polícia acusasse um jovem roqueiro do bairro. E o objetivo central da série agora, é o roqueiro. Que precisa ir pra fogueira, e não o demônio.

    Um grupo de colegiais com jaqueta colorida toma a frente da polícia, uma polícia que trabalha como o Mr Magoo.
    E a reação da polícia? Ficar chateada diante disso.

    Realmente muito crível.

    Um equivoco claro, e que eles estão levando até o último episódio.
    Uma forçada de barra do cacete. 35% do começo da temporada, e pra contextualizar o que todo mundo já sabe, vai ter um demônio e um roteiro ruim. De novo...

    Uma Mãe desesperada e de classe média baixa, que tira $40 mil dólares em espécie do nada, e vai negociar com os Russos na companhia de um Mr. Bean com desconto.
    Tudo isso com a simplicidade de quem vai a um cruzeiro diferente.
    Roteiro mais aleatório e freestyle que isso, só dando o roteiro da próxima temporada pra Maysa escrever, e colocar a Larissa Mamoela pra dirigir.

    E claro, tudo de forma lenta, cansativa, redundante e chata pra cacete. Dormi nos primeiros 3 episódios. Foi uma luta pra assistir.

    Os caras claramente abriram mão de tudo pela audiência.
    Que é o que a indústria Norte Americana faz com excelência cedo ou tarde. Eles sempre caem na mesmice.
    Não tem mais o que inventar na série, e eles ainda tem a pachorra de dividir a temporada em duas, enrustindo 2 (DOIS) episódios pra daqui a dois meses.

    Se isso não e um tiro no pé com um canhão, eu não sei o que é. Na moral...
    E sugerir uma quinta temporada desse fracasso de roteiro, só pode ser piada.

    (Mais uma, fora de hora também.)

    Fala sério, qual será o enredo da 5a?

    Um monte de adolescente de 39 anos, bancando o Kamikaze e enfrentando demônios aleatórios no fundo do oceano com lanternas queimadas?!

    Monstros que se esconderam no esgoto por 3 anos e do nada voltaram e foram pro mar?
    Tá de sacanagem... E sério, que isso e tudo que vocês bolaram em 3 anos de hiato???

    Roteiro preguiçoso pra cacete.
    E a galera fanática, tá naquele nível que já engole qualquer merda que eles fizerem.
    E os produtores sabem disso.

    Tai essa 4 temporada de um enredo bagunçado, sem rumo, sem remo, e perdido de um jeito que só falta eles procurarem o Nemo.
    Pqp...

    Se garantindo no sucesso da primeira temporada.
    Só isso.

    Não entregaram nada, a não ser pautinha social de bullying, porque tudo agora e lição politicamente correta, até na ficção.
    Não existe mais adulto pra separar ficção de realidade. E tudo uma coisa só agora.
    Imagino como serão os filmes de máfia pra essa geração. Cacetada...

    Essa série virou um desastre!
    Se perdeu completamente...
    Só perde pra essa geração que compra qualquer coisa.
    E essa tendência de entregar série com roteiro pra agradar criança e adulto e tudo mundo é o marco do fim do entretenimento de qualidade.

    Depois da gourmetização na alimentação, vem aí: Marvetização na indústria do entretenimento.
    Já era mesmo...

    Todo mundo tem que gostar de tudo.
    Parece que e tudo filme da Marvel agora.
    O que importa e gerar engajamento pra série.
    Jogar a série no lixo gera engajamento?
    Então partiu!! Joga lá!!
    Mas no lixo reciclável.
    Pra não dar processo e crítica.
    O resultado e sempre o mesmo: algo aleatório, sem um roteiro consistente e claro, com muita explosão.

    Só o que não explode, e a criatividade pra criar tudo ao mesmo tempo, e no final não entregar nada.
    Mas gera engajamento pra repetir tudo por dinheiro.

    A série virou uma espécie de Caverna do Dragão do mundo invertido.
    Hahaha
    Tô fora!!
    Leonardo D.
    Leonardo D.

    7 seguidores 2 críticas Seguir usuário

    Crítica da 1 temporada
    4,5
    Enviada em 15 de julho de 2016
    A série nos lembra o filme de Steven Spielberg, "Super 8" e também o videogame Beyond Two Souls, tenho certeza que houver expiração dessas obras para criação da série. A Netflix sempre nós surpreendendo com suas produções.
    Adriano Silva
    Adriano Silva

    1.449 seguidores 458 críticas Seguir usuário

    Crítica da 4 temporada
    5,0
    Enviada em 7 de abril de 2023
    TEM SPOILERS!

    Stranger Things (4ª Temporada)

    Se a terceira temporada eu afirmei que ficou bem abaixo da primeira e da segunda, com certeza essa quarta voltou com a série nos eixos, trouxe novos personagens e um novo vilão que deu novos ares, uma nova cara, um novo fôlego, um novo rumo, sem sombra de dúvidas fez a série crescer e se sobressair em relação as temporadas anteriores.

    Como no final do último episódio da temporada três tivemos a separação do grupo pela primeira vez, juntamente com aquela comoção da carta deixada pelo Hopper (David Harbour) e a sua possível morte. A quarta temporada já se inicia com o grupo separado, morando em outra cidade. Enquanto um grupo ficou morando em Hawkins, a família Byers e a Onze (Millie Bobby Brown) agora vivem em Lenora, no Kansas.

    O primeiro episódio já começa nos mostrando a base do laboratório em Hawkins no ano de 1979, onde temos o surgimento de mais crianças com os mesmos poderes telecinéticos da Onze. Dessa vez a história se passa no ano de 1986, onde temos uma adaptação complicada da Onze em sua nova escola, onde ela sofre constantes bullyings (ela continua sem os seus poderes). Por outro lado temos uma Max (Sadie Sink) que está visivelmente transtornada e traumatizada pela morte do Billy (Dacre Montgomery) na temporada passada.
    Uma coisa que chamou muita atenção nesse episódio foi como o elenco jovem cresceu em relação à temporada anterior. Se na temporada três eu já havia comentado toda essa diferença de tamanho em relação à temporada dois, aqui chega a ser assustador. A temporada três se passou no ano de 2019, já essa quarta teve sua estreia em maio de 2022, ou seja, quase 3 anos de espera de uma temporada para a outra. Fatalmente teríamos um elenco jovem que cresceria bastante e ficaria muito diferente do que estávamos acostumados. O Lucas (Caleb McLaughlin) foi um dos que mais mudaram. A Erica (Priah Ferguson) também mudou bastante, ela já não é mais aquela menininha da terceira temporada. Fora às notáveis mudanças de tamanho, também tivemos mudanças na voz dos atores e atrizes, como a própria voz da Millie Bobby Brown (sim, eu assisto legendado).

    A série nos revela novos personagens:
    Temos a nova rainha da escola, a patricinha Chrissy Cunningham (Grace Van Dien). Um personagem muito misterioso de início, Eddie Munson (Joseph Quinn). Jason Carver (Mason Dye), que chegou chegando na série com sua pinta de galã abandonado (ele é o namorado da Chrissy). Fred Benson (Logan Riley Bruner), que era um parceiro da Nancy (Natalia Dyer). E o hilário Argyle (Eduardo Franco), o novo amigo do Jonathan (Charlie Heaton).

    A série segue com um segundo episódio surpreendente ao nos revelar o que eu já suspeitava desde a cena pós-crédito do último episódio da terceira temporada - Jim Hopper está vivo (para a alegria de todos). Ele sobreviveu à explosão e foi capturado pelos russos, que o levou aprisionado até uma base onde o mantém sobre tortura em um cativeiro. Robin (Maya Hawke) continua parceira de trabalho de Steve (Joe Keery), só que dessa vez em uma locadora. Temos um ponto bem curioso na série, que é um possível interesse do Will (Noah Schnapp) pelo Mike (Finn Wolfhard). Ou pelo menos foi isso que eu percebi, principalmente pela forma como ele olha para o Mike, e as suas constantes cenas de ciúmes em relação à Onze.

