Meu Pai
Média
4,4
625 notas

115 Críticas do usuário

5
72 críticas
4
30 críticas
3
5 críticas
2
3 críticas
1
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Cesar Santana
Cesar Santana

34 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 24 de abril de 2025
Mais uma performance espetacular de Hopikins. Retrata o que acontece com pessoas acometidas de demência, na perspectiva do próprio enfermo.
anônimo
Um visitante
4,5
Enviada em 17 de fevereiro de 2025
O filme Meu Pai (The Father, 2020), dirigido por Florian Zeller e baseado em sua peça teatral Le Père, é um drama psicológico que oferece uma das mais impactantes representações cinematográficas da demência. Com atuações brilhantes de Anthony Hopkins e Olivia Colman, um roteiro habilmente estruturado e uma cinematografia que reforça a imersão na fragmentação da realidade do protagonista, o filme se estabelece como um marco na abordagem de temas como envelhecimento, perda de identidade e a vulnerabilidade da mente humana.

O enredo de Meu Pai é centrado em Anthony (Hopkins), um idoso que sofre de demência e que, ao longo do filme, enfrenta uma progressiva desconstrução de sua realidade. A trama é apresentada de forma subjetiva, colocando o espectador dentro da mente confusa do protagonista. Elementos aparentemente banais, como mudanças na decoração do apartamento e a substituição de personagens por outros atores sem aviso, ampliam a sensação de desorientação e angústia. A narrativa não segue uma linha temporal convencional, e essa descontinuidade não apenas reflete a condição do protagonista, mas também obriga o espectador a compartilhar sua confusão e fragilidade.

O maior trunfo do filme é, sem dúvida, a atuação de Anthony Hopkins. O ator entrega uma performance visceral, transitando entre momentos de lucidez e crises emocionais com uma autenticidade arrebatadora. Sua expressão corporal e sua dicção reforçam a fragilidade e a dor de um homem que perde a conexão com sua própria existência. Olivia Colman, no papel de Anne, a filha dedicada e emocionalmente devastada pela deterioração do pai, oferece uma atuação igualmente comovente. A dinâmica entre os dois é carregada de emoção contida, transmitindo a exaustão e a impotência de quem cuida de um ente querido nessa situação.

O roteiro, coescrito por Zeller e Christopher Hampton, é uma aula de precisão narrativa. Ao não oferecer um ponto de vista externo e coerente da história, os roteiristas criam uma estrutura em que o espectador é forçado a experimentar a mesma confusão de Anthony. A repetição de diálogos, a mudança repentina de personagens e a inconsistência nas memórias são elementos que aumentam a imersão psicológica e transformam o filme em um estudo sensorial da demência.

A cinematografia de Ben Smithard é sutil, mas essencial para a construção da atmosfera do filme. Pequenas alterações no design do apartamento, como a mudança da disposição dos móveis e das cores das paredes, criam um ambiente instável e mutável, reforçando a sensação de deslocamento. O uso da iluminação também é significativo: momentos de lucidez são filmados com tons mais quentes, enquanto os momentos de confusão são marcados por luzes frias e sombras que sugerem um mundo hostil e alienante.

A trilha sonora, composta por Ludovico Einaudi, adiciona uma camada extra de emoção ao filme. O uso de músicas clássicas, como Les Pêcheurs de Perles de Bizet, evoca nostalgia e melancolia, refletindo a decadência mental de Anthony. A música não invade a narrativa, mas atua como um elemento de reforço emocional, conduzindo a audiência para dentro do estado de espírito do protagonista.

O clímax do filme é uma das sequências mais angustiantes do cinema recente. Quando Anthony, completamente desorientado, sucumbe ao desespero e expressa seu medo e confusão em uma cena em que diz estar "perdendo suas folhas", o impacto é avassalador. A ausência de um fechamento convencional reflete a incerteza da própria condição do personagem, deixando o espectador com uma sensação de impotência e compaixão.

Meu Pai é um filme extraordinário que transcende o drama convencional ao proporcionar uma experiência imersiva na mente de um homem em colapso. A atuação magistral de Anthony Hopkins, aliada a um roteiro engenhoso e uma direção sensível, fazem deste um dos retratos mais realistas e devastadores da demência já realizados no cinema. Florian Zeller, em sua estreia na direção, demonstra um controle absoluto sobre a narrativa, entregando um filme que não apenas informa, mas também emociona e desconcerta.

