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    Oxigênio na Netflix: Câmaras de criogenia existem na vida real? Entenda como funcionam
    Por Kalel Adolfo — 14 de mai. de 2021 às 21:00

    Aparecendo comumente em filmes de ficção científica, as câmaras de criogenia são utilizadas para preservar corpos que serão reanimados no futuro. Mas para que elas servem na vida real?

    Oxigênio — novo filme de Alexandre Aja — estreou ontem (12) mas já está fazendo um enorme sucesso no catálogo da Netflix. Extremamente claustrofóbico, o longa acompanha Liz (Melanie Laurent), uma mulher que acorda sem memória em uma câmara de criogenia. Para sobreviver, ela precisa descobrir como — e por que — foi parar lá.

    Oxigênio
    Oxigênio
    1h 40min
    Criador(es): Alexandre Aja
    Com Mélanie Laurent, Malik Zidi, Marc Saez, Eric Herson-Macarel
    Adorocinema
    3,5

    Contudo, há um pequeno empecilho: o oxigênio do local está acabando, o que aumenta as suas chances de morrer. Desesperador, né? Obras recentes como Rua Cloverfield, 10 ou Enterrado Vivo possuem propostas semelhantes, onde os protagonistas precisam escapar de algum ambiente limitado.

    Porém, uma produção que se passa inteiramente em uma câmara criogênica é algo inédito. Você já deve ter visto a máquina em algumas histórias de ficção científica. Normalmente, elas são utilizadas para preservar cadáveres, e num futuro próximo, reanimá-los.

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    Mas como funcionam as câmaras de criogenia na vida real? Será que elas são muito diferentes do objeto que foi retratado em Oxigênio? Confira a seguir:

    Câmaras de criogenia existem na vida real?

    Sim, câmaras de criogenia existem na vida real. Porém, diferente da máquina retratada em Oxigênio, elas não são comandadas por inteligências artificiais ou apresentam diversas funções tecnológicas avançadas. A realidade é que essas câmaras se parecem mais com “tanques”, onde corpos — ou órgãos — são mergulhados em nitrogênio para preservação.

    Para preservar um cadáver — ou parte dele — é necessário submetê-lo a 196 graus negativos, temperatura em que a matéria não apodrece. Contudo, ao invés de reanimar mortos em um futuro distante, o intuito da criogenia é estudar os seres humanos para fins medicinais, como por exemplo, encontrar a cura de doenças.

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    Somente nos Estados Unidos, 331 pessoas foram mergulhadas em tanques de nitrogênio líquido a fim de serem preservadas. Aliás, dois dos maiores laboratórios de criogenia do planeta estão no país: Cryonics Institute — localizado em Michigan — e Alcor Life Extension Foundation, que tem sede no Arizona.

    Esse último cobra uma taxa de aproximadamente US$ 200 mil para armazenar o corpo inteiro. Agora se o intuito for preservar apenas o cérebro, o preço cai para US$ 80 mil. Até o momento, a técnica vem alcançando bastante sucesso, sendo eficiente na preservação de embriões humanos e na doação de órgãos.

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    Reanimar um cadáver no futuro é uma possibilidade?

    Há dois desafios em reanimar um cadáver: o primeiro deles, é que a pessoa deve ser submetida à criogenia em poucos minutos após a morte. Até porque, sem oxigenação, a maioria das células são exterminadas. Caso isso não aconteça, a reanimação — e até mesmo a preservação — ficam prejudicadas. Agora, me respondam: como saber quando alguém irá morrer para armazená-la no tanque rapidamente?

    Além disso, as técnicas de degelo ainda estão em período prematuro de desenvolvimento. Hoje, amostras minúsculas do cérebro podem ser reaquecidas sem danos à estrutura. Porém, fazer isso com o corpo inteiro ainda está muito longe de acontecer.

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