    Um dos pontos mais positivos dessa temporada está exatamente no novo vilão - Vecna, o Mago das Trevas. Achei uma ideia genial deixar um pouco de lado o Devorador de Mentes e focar a temporada inteira na construção e no desenvolvimento de um novo vilão. Vecna é uma criatura diferente, com aquela aparência bizarra cheio de tentáculos, que ataca suas vítimas aleatoriamente. E é exatamente dessa forma que segue o terceiro episódio, nos confrontando com a maldição de Vecna ao atacar e matar de forma bizarra as suas vítimas, como aconteceu com a Chrissy e o Fred. A forma como o Vecna ataca e mata as suas vítimas é completamente bizarra e assustadora, os deixando todo torto, com os ossos todos quebrados e os olhos perfurados. Nesse episódio constatamos que o Murray (Brett Gelman) é o novo par da Joyce (Winona Ryder) em busca do resgate do Hopper. Sem falar que até o momento o Vecna só matou personagens secundários e nenhum do grupo principal, e nesse episódio ele passa a perseguir a Max, o que já me deixou bastante apreensivo e preocupado.

    No episódio cinco temos uma cena que me deixou muito impactado, que é a cena em que o Hopper desabafa contando com foi toda a sua vida até aquele momento. Desde que ele perdeu sua filha e logo após a sua esposa o deixou. Depois a Onze e a Joyce entram em sua vida, o que o ajudou muito naquele momento em que ele estava entregue ao álcool e as drogas. Uma cena belíssima, pesada, forte, sem dúvida uma das melhores cenas de toda a temporada.

    O final do sexto episódio também me deixou apreensivo e bastante preocupado, pois é exatamente a parte onde o Steve é capturado e levado para o Mundo Invertido, onde ele é duramente atacado por uma espécie de morcegos. Porém, já no começo do sétimo episódio a Robin e a Nancy adentram o portal e salvam o Steve (para a minha alegria). Nesse episódio temos o emocionante reencontro da Joyce com o Hopper. Vecna atacando a Nancy no Mundo Invertido, a fazendo reviver suas lembranças do passado envolvendo sua amiga Barb (Shannon Purser). Sem falar que especificamente nesse episódio temos revelações bombásticas envolvendo a face oculta do vilão Vecna. Temos todo o arco pessoal do personagem Peter Ballard / Henry Creel / Um (Jamie Campbell), que nos mostra toda sua construção desde a parte que ele tenta ajudar a Onze a fugir da base. Este episódio é muito bom por exatamente nos revelar os segredos que estavam por trás do Peter/Henry, por nos revelar o personagem Um, que a partir dele foi desenvolvida todas as outras crianças telecinéticas, incluindo a própria Onze. Todo desenvolvimento em cima do personagem para nos revelar que ele era o vilão Vecna é muito bom e muito condizente com toda história que estava sendo desenrolada. Inclusive a luta no final desse episódio entre o Um e a Onze é excelente. Uma das melhores cenas da temporada.

    No episódio oito temos alguns arcos pessoais bem interessantes, como é o caso do Will sofrer por aconselhar o Mike que a Onze precisa dele e que ela irá voltar, enquanto ele próprio sofre calado por ter sentimentos guardados por ele. Temos aquela reaproximação da Nancy com o Steve, até pelo fato do Jonathan ter mudado para outra cidade e ela está se aventurando ao lado do Steve. É óbvio que a Nancy ainda tem sentimentos pelo Steve, porém não sei seu eu torço para este casal. Também temos aquela emblemática conversa entre a Onze e seu pai Dr. Martin Brenner (Matthew Modine), onde ela o acusa de ser o responsável por tudo que estava acontecendo naquele momento, e que ele era um verdadeiro monstro. Eu concordo plenamente com ela, realmente ele era um ser extremamente ambicioso.

    Por fim chegamos no último episódio da quarta temporada de "Stranger Things". Um ponto que eu achei inusitado e bem curioso foi o fato da duração de cada episódio dessa temporada. Todos os episódios passaram de 1 hora de duração. Como é o caso do episódio 7, que teve 1h40m. Já o 8 teve 1h27m. E o 9 teve 2h22m. Esta quarta temporada deixou de ser uma série para se passar por um longa-metragem, principalmente o episódio 9.

    O nono episódio facilmente classifico como o melhor episódio dessa temporada, o melhor das quatro temporadas e um dos melhores episódios de uma série que eu já assisti na vida.O episódio é excelente e já começa aquecendo os nossos corações com a finalmente cena do beijo entre o Hopper e a Joyce (como eu esperei por esta cena). Outra linda cena é aquela que o Steve desabafa com a Nancy ao revelar para ela o seu arrependimento de tê-la perdido há dois anos atrás. Aquela cena que eu já considero icônica do Eddie tocando guitarra naquele cenário no Mundo Invertido ao som da clássica "Master of Puppets" do Metallica. A luta contra Vecna ao som da lendária "Running Up That Hill" da Kate Bush. A Nancy enfrentando o Vecna no maior estilo bad ass de uma verdadeira Sarah Connor em "O Exterminador do Futuro". O lado oculto de Conan do Hopper sendo revivido naquela cena emblemática em que ele enfrenta a criatura com a espada. O maior acerto desse episódio é exatamente dosar muito bem a participação de todo o elenco envolvido naquela luta final, pois ali cada um cumpria muito bem a sua função que lhe foi designada.
    É um episódio onde você tem aventura, confrontos, embates, humor, comédia, drama, suspense e consequentemente o terror. É um episódio onde você fica alegre, eufórico, surpreso, apreensivo, preocupado, triste, emocionado e termina com um nó na garganta. Um excelentíssimo episódio! Uma obra-prima de episódio!

    O elenco da série sempre foi uma verdadeira obra-prima!
    Winona Ryder sempre foi a cara dessa série, desde as primeiras temporadas onde ela era uma mãe preocupada e desesperada com os acontecimentos envolvendo o seu filho, já aqui ela passou a ser uma verdadeira aventureira. David Harbour excelente, pra mim é de longe a sua melhor temporada de toda a série. Impressionante o crescimento que o David alcançou com o personagem Hopper, passando desde o estigmatizado detetive para um verdadeiro sobrevivente desacreditado. Uma atuação magnífica de David Harbour na temporada. Millie Bobby Brown é outra que teve um crescimento absurdo com a Onze. Obviamente em todas as temporadas a Onze teve seu destaque e sua relevância, mas aqui ela vai ainda mais além, ela tem um algo a mais. Ela consegue compor uma personagem que sofre inicialmente com a mudança de cidade, com os bullyings, com a ausência do Hopper e do seu namorado Mike. Logo após ela sofre com os conflitos e os embates com o Dr. Martin Brenner quando está presa naquela base buscando ter de volta os seus poderes telecinéticos. Depois ela tem o embate com o Um e logo após ajuda os seus amigos na luta contra o Vecna. Mais uma atuação excelente de Millie Bobby Brown, a cara de "Stranger Things".

    Sadie Sink também eleva o nível da sua personagem Max em relação a temporada passada. Aqui ela tem um notável crescimento, onde ela deixa de ser aquela adolescente que só queria se divertir para tomar uma postura mais centrada, mais importante, se colocando como peça-chave no contexto da história. Será que ela vai reagir no hospital na próxima temporada? Pois de fato ela ficou muito machucada após o confronto quase mortal com o Vecna. Sinceramente eu espero que ela não morra. Finn Wolfhard está com seu Mike bem mediano nessa temporada, realmente ele fica quase que escanteado depois que viaja para a cidade para reencontrar a Onze. O mesmo vale para o Noah Schnapp, que teve uma participação e uma relevância muito maior nas primeiras temporadas como Will. Nessa temporada ele também fica bem escanteado na história, se limitando unicamente a aconselhar o Mike em relação à Onze e nutrir seus sentimentos afetivos.

