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Fantástico, uma obra prima do cinema contemporâneo com roteiro amarrado, fotografia e efeitos especiais impecáveis. Como se não bastasse todos esses méritos, a trilha sonora é uma das melhores de todos os tempos
A trilha sonora é perfeita, me emocionei muito com o filme e a história é muito interessante. Não tem muito o que dizer, apenas queria desver e ver novamente pela primeira vez. Fiquei tão pensativa depois de assistir, não sei explicar a sensação.
Quando eu voltar, a gente conversa. Quando eu voltar, a gente viaja. Quantas vezes prometemos presença como quem acredita que a vida vai esperar no mesmo lugar? Ela não espera. *Interestelar* parece um filme sobre buracos negros. É, antes de tudo, sobre um pai, uma filha e dois relógios que deixam de marcar a mesma hora.
Não é um filme fácil. Tem trechos lentos, explicações que pesam, e houve momentos em que achei chato. Mas quando engrena, abre questões humanas que ficam muito depois da sessão.
Lembro que meu olhar aqui não é o da crítica técnica de cinema ou sobre atuações. Eu olho o que há de humano por trás da história.
Nolan disse que, pra ele, o filme é sobre ser pai. Antes de contar a história ao compositor Hans Zimmer, entregou a ele uma única página sobre um pai que parte pra fazer um trabalho importante, com duas falas: "Eu vou voltar." "Quando?" Essa conversa é retratada no quarto de Murph, na noite da partida. Ela diz que decifrou o recado do fantasma que derruba livros da sua estante, uma palavra só: fica. O pai não acredita. Dá a ela um relógio igual ao dele e promete: quando eu voltar, a gente compara. Ela entende que ele não sabe quando volta, joga o relógio no chão e vira de costas. O nome dela vem da Lei de Murphy, que, como o pai explica, não anuncia desgraça: diz só que o que tiver de acontecer, acontece. A partida acontece.
E o filme cumpre a promessa ao pé da letra. Num planeta, cada hora equivale a sete anos na Terra. Cooper volta à nave e encontra vinte e três anos de mensagens. Tom desiste de esperar. Murph aparece adulta, no dia em que completa a idade que o pai tinha ao partir. Pra ele passaram horas; pra ela, a infância. Ninguém quis ferir ninguém. Os relógios só correram em velocidades diferentes, como correm na reunião que ia acabar às seis.
Longe de casa, o filme pergunta o que acontece com quem não é esperado. Os astronautas enviados antes foram escolhidos sem vínculos. O melhor deles, o Dr. Mann, frauda os dados pra não morrer sozinho, e repete como álibi o mesmo poema de Dylan Thomas que foi recitado como bênção na partida: não entre sem luta nessa boa noite. Quem cuida da verdade na nave é um robô, com a honestidade calibrada em noventa por cento, porque ele diz ser o máximo possível para tratar com seres emocionais.
(Daqui em diante, o texto conta o final. Se você ainda não viu o filme, talvez valha parar aqui e voltar depois.)
spoiler: Dentro do buraco negro, Cooper encontra uma estante por trás do quarto da filha, onde todos os momentos existem ao mesmo tempo. O fantasma, no fim, era ele mesmo. A primeira coisa que faz é bater nos livros pra dizer aquela palavra: fica. Tentava impedir a si mesmo de partir, e não consegue. Quem construiu aquele lugar fomos nós, a humanidade do futuro, estendendo a mão ao próprio passado. Pra ser entendido, ele se lembra do que a doutora Brand tinha defendido e todos acharam sentimental: "Amor, TARS, amor." Então usa o relógio que ela jogou no chão e envia a mensagem em Morse pelo ponteiro dos segundos. O tempo, que separou pai e filha, é o que carrega o recado. Murph, adulta, cientista, quase sem acreditar mais na volta do pai, pega o relógio, entende e salva todo mundo. No reencontro, pelo calendário, Cooper passou dos cem anos. Quem está velha é ela. O poema, que era de um filho diante do pai que morria, se inverte. E é Murph quem o manda embora: nenhum pai deveria ver um filho morrer. Aceitar a despedida, dessa vez, é a forma de amar. O tempo perdido nunca nos é devolvido. A gente pode salvar o mundo e, ainda assim, chegar tarde pra quem esperava por nós. Estar inteiro também é estar presente.
Da próxima vez que alguém perguntar, na porta, quando a gente volta, talvez valha lembrar que, às vezes, o recado mais importante do universo cabe numa palavra só.
Fica.
Vale demais assistir. Com paciência pra atravessar os trechos lentos, e com alguém que a gente ama por perto.
A crítica completa está no site Humanidade Retratada.
Não é um filme fácil. Tem trechos lentos, explicações que pesam, e houve momentos em que achei chato. Mas quando engrena, abre questões humanas que ficam muito depois da sessão.
Lembro que meu olhar aqui não é o da crítica técnica de cinema ou sobre atuações. Eu olho o que há de humano por trás da história.
