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Thomas F.
2 críticas
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5,0
Enviada em 29 de dezembro de 2024
uma obra prima, sao poucos defeitos perto de tantos acertos e entrega de filme que pelo memos 4,8 seria a nota. os defeitos sao todos encaixes para fechar um filme que entrega roteiro absurdo, RITMO, suspense, produção, evolução da narrativa e revira-voltas. pra mim uma obra prima.
Uma obra prima da ficção científica. Tudo mais que perfeito, atuações, efeitos, musica, fotografia, enredo... Um filme para assistir 10x e ainda perceber detalhes diferentes. Vale cada segunda.
A necessidade de ser pós doutorado em física pra entender a complexidade do filme. Ao mesmo tempo uma civilização tão avançada cientificamente sofrendo com coisas 'básicas' parece meio fora do contexto, mas todo o resto compensa drasticamente qualquer crítica ao contexto.
"Interestelar" é uma obra cinematográfica de grande ambição e profundidade, que cativa o espectador do início ao fim com sua trama envolvente e suas reviravoltas inesperadas. O filme se destaca tanto pela grandiosidade de seus cenários, que retratam de forma deslumbrante o vasto e misterioso espaço, quanto pelas atuações marcantes de seu elenco, que conferem peso emocional e autenticidade aos personagens. A jornada para encontrar um novo lar em meio à degradação da Terra não é apenas uma odisseia científica, mas também uma reflexão filosófica sobre o destino da humanidade e nossa relação com o universo.
A direção de Christopher Nolan se destaca pela habilidade em equilibrar complexidade científica com emoção humana, mantendo o público engajado com os dilemas éticos e existenciais que os personagens enfrentam. A física do espaço-tempo, buracos de minhoca e as leis da relatividade são explorados de forma impressionante, tornando-se elementos-chave da narrativa sem perder a acessibilidade para o espectador. Ainda assim, por trás da ciência, há uma forte exploração das emoções humanas, especialmente a profunda e inquebrável conexão entre pai e filha.
O filme coloca o tempo no centro da história, transformando-o no verdadeiro antagonista. A missão urgente de salvar a humanidade entra em choque com o tempo perdido entre gerações, especialmente entre Cooper, o protagonista, e sua filha Murph. O filme toca de forma poderosa no conceito de sacrifício e nas consequências emocionais das escolhas que os personagens fazem, onde a relatividade temporal simboliza a dor da distância e da passagem do tempo. Cada minuto no espaço representa anos na Terra, e essa discrepância intensifica a carga emocional, criando uma tensão palpável.
Além disso, a trilha sonora de Hans Zimmer é um componente essencial, amplificando a intensidade dramática de cada cena e contribuindo para a grandiosidade da experiência cinematográfica. A combinação entre som, imagem e narrativa filosófica faz de "Interestelar" não apenas um filme de ficção científica, mas também uma meditação profunda sobre a natureza do tempo, a persistência do amor e o lugar da humanidade no cosmos.
Por fim, "Interestelar" é uma obra que provoca reflexões profundas, oferecendo uma jornada épica tanto no espaço quanto nos limites da condição humana, equilibrando a ciência com o coração e deixando uma marca duradoura no público.
O Filme é quase perfeito, alguns detalhes deixam a desejar (falarei no final). No filme é tudo muito cronologicamente, matematicamente e fisicamente correto e possível, diante desse fato deixa os telespectadores com a visão sobre a atual realidade e a possível realidade futurística. O roteiro em si não contém nenhum furo, segue tudo em ordem e com seus plots twists , o CGI é de fato perfeito, tanto que é algo usado pela própria NASA. O que deixou a desejar no filme é simplesmente as atuações de certos personagens, que deixam de colocar mais expressões, expectativas e emoções em algumas das cenas, diante disso minha nota é 4.7 (como não dá pra colocar tá ai).
O filme é uma grande mistura de ciência, relações humanas, sentimentos e, principalmente, uma lição de fé em nós mesmos. Nolan mistura nos personagens facetas diferentes de nós próprios, seja quando queremos apagar aquilo que não convêm, ou mesmo tornarmo-nos pessoas diferentes a depender da situação em que vivemos, mesmo que isso signifique recuar a uma posição de teimosia tamanha quanto a cegueira que leva à ignorância.
Mas, mais do que isso, o filme demonstra que cada ser humano pode misturar a frieza e a racionalidade de um cientista com o calor emocional de qualquer um de nós. Assim, a ciência é usada para criar situações e saídas impossíveis de se buscar num filme “não sci-fi”, ao trazer à tela momentos teoricamente intocáveis de uma mesma civilização, que ao fim das contas, tem o tecido rasgado através do olhar da “quinta dimensão”, e assim começam a se comunicar e fazer parte uns dos outros.
Com isso, o filme consegue comprovar sua fé indefectível na própria humanidade, ainda que muitos de nós ainda não se canse de tentar jogarmos para o ceticismo, o revisionismo, e mesmo para o simples egoísmo, não importa quão sábio presumimos ser.
spoiler: Ainda se pode ousar dizer que a coragem, o senso de humor e até a parcial sinceridade de TARS e CASE, e que inclusive causam o espectador certo apego aos robôs, traduzem bem como qualquer um pode ser bem quisto, muito útil, mas ainda assim, dispensável, ainda que muito bem programável. A metáfora é ambiciosa e profunda quando pensamos que isso acontece todos os dias na sociedade, mas que, se não fossem robôs, talvez não aceitassem seu próprio sacrifício, e assim resolvessem lutar por sua própria sobrevivência como lutou Dr. Mann.
spoiler: Ao tocar no ponto do que nos leva à evolução como seres humanos, a película é brilhante a apontar que, ao final, aquele sentimento de Brand ainda no começo da trama que julgamos um mero sinal de desespero e fraqueza é, na verdade, a própria evolução intangível do ser humano: o amor.
Assim, temos uma mensagem belíssima e profunda: que a crença na humanidade não deve morrer, ainda que muitas vezes a resposta não esteja diante de nossos olhos – e esta é, no fim das contas, a razão de não se desistir da jornada – pois sempre se faz possível buscarmos a constante melhora, mesmo que aprendamos com erros passados. Uma bela obra, que deve ser analisada para muito além de sua (muito bem criada) produção e efeitos.
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