    Por outro lado o Gaten Matarazzo só cresce com seu personagem Dustin, assim como já vinha crescendo na temporada passada, quando ele foi muito importante para a história. Quero destacar aqui aquela cena em que ele tem uma atuação absurda ao ser confrontado com a morte do Eddie, e a cena em que ele revela para o tio do Eddie a sua morte lhe entregando aquele colar. Mais um que eu afirmo ter a sua melhor apresentação dentro de toda a série. Caleb McLaughlin também nos impressiona com o seu crescimento no personagem Lucas, passando a ser peça-chave nos confrontos entre o Grupo do Jason em busca do Eddie. Também preciso destacar aquela cena em que ele vê a Max possivelmente morrer ali na sua frente, onde ele tem uma atuação dramática grandiosa, nos revelando o ótimo ator que ele é.

    Nancy Wheeler, Robin Buckley e Steve Harrington foram os três personagens que mais cresceram de patamar nessa temporada. A sempre bela e estonteante Natalia Dyer volta a ter um grande protagonismo nessa temporada em relação à temporada anterior. Pois na temporada 3 a Nancy ficou muito limitada, não teve o mesmo brilho e a mesma importância que havia alcançado nas temporadas 1 e 2. Aqui ela volta a ser extremamente relevante e sua personagem tem um crescimento e um destaque fundamental na história. Maya Hawke entrou para a série exatamente na temporada anterior, e sua personagem Robin também ficou limitada dentro do contexto geral. Aqui ela também se sobressai, também cresce de rendimento e nos revela uma ótima personagem que já passamos a amar. Joe Keery passou de coadjuvante para protagonista nessa temporada, pois o Steve também tem um enorme crescimento, uma enorme importância, principalmente em liderar o grupo com as duas garotas quando eles adentram ao Mundo Invertido. Sensacional, mais uma excelente atuação (ainda bem que ele não morreu naquela cena com os morcegos, pois eu fiquei em choque naquela hora).

    Charlie Heaton está mais modesto nessa temporada, acredito que o Jonathan Byers já foi melhor utilizado nas temporadas anteriores. Dessa vez ele está bastante limitado, tem pouquíssimo destaque, passa quase que imperceptível. A melhor parte do Jonathan é justamente a entrada na série do Eduardo Franco com seu personagem Argyle, onde rende cenas hilárias e muito engraçadas. Eduardo Franco foi uma boa integração na série, realmente o Argyle conseguiu se encaixar bem na história. Priah Ferguson cresceu tanto de tamanho como de qualidade e destaque com sua personagem Erica Sinclair (a irmã mais nova do Lucas). Brett Gelman também se destacou muito bem como o Murray, principalmente ao contracenar com a Winona Ryder. Matthew Modine e seu perverso Dr. Martin Brenner. Confesso que fiquei muito satisfeito com sua morte.

    Agora eu preciso destacar dois personagens que eu considero como injustiçados na série - a Chrissy e o Eddie. A Chrissy eu realmente achei uma personagem que se encaixou bem na história, tinha potencial, consegui ver nela um vislumbre de sucesso dentro da série. E digo isso principalmente pela interpretação da Grace Van Dien, que abandou a carreira de atriz logo após esta personagem para focar em uma carreira de Streaming. Já o Eddie foi o mais injustiçado da temporada, pois ele passou a temporada inteira fugindo de algo que ele não cometeu, não conseguiu provar a sua inocência e ainda por cima foi terrivelmente morto. Joseph Quinn trouxe um personagem que a princípio seria apenas mais uma integração normal de temporada na série (o que já é corriqueiro). Porém, ele conseguiu nos conquistar, conseguiu nos fazer simpatizar, ganhou a nossa empatia, ganhou o nosso coração e o nosso carinho. No último episódio todos nós já amávamos o Eddie, e quando ele toca "Master of Puppets" na guitarra foi o ápice do seu personagem, foi completamente icônico. E logo após somos impactados pela sua triste e dolorosa morte. E quando ele fala pro Dustin as suas últimas palavras - "Eu Te Amo Cara" - ali eu desabei!

    Finalizando ainda tivemos o Mason Dye como seu personagem Jason, que soube certinho trazer aquele personagem que é fácil de pegar ranço. Nesse quesito ele foi perfeito. Fiquei muito feliz com aquela sua morte sendo desintegrado. E o Jamie Campbell Bower, que esteve muito bem como Um e logo após nos revelando o temido Vecna.

    Tecnicamente a série continua impecável, o que já se justifica devido a todo o seu sucesso estrondoso. Os efeitos especiais estão incríveis, realmente temos aqui uma qualidade absurda. Era muito perceptível como os efeitos eram bastante funcionais entre a mescla dos cenários do mundo real e do Mundo Invertido. Assim como no próprio Vecna, onde tínhamos efeitos especiais muito bons. A direção de arte continua extremamente fiel, principalmente no quesito de época dos anos 80 em que a série se passa. A trilha sonora da série sempre foi um luxo e uma verdadeira viagem ao cenário musical do passado, e aqui não é diferente com hits como California Dreamin’ (The Mamas & the Papas), Psycho Killer (Talking Heads), entre outras que eu já destaquei acima.

    Na minha modesta opinião essa quarta temporada é inteiramente do Hopper, da Onze, do Eddie e do Vecna. Realmente foram personagens que mais se sobressaíram, que mais se destacaram em vários quesitos, e no fim foram os que mais nos surpreendeu e nos impactou.

    Realmente esta quarta temporada da série foi um verdadeiro fenômeno no cenário mundial. A série dominou os streamings em 2022 e se tornou a série mais assistida do ano, segundo a pesquisa Nielsen. A Netflix informou que até 30 de maio de 2022, a quarta temporada de "Stranger Things" tinha sido visto por mais de 287 milhões de horas, superando o recorde anterior de audiência da 2ª temporada de "Bridgerton" que teve 193 milhões de horas em sua primeira semana. As temporadas anteriores de "Stranger Things" também entraram no top 10 dos programas mais vistos na mesma semana do lançamento da quarta temporada.

    O episódio 9 termina com aquele clássico arrepio no pescoço do Will mostrando que os poderes do Mundo invertido ainda não foram 100% destruídos. Derrotaram o Vecna mas ainda tem o Devorador de Mentes, e muitas coisas ainda acontecerão na próxima temporada. Este é o gancho para a quinta e última temporada da série, que provavelmente acontecerá entre os anos de 2024 e 2025.

    A quarta temporada de "Stranger Things" foi um grande acerto, pois a temporada melhorou muito a qualidade da série com o processo de conectar arcos de histórias entre as temporadas. Sem falar no ótimo desenvolvimento dos personagens e a inclusão de novos que agregaram ainda mais dentro do contexto da história. O roteiro também melhorou bastante com novas ideias, novos rumos, novos acontecimentos, e um novo vilão que trouxe um grande peso e uma grande importância para o rumo que a série tomou.

    Assim como a primeira temporada da série, considero esta quarta como uma verdadeira obra-prima. Aquela temporada impecável, acertando em tudo, nos surpreendendo em tudo, trazendo episódios longos (que sim, eu adoro) para desenvolver ainda mais a história, trazendo novos personagens, conseguindo nos levar da alegria e da euforia para a comoção e a tristeza em questão de segundos. Uma temporada extremamente magnífica. O que me deixa muito animado para conferir a quinta temporada dessa série que já entrou para a minha lista de melhores séries da minha vida desde a sua primeira temporada. [06/04/2023]
    Markosdc
    Markosdc

    13 seguidores 33 críticas Seguir usuário

    Crítica da série
    3,0
    Enviada em 12 de março de 2023
    DE O A 10 - 7

    A SERIE É BOA, MAS SE TORNA MEIO ENTEDIANTE QUANTO A HISTORIA QUE SE PERDE UM POUCO AO FINAL
    MAS NAO DEIXA DE SER E ESTAR ENTRE AS BOAS PRODUÇOES DE SERIES MUNDIAIS