Nolan disse que, pra ele, o filme é sobre ser pai. Antes de contar a história ao compositor Hans Zimmer, entregou a ele uma única página sobre um pai que parte pra fazer um trabalho importante, com duas falas: "Eu vou voltar." "Quando?" Essa conversa é retratada no quarto de Murph, na noite da partida. Ela diz que decifrou o recado do fantasma que derruba livros da sua estante, uma palavra só: fica. O pai não acredita. Dá a ela um relógio igual ao dele e promete: quando eu voltar, a gente compara. Ela entende que ele não sabe quando volta, joga o relógio no chão e vira de costas. O nome dela vem da Lei de Murphy, que, como o pai explica, não anuncia desgraça: diz só que o que tiver de acontecer, acontece. A partida acontece.
E o filme cumpre a promessa ao pé da letra. Num planeta, cada hora equivale a sete anos na Terra. Cooper volta à nave e encontra vinte e três anos de mensagens. Tom desiste de esperar. Murph aparece adulta, no dia em que completa a idade que o pai tinha ao partir. Pra ele passaram horas; pra ela, a infância. Ninguém quis ferir ninguém. Os relógios só correram em velocidades diferentes, como correm na reunião que ia acabar às seis.
Longe de casa, o filme pergunta o que acontece com quem não é esperado. Os astronautas enviados antes foram escolhidos sem vínculos. O melhor deles, o Dr. Mann, frauda os dados pra não morrer sozinho, e repete como álibi o mesmo poema de Dylan Thomas que foi recitado como bênção na partida: não entre sem luta nessa boa noite. Quem cuida da verdade na nave é um robô, com a honestidade calibrada em noventa por cento, porque ele diz ser o máximo possível para tratar com seres emocionais.
(Daqui em diante, o texto conta o final. Se você ainda não viu o filme, talvez valha parar aqui e voltar depois.)
spoiler: Dentro do buraco negro, Cooper encontra uma estante por trás do quarto da filha, onde todos os momentos existem ao mesmo tempo. O fantasma, no fim, era ele mesmo. A primeira coisa que faz é bater nos livros pra dizer aquela palavra: fica. Tentava impedir a si mesmo de partir, e não consegue. Quem construiu aquele lugar fomos nós, a humanidade do futuro, estendendo a mão ao próprio passado. Pra ser entendido, ele se lembra do que a doutora Brand tinha defendido e todos acharam sentimental: "Amor, TARS, amor." Então usa o relógio que ela jogou no chão e envia a mensagem em Morse pelo ponteiro dos segundos. O tempo, que separou pai e filha, é o que carrega o recado. Murph, adulta, cientista, quase sem acreditar mais na volta do pai, pega o relógio, entende e salva todo mundo. No reencontro, pelo calendário, Cooper passou dos cem anos. Quem está velha é ela. O poema, que era de um filho diante do pai que morria, se inverte. E é Murph quem o manda embora: nenhum pai deveria ver um filho morrer. Aceitar a despedida, dessa vez, é a forma de amar. O tempo perdido nunca nos é devolvido. A gente pode salvar o mundo e, ainda assim, chegar tarde pra quem esperava por nós. Estar inteiro também é estar presente.
Da próxima vez que alguém perguntar, na porta, quando a gente volta, talvez valha lembrar que, às vezes, o recado mais importante do universo cabe numa palavra só.
Fica.
Vale demais assistir. Com paciência pra atravessar os trechos lentos, e com alguém que a gente ama por perto.
A crítica completa está no site Humanidade Retratada.
Top 3 na filmografia do Nolan.
É um filme épico. O fato dele não dar a mínima bola pro filho não é nem percebido. Esse filme vai ficar para sempre sendo visto e revisto. É muito bom
Este filme possui significados em camadas que a cada vez reassistida, é desconfiada uma nova. Nolan foi simplesmente genial nas lições implícitas entre diálogos ou detalhes.
spoiler:
Uma curiosidade: apesar de mostrar um buraco negro no filme, a primeira imagem de um buraco negro foi em 2019, cinco anos depois do lançamento do filme, oq pode não ser só considerado como um grande evento cinematográfico, mas também como uma prova que a contribuição da ciência na arte faz uma obra ser tão grandiosa e complexa
Uma curiosidade: apesar de mostrar um buraco negro no filme, a primeira imagem de um buraco negro foi em 2019, cinco anos depois do lançamento do filme, oq pode não ser só considerado como um grande evento cinematográfico, mas também como uma prova que a contribuição da ciência na arte faz uma obra ser tão grandiosa e complexa
simplismente perfeito, mas uma obra prima do Nolan, um clássico e perfeito filme de ficção cinteifica e bota cientifica nisso, muito bom, história e enredo muito bons, complicado de se entender, e para você entender o filme você realmente tem que ter em mente que o tempo é realtivo, o principal ponto do filme
Uma obra prima da ficção - científica. Matthew McConaughey brilha na atuação. Tem que prestar muita atenção para entender o filme. Vale à pena.
É ruim no início,mas depois fica estranha o começo,mas com o desenrolar do filme, você começa a se interessar e o Final é Brilhante
Muito super estimado, filme chato, pesado, cansativo e cheio de ideia de que para entender você precisa ser cult
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