Com um impacto emocional profundo e um refinamento técnico admirável, Meu Pai não é apenas uma representação da perda de memória, mas um retrato sensível da fragilidade humana, tornando-se um filme essencial para qualquer amante da sétima arte.
Rafaela Dantas
Rafaela Dantas

1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 7 de janeiro de 2025
O filme "Meu Pai" retrata a rotina de cuidados da filha (Anne) com o pai (Anthony), um senhor já idoso que apresenta os sinais de velhice, como o Alzheimer.
Durante todo o filme, podemos perceber que a intenção principal é nos colocar na mesma percepção do personagem Anthony, trazendo acontecimentos fora de ordem, trocando os personagens e gerando uma certa confusão o que torna o filme ainda mais interessante e intrigante.

O personagem Anthony trás consigo sutilmente ao passar das cenas, o esquecimento, a instabilidade no humor, as "manias" e a teimosia em querer ser ajudado, sendo os principais sinais da velhice no indivíduo. Bem como, podemos ver em muitos momentos, a vida do personagem sendo uma constante entre momentos no passado e no presente, o que o faz sentir-se confuso e perceber que algo está errado ou que algo não está fazendo sentido em sua vida, gerando a cada dia mais, uma feição de preocupação, medo e tristeza.

Um detalhe a ser observado no filme é a sua fotografia no cenário principal, o apartamento em que também parece confuso aos olhos de Anthony, alternando no que parece ser a sua própria casa, a casa de sua filha e, por fim, o lar de idosos. A iluminação sempre baixa nos cômodos, o silêncio que somente é interrompido por óperas que o personagem possui o hábito de escutar e os objetos sempre em seus devidos lugares, parece querer retratar a sensação de vazio do personagem, como se fosse quase inabitável o ambiente, remetendo ao sentimento de solidão.
Contudo, ainda temos a personagem Anne, filha de Anthony, uma peça chave no filme, por mostrar o outro lado que também sofre com a "ausência" do pai, de certa forma. Anne se esforça para cuidar dele, mas se sente dividida entre seguir a sua vida ou abrir mão de oportunidades para cuidar exclusivamente de seu pai. O cansaço constante, a tristeza com as repentinas mudanças de Anthony, a culpa em desejar ser feliz e olhar mais para si mesma, tudo isso é nitidamente mostrado ao espectador sem necessariamente ser narrado por ela.

O filme "Meu Pai", faz o espectador voltar o seu olhar para a velhice como ela é, com o retorno da "infância": a vulnerabilidade, o medo do abandono, a necessidade de ser cuidado e amado pelo outro, a inocência no que diz e no que sente. É uma obra emocionante, pois nos trás as lembranças de nossos avós/pais que passam ou passaram pela velhice. Bem como, nos identificamos com a personagem Anne, nos esforçando para que essa pessoa continue sendo respeitada, amada, acolhida e nunca esquecida até os seus últimos dias.
Caio Phelipe Da Silva Damas
Caio Phelipe Da Silva Damas

7 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 31 de dezembro de 2024
O filme faz uma “confusão” proposital de modo que você tenha a visão do personagem protagonista (Antony) que possui um problema de memória. Percebe-se que o que é lembrado são seus traumas e que ao longo do filme você entende, se colocando no lugar dele.
Maria Alice Félix
Maria Alice Félix

22 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 19 de novembro de 2024
Um filme muito bom! Olivia Colman é uma atriz excelente. Um elenco completo, merecidos prêmios. Recomendo a toda comunidade.
Renato Anibal
Renato Anibal

4 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 18 de setembro de 2024
Tenho a sorte de ser contemporâneo de Anthony Hopkins. Brindou-me com trabalhos maravilhosos. Que talento bem aplicado.
Fernando Sena
Fernando Sena

1 crítica Seguir usuário

0,5
Enviada em 24 de agosto de 2024
Esperava mais, visto que a nota média é de 4,5. Filme mediano para ruim, com uma trama previsível e diálogos superficiais. As atuações não convencem e o desenvolvimento dos personagens deixa a desejar. A fotografia e a trilha sonora são os poucos pontos positivos, mas não conseguem salvar a produção de sua falta de profundidade e impacto. O potencial estava lá, mas o resultado final decepciona.
Juliana De Paula
Juliana De Paula

1 crítica Seguir usuário

1,0
Enviada em 8 de agosto de 2024
Filme horrível, quase deixa a gente doido , meu Deus  não recomendo!!
Confuso, deixa a mente da gente atrapalhada sem entender nada misericórdia.
Roberto Owa
Roberto Owa

7 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 10 de junho de 2024
Filme emocionante!
Muito difícil as situações para lhe dar com pessoas idosas,pois a partir de certa idade elas voltam a ser crianças e os problemas de aceitação fica mais difícil,!
Mirianfernandaplaza
Mirianfernandaplaza

6 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 10 de junho de 2024
Esse ater é incrível, o filme é maravilhoso e emocionante a atitude da filha e querer ajudar só demostrar o amor que ela sente por ele.
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