    A CRIANÇADA GOSTA, E ACABA ATINGINDO TODAS AS FAIXAS
    Ctaiti
    Ctaiti

    25 seguidores 347 críticas Seguir usuário

    Crítica da série
    4,0
    Enviada em 23 de setembro de 2022
    Minha opinião: A cada temporada o inimigo se torna mais forte e assim os desafios. Desde a 1ª e 2ª temporada onde Millie estava descobrindo seus poderes, aqui ela já é bam mais segura com eles, e utilizando com maior regularidade. Na 2ª temporada o desafio ficou nos tuneis que corriam pela cidade, agora se passa em galpão abandonado e começando tudo com ratos. A grande novidade aqui é uma invasão russa na pequena cidade. Não sei se ter um exercito de russo em plena guerra fria entre EUA e URSS na década de 80 seria possível. Quase imaginei o filme Chuck Norris #Invasãodos EUA kkk. Onde os russo estão construindo uma máquina que esta querendo novamente abrir a brecha com o mundo inverso. O incrível é a instalação mega que os russos construíram em solo americano (acho esta parte dos russo a grande forsação desta temporada). A série inicia com Wionna desconfiando que estava acontecendo algo, depois Gaten, Joe e Cara que interceptam um código russo, Natalia e Charle que vão desvendar a questão dos ratos, e a equipe dos garotos que começam a dar de detetive, vendo a estranhesa de Dacre que já havia sido posuido. E com esta várias vertentes que começa e no final se juntam para vencer o inimigo, que agora além dos monstro que havia se aprisionado no nosso mundo e com os russos. Além das brigas de casais da série e formação de novos e também de novas personas inseridas na série. Das 3 temporadas esta para mim foi uma forçasão maior: 1º pelo caso dos russos em solo americano, 2º o monstro que absorvia a todos que ele possuía e não morria, pois virava uma gosma. 3º é claro que todo suspense que havia entorno da Millie, agora já não havia. Então achei o mais fraco, mas vamos ver a 4ª temporada e já tem a 5ª temporada confirmada. Mas esta observações não deixa a série em descredito, continua sendo boa.
    Roteiro: Bem feito, começou com várias vertentes e conseguiu no final unir e dar um fim ao episodio.
    Vale apena assistir? Claro que sim
    Nota: 8
    Valéria
    Valéria

    5 críticas Seguir usuário

    Crítica da série
    4,0
    Enviada em 14 de julho de 2022
    Acho a Onze muito fraca emocionalmente e psicologicamente pra ser considerada uma super heroina. A personagem poderia ser mais forte,mais determinada.
    A Nancy é mais corajosa que ela que tem poder.
    Mas o filme em geral foi bom. Esclareceu alguns pontos.
    Adriano Silva
    Adriano Silva

    1.449 seguidores 458 críticas Seguir usuário

    Crítica da 3 temporada
    4,0
    Enviada em 19 de março de 2023
    TEM SPOILERS!

    Stranger Things (3ª Temporada)

    Se compararmos essa terceira temporada com as duas anteriores, com certeza essa daqui é a mais leve, a mais cômica, a que chega mais perto de uma comédia. Mas de qualquer forma a série continua completamente imergida na essência oitentista, continua trazendo inúmeras referências da cultura pop dos anos 80.

    A história começa no verão de Hawkins no ano de 1985. O grupo está de férias escolar só curtindo o novo Shopping Center que inaugurou na cidade, por sinal muito curioso este Shopping. O que logo de cara já me chamou atenção foi como o elenco "infanto-juvenil" cresceu. É muito nítido como eles cresceram da temporada 2 para esta, visto que a segunda temporada foi estreada em Outubro de 2017 e esta em Julho de 2019, obviamente todo esse tempo serviu para dar uma estivada no elenco mais jovem.

    A temporada já inicia dentro daquela essência que é a marca registrada da série, que é justamente a amizade do grupo. Dentro desse grupo continua os relacionamentos e os embates, que sempre pressiona a amizade entre eles. É interessante notar que agora que eles cresceram eles tem outras preocupações e outros objetivos. Os meninos não querem mais ficar só no porão jogando cartas (como nas temporadas passadas), querem namorar as garotas. Já as garotas também querem se envolver com os meninos. Todo esse clima de azaração dentro do grupo cria rusgas entre eles, o que vai impactar em algumas decisões e até em algumas separações. Porém, quando a cidade se vê novamente tomada pelas ameaças do passado, o grupo precisa deixar de lado as suas diferenças e se unirem em prol de uma única causa.

    Novamente temos a cidade envolvida em novas experiências do governo, o que logo impacta em novas personalidades estranhas que vão aparecendo por toda a cidade. Temos praticamente uma invasão russa na cidade de Hawkins, onde eles instalam uma base de pesquisa e cobaias com testes em uma grande máquina que está abrindo um portal para o Mundo Invertido. Um ponto que chama bastante atenção nessa terceira temporada é toda discursão política que vai se estabelecendo e envolvendo cada episódio. A temporada inteira é focada no embate entre os americanos e os russos, o que traz um aspecto mais atual mesmo a série se passando nos anos 80, e muito pelos seus diálogos, pela visão política, pelo comunismo, até mesmo nos vilões da temporada (isso é bem anos 80).

    A terceira temporada de "Stranger Things" tem uma construção bastante intrigante nos primeiros episódios, que é justamente todos os acontecimentos envolvendo os ataques dos ratos que pareciam estarem envolvidos pela raiva. Depois vamos descobrindo sobre o devorador de mentes, que controla as suas presas e as transforma em hospedeiro. E justamente o devorador de mentes fica cada vez mais forte absorvendo as pessoas que ele possuiu naquela transformação em espécie de gosma. Dentro desse contexto finalmente deixaram o Will (Noah Schnapp) um pouco de lado para focarem em um novo possuído da temporada. Essa foi uma renovação bem funcional da temporada, trazerem um protagonismo justamente para o Billy (Dacre Montgomery), que assim como a Max (Sadie Sink), foram personagens que tiveram pouca relevância na temporada passada. Acredito que acertaram em transformar o Billy em uma espécie de vilão, e muito por ele já possuir aquela pinta de machão, o famoso porra-loca, que já enfrentava tudo em todos ao seu redor.

    Achei muito bom toda a relevância e a importância que o Billy ganhou na temporada, o que combinou perfeitamente com todo o seu estilo. Assim como a nova personagem Heather (Francesca Reale), a salva-vidas do clube que também foi possuída pelo devorador de mentes através do Billy. A própria Max também ganhou mais relevância na série, principalmente ao construir aquela amizade com a Onze (Millie Bobby Brown) e ao se unirem contra os namorados e buscarem o paradeiro do Billy. Temos um novo grupo que se formou com o Dustin (Gaten Matarazzo), o Steve (Joe Keery), a Robin (Maya Hawke) e a Erica (Priah Ferguson). Este grupo serviu para a inclusão na série da nova personagem Robin, que trabalha junto com o Steve na sorveteria do Shopping, e própria Erica Sinclair, a irmã mais nova do Lucas (Caleb McLaughlin), que já havia aparecido na temporada passada, porém sem grande importância.

    Finn Wolfhard ("Pinóquio por Guillermo del Toro") com uma participação ok como Mike, sempre atrás da Onze. Caleb McLaughlin ("Alma de Cowboy") traz novamente o seu Lucas criativo e sempre engraçado. Noah Schnapp ("O Halloween do Hubie") com um Will de certa forma até escanteado na temporada, até pelos próprios colegas do grupo, pois ele era o único ali que não tinha uma envolvimento amoroso com ninguém. Eu vejo o Will nessa temporada usado apenas como um refugo do que já havia acontecido nas duas temporadas anteriores, pois claramente ali ele teve mais relevância dentro da série, ou seja, aqui ele está totalmente secundário. Gaten Matarazzo ("O Dragão do Meu Pai") é disparado o melhor do grupo dos meninos, pois ele consegue manter aquele Dustin engraçado, carismático, mais participativo, e muito por nessa temporada ele fazer parte de outro grupo.

