epois de levar mais de 7 milhões de pessoas aos cinemas, Até que a Sorte nos Separe 3 promete ser mais um sucesso de público da carreira de Leandro Hassum.
O filme de comédia, gênero que é a galinha dos ovos de ouro do cinema nacional, é a produção brasileira com a estreia no circuito mais amplo de todos os tempos no país: o terceiro filme da franquia chega a 808 salas, alcançando uma marca histórica.
Com referências à crise política e econômica, o filme mostra que Tino (Hassum) conseguiu enriquecer e torrar todo o seu dinheiro mais uma vez. O problema foi que a falência do protagonista mexeu com as estruturas financeiras do Brasil e levou o país inteiro para o vermelho. Com direção de Roberto Santucci e Marcelo Antunez, o filme traz ainda Camila Morgado, Kiko Mascarenhas, Ailton Graça, Bruno Gissoni e Emanuelle Araújo no elenco.
O segundo principal destaque desta quinta-feira também é uma outra comédia, só que um pouco mais voltada para os pequeninos. Trata-se de Alvin e os Esquilos: Na Estrada, filme híbrido de animação e live-action. Na quarta aventura musical dos irmãos esquilos Alvin, Theodore e Simon, o trio de cantores roedores de vozes agudas irá embarcar numa viagem até Miami quando eles descobrem que Dave (Jason Lee) está de casamento marcado com Samantha (Kimberly Williams-Paisley). Os três acham que o matrimônio de Dave fará com que o grupo perca o contato com o compositor que os levou ao sucesso no mundo da música, por isso, eles farão de tudo para impedir que ele e Samantha troquem as alianças.
O drama As Sufragistas estreia no último final de semana de 2015 abordando um assunto que foi uma das principais pautas do ano. Ambientado na Londres do início do século XX, o filme mostra a atuação das sufragistas, mulheres que lutavam contra a desigualdade de gênero e protestavam pelo direito de votar, desafiando os valores retrógrados da época com seus ideiais feministas. O elenco conta com grandes atrizes como Meryl Streep, Helena Bonham Carter e Carey Mulligan. A direção é de Sarah Gavron.
Adaptação de uma das maiores tragédias escritas por William Shakespeare, o drama Macbeth: Ambição & Guerra conta com Michael Fassbender no papel do personagem título, um general do exército escocês que conta com a confiança do Rei Duncan (David Thewlis). Quando três bruxas fazem profecias para Macbeth, o militar relata o acontecido para sua manipuladora esposa, Lady Macbeth (Marion Cotillard), e começa a sentir a sede pelo poder. Devorado pela ambição, o general chegará onde deseja, mas para isso deixará de lado seus preceitos morais.
As demais estreias são a comédia dramática Já Estou Com Saudades, com direção de Catherine Hardwicke e Drew Barrymore e Toni Collette como protagonistas; a comédia sexual australiana A Pequena Morte; o documentário Eu Sou Ingrid Bergman, sobre a lendária atriz sueca Ingrid Bergman; o drama histórico turco Snow Pirates, de Faruk Hacıhafızoğlu; e o suspense alemão Victoria, de Sebastian Schipper.
Para informações sobre os horários das sessões, acesse nosso guia de programação.
Confira abaixo os trailers, críticas e a opinião da imprensa:
Até que a Sorte nos Separe 3:
Alvin e os Esquilos: Na Estrada: "Não se abandona uma franquia que rende, em média, US$ 300 milhões por filme. Se você é daqueles que (felizmente) prezam a qualidade em detrimento dos números, este conceito pouco significa. Entretanto, Hollywood não pensa assim. E é por isso que temos agora uma quarta aventura de Alvin, Simon e Theodore, os esquilos cantores que nasceram em uma série de TV lá nos anos 1960 e que, graças às maravilhas dos efeitos especiais, desde 2007 estrelam longas que mesclam animação e atores reais. Se o novo filme traz algo de novo? É claro que não! Mas isto realmente importa?" Leia a crítica completa e a opinião da imprensa.
As Sufragistas: "...se destaca pela coragem das intenções, pela representatividade do tema e pela equipe inteiramente feminina, mas deixa um gosto amargo ao fim da sessão. Este é um filme que sabe muito bem o que quer dizer, mas não sabe como; em outras palavras, ele decide enfiar um discurso louvável goela abaixo do público. Uma obra que escreve certo por linhas tortas." Leia a crítica completa e a opinião da imprensa.
Macbeth: Ambição & Guerra: "Visualmente impactante, Macbeth: Ambição & Guerra é também uma produção vigorosa que entrega ao espectador mais do que o mero texto de Shakespeare – o que, por si só, já é bastante relevante. Para quem já conhece a história, de outros filmes e montagens teatrais, fica a oportunidade de apreciar melhor os detalhes desta nova adaptação, tanto visuais quanto de narrativa. Muito bom filme, onde Justin Kurzel consegue trazer frescor a uma trama tão conhecida e adaptada." Leia a crítica completa e a opinião da imprensa.
Já Estou Com Saudades: "Juntas, roteirista e diretora conseguem transmitir uma sensibilidade tocante, mesclando momentos de dor e tristeza com várias piadas sarcásticas e de autoironia que tão bem funcionam como alívio cômico [...] Entretanto, nem tudo é perfeito. Já Sinto Saudades conta também com alguns problemas importantes, que atrapalham bastante. O maior deles é em relação ao maniqueísmo do roteiro." Leia a crítica completa e a opinião da imprensa.
A Pequena Morte: "The Little Death (no original) conta com um belo trabalho de montagem de Christian Gazal, que cria uma dinâmica bem interessante entre as tramas e não deixa o ritmo cair em momento algum. Repleto de diálogos e situações bizarras, o filme diverte e emociona em alguns momentos. Vale a pena ficar de olho nos próximos trabalhos de Josh Lawson." Leia a crítica completa e a opinião da impensa.
Eu Sou Ingrid Bergman: "O espectador descobre detalhes de Bergman como mãe, esposa, amante, garota apaixonada ou idosa sonhadora. Mas o público cinéfilo pode ficar frustrado com a ausência de informações propriamente cinematográficas sobre a personalidade. É compreensível que Björkman tente se focar em outros aspectos de Bergman, mas não deixa se ser frustrante o desinteresse do cineasta com os rumos profissionais da atriz. Mesmo assim, o saldo de Eu Sou Ingrid Bergman é positivo pelo acesso a materiais raros sobre a protagonista, embalados em uma estética opressiva, mas homogênea." Leia a crítica completa e a opinião da imprensa.
Victoria: "O resultado é agradável de se ver, bem costurado do ponto de vista narrativo, mas um tanto irrelevante. Afinal, Victoria será lembrado – caso venha a ser lembrado – apenas por seu plano-sequência de 2h20. Seu trunfo pode se tornar a sua maior limitação." Leia a crítica completa e a opinião da imprensa.