    Millie Bobby Brown ("Godzilla vs Kong") sempre muito bem com sua destacável personagem Onze, dessa vez mais integrada no grupo (como aconteceu na primeira temporada), onde tem participações direta em todos os acontecimentos da história. Aquele episódio onde ela confronta o passado do Billy e da Max é muito bom, funciona como uma espécie de arco pessoal dos dois. Sadie Sink ("A Baleia") está mais participativa, mais integrada, mais relevante, traz uma Max mais familiarizada com o grupo e sem aquela arrogância que ela apresentou no começo da temporada passada. A linda Natalia Dyer ("Vozes e Vultos") está bem envolvida na história com sua personagem Nancy, e tem participações fundamentais com as primeiras revelações sobre aqueles ataques dos ratos. Assim como o próprio Charlie Heaton ("Os Novos Mutantes"), que trouxe um Jonathan que já está envolvido amorosamente com a Nancy e juntos formam aquela dupla infalível de improváveis repórteres investigativos.

    Joe Keery ("A Grande Jogada") se achou perfeitamente no personagem Steve, pois na minha opinião ele tem a sua melhor apresentação e participação de toda a série. A formação daquele novo grupo foi fundamental para o crescimento do Steve dentro da série, pois ele parou de correr atrás da Nancy e se focou em um objetivo. A própria Maya Hawke ("Era uma Vez em... Hollywood") com sua personagem Robin contou muito para todo o crescimento e desenvolvimento do Steve, onde ela também tem um grande envolvimento na temporada e se destaca muito bem. Foi muito interessante acompanhar aquela espécie de calvário do Steve ao ter que trabalhar na sorveteria do Shopping e dividir seu ambiente justamente com a Robin, que ele ignorava e desdenhava. Porém, logo eles vão se envolvendo e se conhecendo onde rola aquela cena do banheiro na base russa, onde ambos vão se revelando um para o outro. Priah Ferguson ("A Maldição de Bridge Hollow") é uma graça ao interpretar a destemida Erica com muito carisma, que inicialmente só queria degustar os sorvetes e logo após ela ganha um grande destaque ao entrar para aquele novo grupo.

    Como eu já destaquei, o Dacre Montgomery ("Power Rangers") nessa temporada ganha um protagonismo e uma grande relevância com seu personagem Billy, e ele dá conta do recado direitinho. David Harbour ("Viúva Negra") é sempre excelente com seu personagem Jim Hopper. Dessa vez ela está menos policial e mais detetive porra-loca que entra em qualquer lugar e enfrenta qualquer um (David Harbour é um excelente ator). A majestade Winona Ryder ("Cisne Negro") é sempre maravilhosa e sempre muito carismática. Dessa vez ela compõe uma Joyce menos sofrida, menos dramática, pois o problema aqui não girava em torno do Will como nas temporadas passadas. Isso contou muito para ela formar uma dupla imbatível com o David Harbour, onde a trocação de farpas entre eles era constante, mas no fundo tudo não passava de um grande sentimento que estava guardado.

    Em questões técnicas e artística a série continua dando um verdadeiro show!
    A trilha sonora novamente está impecável, novamente trouxe toda uma referência à essência musical dos anos 80, que já é uma marca registrada da série. O que dizer daquela cena maravilhosa do último episódio onde o Dustin e a Suzie (Gabriela Pizzolo) cantam "Never Ending Story" (Limahl). Os efeitos especiais sempre condizentes com toda a proporção e toda a magnitude da qualidade da série. A direção de arte sempre impecável, fazendo um trabalho absurdo, com detalhes riquíssimos entre as qualidades de todos os objetos de cena e principalmente dos cenários. A cinematografia é outro grande destaque tanto da série quanto da temporada, e aqui ela está muito bem representada com uma fotografia muito bem ajustada, muito bem destacada, um verdadeiro show. A série continua mostrando toda a sua qualidade com uma ótima montagem, com uma ótima edição, com uma ótima mixagem, com uma ótima direção de cada episódio. Nesse quesito não tem como, "Stranger Things" sempre se destaca como referência.

    Na minha crítica da segunda temporada de "Stranger Things" eu havia falado sobre a irmã da Onze, a Kali (Linnea Berthelsen). Onde temos um episódio inteiro focado em uma espécie de arco pessoal da Onze que nos revela coisas do seu passado envolvendo a sua família, e justamente nos leva até a Kali e sua gangue esquisita. Pra mim aquele episódio é bem fraco e fora do contexto da série, onde eu disse que esperava que a Kali e sua trupe tivesse alguma relevância nas próximas temporadas, porque se fosse apenas uma mera participação seria bem frustrante. E não deu outra, nessa terceira temporada sequer citaram alguma coisa que remetesse aquele grupo. Não sei se na quarta temporada aparece alguma ligação com essa parte mencionada, eu acredito que não, portanto, foi sim uma mera participação completamente desnecessária e frustrante.

    O último episódio é muito bom, pois temos aquele embate com a criatura exatamente dentro daquele Shopping recém inaugurado na cidade que eu havia mencionado. É um episódio chocante, revelador, impactante, comovente e emocionante, pois...

    O que dizer daquela carta emocionante e reveladora que o Hopper deixa para a Onze, que nos deixa com lágrimas nos olhos. Assim como o final do episódio, onde o grupo de amigos e namorados se separam pela primeira vez com a família Byers indo morar em outra cidade juntamente com a Onze. A própria morte do Billy é bastante impactante para a Max e para nós espectadores, onde eu achei até questionável essa decisão, visto que ele tinha chegado na série na temporada anterior e não tinha tido nenhuma relevância, ai quando ele ganha seu protagonismo a série simplesmente tira ele do elenco. Agora surpreendente, impactante e desconcertante foi a morte do Hopper. Eu fiquei boquiaberto na hora, sem reação, em choque, pois eu jamais esperava esse acontecimento na série. Eu realmente achava que ele iria se desenvolver ainda mais, iria finalmente começar o relacionamento com a Joyce, que ele fosse um personagem que jamais sairia da história. Me surpreendeu demais, me deixou extremamente triste, pois eu já estou desacostumado de perder personagens que amamos, por justamente já fazer um tempinho que a série "The Walking Dead" terminou.
    Vale ressaltar aquela cena pós-créditos que nos leva até uma base russa na própria Rússia, com acontecimentos que nos deixa curiosos acerca do que estar por vir na próxima temporada, e que me deixa com duas perguntas: será que o Hopper realmente morreu? Será que a Onze realmente perdeu os seus poderes telecinéticos?

    A terceira temporada de "Stranger Things" é muito boa, mas é fato que ela é inferior as duas temporadas anteriores. Mas de qualquer forma é um temporada muito importante, atraente, reveladora, surpreendente, emocionante, que mesmo sendo uma temporada mais próxima do cômico com uma alta dose de comédia, mas não deixa de ser um drama totalmente imergido na fantasia e no terror. [18/03/2023]
    Adriano Silva
    Adriano Silva

    1.449 seguidores 458 críticas Seguir usuário

    Crítica da 2 temporada
    4,5
    Enviada em 25 de fevereiro de 2023
    TEM SPOILERS!

    Stranger Things (2ª Temporada)

    A segunda temporada de "Stranger Things" continua excelente, mantém praticamente o mesmo nível da primeira, continua com a mesma essência oitentista ao dar continuidade na história que continua mergulhada no drama, na fantasia, no terror, um puro Sci-Fi estilo anos 80 com um ótimo alívio cômico, que nunca pode faltar.

    Dessa vez a história se passa em 1984, um ano após os acontecimentos da temporada anterior, onde Will (Noah Schnapp) foi encontrado e resgatado do Mundo Invertido. Porém, ao final do último episódio da primeira temporada observamos Will cuspir dentro da pia do banheiro um tipo de larva, que obviamente seria alguma espécie de criatura do Mundo Invertido que estava alojado dentro dele, ou seja, esse era o gancho para a segunda temporada. E não deu outra, a segunda temporada parte exatamente desse acontecimento com Will, que foi resgatado e volta para sua família, porém, ele continua com uma forte ligação com o Mundo Invertido, algo que está vivendo dentro dele, que o faz sentir todas as reações, algum tipo de possessão maligna que o mantém aprisionado e diretamente ligado com o Mundo Invertido.

    O primeiro episódio já inicia de forma curiosa e bastante misteriosa, ao nos apresentar uma gangue fugindo dos policiais e entre eles uma garota com os mesmos poderes telecinéticos da Eleven (Millie Bobby Brown). De fato esse era um ponto que eu fiquei pensando ao final da primeira temporada, que fatalmente eles poderiam incluir na série uma outra pessoa com os mesmo poderes da Eleven, talvez para competir ou rivalizar com ela. O episódio segue agora com mais descontração ao nos levar de volta à Hawkins, onde temos Will, Mike (Finn Wolfhard), Dustin (Gaten Matarazzo) e Lucas (Caleb McLaughlin) conhecendo uma nova garota recém-chegada na escola. Essa garota é Maxine / Max (Sadie Sink), que junto do seu meio-irmão Billy (Dacre Montgomery), são os novos integrantes que chegaram para esta segunda temporada.
    O episódio ainda serve para nos mostrar como o Will ainda continua preso no Mundo Invertido e sendo constantemente observado pelo governo, algo como um estresse pós-traumático do ocorrido no ano anterior, ainda mais por ele agora se sentir rejeitado e ser tratado com indiferença pelas pessoas, que o chamam de aberração e Zumbi.

    Esta segunda temporada nos dá a exata dimensão sobre todo o controle que o governo ainda continua impondo sobre Hawkins, ou seja, monitorando toda a cidade, grampeando todos os telefones, vendo tudo, escutando tudo, definitivamente uma cidade controlada pelos organizações governamentais. A temporada mostra uma parte bem interessante, que é o destino que a Eleven seguiu após os acontecimentos finais da temporada anterior, mostrando que ela ainda procurou o Mike. Achei muito boa a decisão do Jim Hopper (David Harbour) em adotar a Eleven, de alguma forma para tentar protegê-la das ameaças que a rodeava, e também pelo trauma que ele carrega por ter perdido sua filha. Mike e Nancy (Natalia Dyer) ainda estão lidando com as perdas de Eleven e Barb, respectivamente. Portanto temos algumas investigações em relação ao desaparecimento da Barb, até mostrando como seus pais estão lidando com tudo isso.

    Dustin encontra seu novo animalzinho de estimação, que obviamente é um criatura originária do Mundo Invertido. Aquela relação que vai se construindo entre o Bob (Sean Astin) e o Will, mostrando como ele também sofreu em sua infância e até dando algumas dicas do que fazer para o Will. Temos aquele clima de romance no ar entre Joyce (Winona Ryder) e Hopper. Assim como os vários flertes entre Nancy e Jonathan (Charlie Heaton), até porque eles partem em uma missão em que ambos se ajudam, dessa forma acaba rolando um pequeno lance entre os dois. Começa uma disputa (bem hilária, eu diria) entre Dustin e Lucas por Max. Billy contraria Steve (Joe Keery). Steve começa uma amizade com Dustin, bem interessante por sinal. No laboratório todos já tomam conhecimento da existência das criaturas do Mundo Invertido, assim todos se ajudam e Eleven percebe que precisa fechar o portal e matar o monstro que está dominando Will, caso queira salvá-lo.

    A inclusão na série da Max e seu meio-irmão Billy é positiva e agregou bastante, principalmente pela parte da Max, que chegou e já integrou perfeitamente com o grupo dos garotos. Sobre ela é interessante notar aquela história em que ela conta da sua família, incluindo sua mãe e seu pai adotivo, o que me leva a questionar sobre esse seu possível "irmão". Já sobre o Billy eu também acredito que foi um acerto da série, porém, nessa temporada ainda ficou devendo, ainda não pudemos entender o seu real propósito na série, que não seja apenas ser inteiramente um porra-loca arrumando briga e desafiando tudo e todos que se atravessa em seu caminho. Por outro lado o episódio que mostrou seu pai o enfrentando é bem interessante, o que me deixa ainda mais curioso sobre qual rumo o personagem irá tomar na próxima temporada, isso inclui também a Max.

    Já sobre a Eleven temos dois episódios bastante curiosos: o quinto, onde mostra que ela fugiu dos domínios do Hopper e fui em busca da sua mãe, que está em um estado vegetativo. Nesse episódio passamos a entender um pouco mais sobre a história da Eleven e sua mãe. E temos o sétimo, que é justamente um episódio que foge um pouco do contexto da série, ao nos mostrar a Eleven em busca daquela garota que citei no início, a garota que também possui poderes telecinéticos. Nesse episódio descobrimos que a garota se chama Kali (Linnea Berthelsen), uma cobaia do laboratório Hawkins tendo ganhado o número 08 e sendo a irmã mais velha de Eleven. O episódio também serve para nos revelar que o nome verdadeiro da Eleven é Jane, que a Kali possui poderes telecinéticos diferentes da Eleven e até mais forte. Por outro lado também mostra a busca da Eleven (Jane) em achar respostas sobre o seu passado familiar, que obviamente envolve sua mãe, sua nova irmã e até seu pai.
    Porém, devo considerar este sétimo episódio como o mais diferente da temporada, o mais fora de contexto, o mais questionável, sendo até o mais fraco. Toda aquela gangue que acompanha a Kali eu achei bem estranha e bem fora de contexto. Na verdade este episódio é inteiramente focado em um arco da Eleven, em que obviamente nos revela sobre essa trupe e a própria Kali, mas no meu ponto de vista é fora da narrativa, não agrega muita coisa na história que já estava sendo desenrolada antes mesmo desse grupo aparecer. Só espero que este grupo não morra na praia e tenha alguma relevância nas próximas temporadas, porque se for apenas uma mera participação será bem frustrante.

    Sobre o elenco:
    Os garotos Finn Wolfhard, Gaten Matarazzo, Caleb McLaughlin e Noah Schnapp sempre dão um show, continuam sendo excelentes em cada personagem. Gaten Matarazzo com seu ótimo Dustin, que teve episódios muito bons, principalmente a partir do seu encontro com o "Dart". Caleb McLaughlin trouxe um Lucas ainda mais participativo e hilário, principalmente naquela disputa pra ficar com a Max (e no final foi ele que conseguiu). Noah Schnapp traz um Will muito mais participativo nessa temporada, compondo episódios com uma alta entrega de interpretação, principalmente naquela cena final onde temos uma homenagem ao filme "O Exorcista", com a luta para libertá-lo daquela força monstruosa que o fazia de refém. Finn Wolfhard passa a temporada inteira sendo um Mike que ajuda diretamente seu amigo Will, porém, ele não consegue se desvencilhar das suas lembranças da Eleven.

    Millie Bobby Brown mais uma vez excelente como a Eleven que já conhecemos e dessa vez indo até mais longe sendo a jane. Aquela cena que ela retorna para ajudar seus amigos e aparece do nada na frente de todos é muito boa. Nessa cena os olhinhos do Mike brilham de emoção ao rever a sua crush (e aquele beijinho no baile). Sadie Sink foi uma excelente escolha para viver a personagem Max, assim com o próprio Dacre Montgomery, que construiu um Billy com um propósito curioso e bastante questionável. Natalia Dyer (ainda mais linda que a primeira temporada) novamente integra uma Nancy que está lutando e buscando respostas, conseguindo se colocar de vez na série como uma personagem extremamente importante para a trama. Foi interessante acompanhar todo o desenvolvimento daquele triângulo amoroso entre ela, o Jonathan e o Steve. Por falar em Jonathan, Charlie Heaton cresceu muito no personagem e hoje nem é sombra daquele Jonathan que iniciou a primeira temporada, onde era zoado por todos ao seu redor. Assim como o próprio Joe Keery, que também teve um notável crescimento no seu personagem Steve, se destacando como fundamental para o grupo principalmente nos últimos episódios.

    Winona Ryder já é a cara da série com sua personagem Joyce, que novamente mantém um altíssimo nível de atuação, sendo decisiva para o resgate e a libertação do seu filho Will. David Harbour novamente dá outro show na pele do destemido e corajoso Jim Hopper, nos mostrando em como ele se aplicava e lutava por uma causa, tanto na parte da Eleven quanto ao ajudar a Joyce. Como já mencionei anteriormente, está começando a nascer um possível romance entre Hopper e Joyce, que eu torcerei fervorosamente para que aconteça na próxima temporada, ainda mais depois da tristeza da Joyce por conta da morte brutal do Bob. Por falar em Bob, Sean Astin desenvolveu um ótimo personagem, sendo amável com a Joyce, brincalhão com o Will e até tentando desenvolver um vínculo afetivo com o Jonathan. Lamentei muito a sua morte, eu realmente queria que ele continuasse na série. Sem esquecer de mencionar a atriz Priah Ferguson, que deu vida a Erica Sinclair, a hilária irmã mais nova do Lucas.

    Tecnicamente a série continua impecável!
    Os efeitos especiais continuam excelentes. Uma fotografia prazerosa. Uma direção de arte muito bem ajustada e condizente com os anos 80. Por falar em anos 80, o que não falta na temporada são referências aos anos 80: como a referência ao clássico "O Exterminador do Futuro" e o icônico "Os Caça-Fantasmas", ambos lançados em 1984. Falando do filme "Os Caça-Fantasmas", temos aquela cena em que os garotos se vestem como os personagens do filme na noite de Halloween e discutem entre eles ao som da clássica "Ghostbusters" (Ray Parker Jr.). Por sinal uma cena excelente. No último episódio temos o baile da escola, onde temos as ótimas cenas em que os garotos procuram seus pares para o baile, rolam uns foras, uns desentendimentos e obviamente, uns beijinhos. Tudo isso ao som da clássica "Every Breath You Take" (The Police) e a maravilhosa e inesquecível "Time After Time" (Cyndi Lauper).

    O episódio nove termina exatamente com aparição daquela gigante criatura das sombras tomando conta da escola e de toda cidade de Hawkins. O gancho perfeito para a terceira temporada.

    A segunda temporada de "Stranger Things" é excelente, e muito por conseguir manter a essência, o ritmo e todo o clima da primeira. Apesar de estar um pouquinho abaixo da primeira temporada justamente por algumas decisões questionáveis do roteiro, mas em nenhum momento isso tira o peso e o brilho da série.
    A série continua sendo maravilhosa e continua como uma das minhas séries preferidas. Pois além da série nos mergulhar em suas histórias com um contexto inserido no drama, na fantasia e no terror, além de nos proporcionar excelentes atuações e um ótimo roteiro, "Stranger Things" vai muito mais além de uma simples série de Sci-Fi ao nos trazer discursões acerca de transtornos mentais, ao nos fazer refletir em como as nossas fraquezas e nossos medos podem se virar contra nós - magnífico! [23/02/2023
    Adriano Silva
    Adriano Silva

    1.449 seguidores 458 críticas Seguir usuário

    Crítica da 1 temporada
    5,0
    Enviada em 5 de fevereiro de 2023
    Stranger Things (1ª Temporada)

    "Stranger Things" é uma série original Netflix criada em 2016 pelos irmãos Matt e Ross Duffer (ambos são diretores do thriller "Escondidos", de 2015), que também atuam como showrunners e são produtores executivos junto com Shawn Levy (diretor de "O Projeto Adam", de 2022) e Dan Cohen (produtor de "Tem Alguém na sua Casa", de 2021).

    Passada na década de 1980 (especificamente no ano de 1983), na cidade fictícia de Hawkings, Indiana, "Stranger Things" conta a história de um garoto que desaparece misteriosamente e dos eventos paranormais que se passam em torno desse acontecimento.

    "Stranger Things" é a típica série que me desperta atenção logo de cara, pois eu tenho um apreço muito grande por histórias que se passam em uma pequena e pacata cidadezinha americana, onde temos aquele velho discurso do Xerife de que aqui nunca acontece nada, o último crime e a última morte já fazem muitos anos. Este é o cenário perfeito para o desenrolar de uma boa história de terror, de ficção, um drama, ou até mesmo uma investigação criminalista - o que remete diretamente para a ótima série que assisti no ano passado, "Mare of Easttown", estrelada pela magnífica Kate Winslet.

    Um dos principais pontos da série é exatamente toda a sua essência oitentista, pois "Stranger Things" é o puro suco das história dos anos 80, é o puro primor do Sci-Fi estilo anos 80, com inúmeras referências das produções dos anos 80. Tudo na série nos remete aos anos 80, como o próprio letreiro que nos apresentava o título de cada episódio, a cidadezinha, os cenários, as casas, os carros, os figurinos, a escola, as crianças, os adolescentes, tudo dentro da série está incrustado em um verdadeiro mergulho nos anos 80. Puxando para a parte técnica da série também temos um envolvimento total nos anos 80, como a trilha sonora, que até agora eu ainda não consegui me desvencilhar das músicas. Temos "Should I Stay Or Should I Go" / The Clash, "Africa" / Toto, "Atmosphere" / Joy Division, Elegia / New Order, entre várias outras que são um verdadeiro passeio musical pelos ano 80. A trilha sonora da série é um ponto muito forte, podemos dizer que é um dos personagens principais da trama.
    Assim como a trilha sonora, a fotografia também tem um destaque absurdo, juntamente com a ambientação, cenografia, direção de arte, montagem, edição, ou seja, tudo dentro da série foi feito com muita atenção, com muito amor, com muita entrega, com um respeito muito grande pelo espectador.

    Toda história de "Stranger Things", além das referências dos anos 80, tem influência de outras obras. Posso destacar "It" como uma influência direta pra série, por apresentar aquela cidadezinha pacata, o núcleo infanto-juvenil, aquele clima de suspense enigmático e misterioso que se instala acerca de toda investigação, e justamente uma investigação sobre o misterioso desaparecimento de uma criança. Ou seja, temos várias referências e influências da obra-prima do mestre Stephen King (por sinal é o livro que estou lendo no momento).

    Posso afirmar que os irmãos Duffer tiveram uma sacada genial ao escolherem uma modesta cidadezinha como pano de fundo para o desenvolvimento de toda sua história sobrenatural e paranormal. Ou seja, este é o cenário perfeito que possivelmente não levantará dúvidas acerca de todo trabalho de pesquisas laboratoriais e experiências secretas conduzidas pelo governo americano. É incrível como os irmãos Duffer conseguiram conduzir toda história em uma mescla de investigativo com o sobrenatural, nos expondo exatamente entre uma investigação policial e uma ficção científica.
    Os irmãos Duffer desenvolveram a série como uma mistura de drama investigativo e elementos sobrenaturais retratados com horror e sensibilidade infantil, enquanto infundiam referências à cultura pop da década de 1980 - fantástico. Vários elementos temáticos e de direção foram inspirados nas obras de Steven Spielberg, John Carpenter, David Lynch, Stephen King, Wes Craven e H. P. Lovecraft (grandes inspirações dos irmãos Duffer). Como não se maravilhar com os pôsteres espalhados pelos cenários da série; de filmes como "O Enigma de Outro Mundo" (1982), "The Evil Dead" (1981) e "Tubarão" (1975).

    A série levanta várias questões, vários debates, várias discursões: temos o drama familiar pelo desaparecimento da criança (que desperta toda uma comoção nos habitantes da cidade), temos o bullying voltado para o núcleo infanto-juvenil, temos as crises e as relações conturbadas do núcleo adolescente, temos a corrupção que assola o governo americano em volta de toda experiência laboratorial com cobaias humanas. A série é incrível exatamente por conseguir navegar com propriedade no drama, na fantasia, no suspense, na ficção, no terror, e ainda aborda questões sobre a telecinese, o espaço-tempo e a realidade alternativa chamada "Mundo Invertido". Sem falar que ainda temos leves camadas de humor e romance, ou seja, "Stranger Things" consegue ser uma série perfeita em tudo que se propõe a fazer.
    E realmente não é nada fácil conseguir uma abordagem em tantos temas, em tantos pontos, levantar várias discursões como a série levanta, porém, tudo é muito bem feito, muito bem desenvolvido, muito bem preparado, nada fica solto ou sobrando (obviamente a história continuará na segunda temporada), tudo tem seu peso, seu destaque e seu perfeito desenvolvimento. Posso afirmar com total certeza que o roteiro da primeira temporada de "Stranger Things" é 100% perfeito!

    Para uma série ser considerada uma obra-prima ela tem que ser perfeita em tudo, e "Stranger Things" é, principalmente no quesito elenco.
    É impressionante como o elenco da série é bom, funciona perfeitamente dentro da proposta de cada personagem e contribui exatamente com tudo que a série pedia e precisava. Outro ponto que vale ressaltar no elenco é o crescimento e o desenvolvimento de cada um, pois é notável como cada personagem tem seu arco pessoal na história, tem sua relevância dentro de todo contexto, e como cada um se desenvolve e cresce, agregando ainda mais qualidade em toda trama da série.

    Começando pelo núcleo infanto-juvenil:
    Temos Finn Wolfhard ("Pinóquio por Guillermo del Toro") como Mike, Gaten Matarazzo ("O Dragão do Meu Pai") como Dustin, Caleb McLaughlin ("Alma de Cowboy") como Lucas e Noah Schnapp ("Ponte dos Espiões") como Will. Todos completamente incríveis, formidáveis, excelentes, carismáticos, extrovertidos, conseguiriam ganhar a simpatia e a atenção do público instantaneamente. Como era gostoso acompanhar as aventuras do grupo, juntamente com todo embate e discursões que se criavam entre eles, principalmente quando descobriram a Eleven. Por falar na Eleven, a pequenina Millie Bobby Brown ("Godzilla vs Kong") é um show à parte na série. Millie trouxe toda uma construção em volta da sua personagem, se apresentando mais pacata inicialmente e ganhando forças com o passar do tempo dentro da trama. Incrível como ela com pouca idade conseguia contrastar uma atuação que se passava no drama, no mistério, no suspense, e ainda chegava nos momento mais leves e cômicos com o grupo.

    Winona Ryder (dispensa apresentações) é o centro das atenções na série. É incrível como ela chama pra si todo o protagonismo e toda atenção. É magnífico como ela constrói a personagem de uma mãe que se mostra amável, solidária, logo após ela entra em um completo desespero com o desaparecimento do seu filho, mexendo com sua sanidade e seu estado espiritual e emocional. Winona atual com uma voracidade tremenda na pele da desolada e confiante Joyce, nos mostra todo o seu crescimento na personagem e chega a nos emocionar nos últimos episódios. Atuação completamente perfeita!

    David Harbour ("Viúva Negra") me impressionou como o delegado do Departamento de Polícia de Hawkins, Jim Hopper. A princípio eu não dava nada para o Xerife Hopper, cheguei até a imaginar que ele seria apenas mais um delegado mau-caráter e aproveitador como já vimos inúmeras vezes por ai, e que ele não fosse agregar em nada na série. Porém, eu estava redondamente enganado, Jim Hopper tem um começo mais modesto, mais brando, mais suave, mas depois que ele começa descobrir as falcatruas envolvendo os experimentos do governo, o personagem tem um crescimento e uma relevância inimaginável dentro de todo contexto da série, chegando a dividir todo o protagonismo com a Winona Ryder. É muito interessante acompanhar todo o desenvolvimento do seu arco pessoal, que nos mostra todo o seu trauma envolvendo a morte de sua filha (ainda criança), o seu envolvimento com bebidas e como ele veio a demonstrar sua responsabilidade e capacidade ao salvar o filho de Joyce. Outra atuação completamente impecável!

    A linda Natalia Dyer ("Acampamento do Pecado") viveu a personagem Nancy. A Nancy Wheeler foi a personagem que mais me impressionou dentro da série, e muito por inicialmente ela se portar como uma patricinha fútil e rasa, aquela típica garota adolescente que só pensa em namorar, aquela irmã mais velha implicante, aquela adolescente rebelde com os pais. Porém, depois do desaparecimento da sua amiga Barb (Shannon Purser), ela tem um crescimento avassalador dentro da trama. Agora ela se mostra mais crescida mentalmente, mais amadurecida, mais preocupada com assuntos relevantes, ela não deixou de ser uma adolescente e querer viver seus romances, mas não é mais uma garota fútil, todo o drama que ela viveu serviu para o seu crescimento e desenvolvimento. Adorei todo o trabalho entregue pela Natalia Dyer.

    Charlie Heaton ("Os Novos Mutantes") é Jonathan Byers. Jonathan segue a mesma linha da Nancy, também tem um começo mais morno, mais apático, e muito por ser um adolescente tímido e auto-excluído na escola, que se desperta como um aspirante a fotógrafo. Seu crescimento é lado a lado com a Nancy, um ajudando o outro, um confiando no outro, ganhando uma grandiosa relevância e se desenvolvendo muito bem dentro da série. Foi muito interessante de acompanhar o nascimento e o crescimento de uma certa atração entre Jonathan e Nancy, que poderá se desenvolver ainda mais no futuro da série - eu shippo! kkkkk
    Completando o elenco ainda tivemos a Cara Buono ("Monsters and Men") como Karen Wheeler, Matthew Modine ("Batman - O Cavaleiro das Trevas") como Martin Brenner e Joe Keery ("A Grande Jogada") como Steve Harrington.

    "Stranger Things" é uma das principais séries da Netflix, que obviamente atraiu uma audiência recorde na plataforma de streaming. A série foi aclamada pela crítica por sua caracterização, atmosfera, atuação, trilha sonora, direção, roteiro e homenagens aos filmes dos anos 80. Devido sua popularidade, a série acabou gerando alguns produtos, como livros, brinquedos, videogames e histórias em quadrinhos. A série também recebeu vários prêmios e indicações em premiações, como Emmy Awards, Globo de Ouro, British Academy Television Award, entre outros.

    "Stranger Things" já entra facilmente no hall das melhores séries de todos os tempos, e muito por já se tornar um ícone da cultura pop da década. Uma série extremamente relevante, influente, dinâmica, grandiosa, enérgica, que trouxe um excelente roteiro que navega muito bem no drama, no suspense, na ficção e na fantasia, soando até como uma fábula, uma passagem ou um conto. Sem falar no elenco grandioso que apresentaram atuações afiadíssimas, e as inúmeras referências e homenagens que a série presta à todo conteúdo da década de 1980.
    Verdadeiramente um show de audiovisual!
    Uma obra de arte!
    Uma pérola!
    Uma obra-prima das séries!
    5 estrela com bastante louvor!
    [04/02/2023]
    Martapaiotti
    Martapaiotti

    2 seguidores 4 críticas Seguir usuário

    Crítica da série
    1,5
    Enviada em 23 de dezembro de 2022
    O começo é muito bom, mas na terceira temporada as coisas começam a desandar.
    A história se torna um clichê adolescente misturado com propaganda anti-comunista e isso fica insuportável, não aguentei ver os dramas ridículos dos personagens.
    Mais uma série que se tornou paga pau de capitalismo e dos EUA.
    Mandy
    Mandy

    1 seguidor 11 críticas Seguir usuário

    Crítica da série
    2,0
    Enviada em 23 de dezembro de 2022
    A primeira temporada é muito boa, acho bem ambientada, gosto da trilha sonora e não veria problema se acabasse por aí, acho a segunda temporada fraca, nada demais, só enchimento de linguiça, fica mais uma série teen com certo mistério perde a boa coisa da primeira temporada. A terceira temporada é um lixo, ridículo como eles tentam demonizar os socialistas, a série fica extremamente teen, perde boa parte do suspense e foca só em promover o capitalismo. A quarta temporada é boa, mas não salva. seria ótimo se parasse na primeira temporada.
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