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Diniz Fracaro
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0,5
Enviada em 27 de setembro de 2026
O filme é um dos piores que já vi na minha vida. Desde o título que não faz sentido até a história em si que é um arrastado de cenas desinteressantes com um monte de lições de moral baseadas na ideologia e visão de esquersa: marido é machista tóxico, policial e militar é tudo sacana, os homens brancos héteros são quase todos maus, com exceção do protagonista. E todos que fazem parte de alguma minoria são pessoas com histórias tristes de injustiça perpetrada pela sociedade heterobranca. E óbvio, todos dad minorias são seres ótimos de coração puro e bondoso. Mas tirando toda essa groselha ípico cineasta brasileiro, o filme não apresenta nada. Não tem bom enredo, boa história, nem boas falas. O filme é uma colcha de retalhos de nostalgia para quem viveu 50 anos atrás, por causa dos carros, música, decoração, etc que são enfiados na sua cara sem sutileza nemhuma, de forma forçada e as histórias que tentam pregar a visão de mundo esquerdista mas que não se conversam.
Curti como o filme faz sentir a ditadura sem a representar de maneira frontal; a vigilância, o medo, a impunidade parecem contaminar progressivamente a vida quotidiana. O escolho de Recife durante o Carnaval cria um contraste forte entre a exuberância da cidade e a necessidade de Marcelo de esconder a identidade dele e ficar constantemente vigilante. Acho legal a praça acordada aos lugares, o cinema e os arquivos que transformam o filme em reflexão sobre o que uma sociedade conserva ou esquece do passado dela. A reflexão do realizador Kleber Mendonça Filho sobre as relações de poder e a resistência, mas esta vez ele remonta a um período histórico que permite entender as raízes. É mais do que um simples thriller sobre a ditadura; o filme é uma reflexão sobre a memória e as marcas que a violência deixa ou não deixa na história coletiva.
Demorei muito para criar coragem e assistir a duas horas e quarenta de um filme mal criticado. Não é o melhor que poderia ter sido, mas depois de iniciada a história ( após uma hora de filme), prende bem a atenção. Achei triste o final, por ser totalmente realista. Se esquecermos nossa história, estaremos condenados a repeti-la. A lenda urbana da perna foi muito bizarro.
História fraca, sem pé nem cabeça, sem graça, enfim, pura perda de tempo, a impressão que dá é que não quiseram se esforçar pra criar a narrativa, feito de qualquer jeito...
"O Agente Secreto" dirigido por Kleber Mendonça Filho, mergulha de forma intensa no contexto da ditadura militar no Brasil, utilizando a história de Marcelo, interpretado por Wagner Moura, como um retrato da paranoia e da vigilância que permeavam o período. A escolha de ambientar a trama no Recife durante o Carnaval, contrasta poderosamente com a opressão do regime militar. É explorado de maneira habilidosa, refletindo a luta individual contra um sistema opressor, mesmo quando o cenário parece festivo.
A construção da tensão é um dos pontos altos do longa, com o diretor conseguindo estabelecer uma atmosfera de suspense que se sustenta ao longo da narrativa. A escolha de não recair em explosões e grandes reviravoltas é uma abordagem ousada, que prioriza a sensação de vigilância constante. Essa decisão confere ao filme um caráter mais psicológico, que faz o público sentir o peso da observação e da desconfiança que os personagens enfrentam, indo além dos aspectos visuais do terror.
A longa duração do filme pode ser um desafio. Com quase três horas, o ritmo é deliberadamente lento, o que pode criar uma sensação de arrasto em certos momentos. A paciência exigida nem sempre é compensada com desenvolvimento suficiente nos arcos dos personagens, que ficam em algumas situações sob a sombra da repetição.
"O Agente Secreto" é um filme que se destaca pela sua habilidosa construção da tensão e pela abordagem inovadora que traz ao gênero do thriller político. No entanto, a combinação de ritmo lento e elementos de realismo fantástico poderia ter sido melhor equilibrada. A obra, sem dúvida, provoca reflexões sobre os impactos da repressão e a luta pela liberdade.
Agente Secreto é o filme brasileiro do ano, e é quase uma “vira-lata” dizer que ele parece uma obra experimental vinda de algum país da Europa — ainda que carregue muito calor e uma fotografia quente. O filme fala sobre memória e linhagem, com uma cronologia que, à primeira vista, é confusa, mas vai ganhando forma, como uma memória.
Engrandecido por um elenco de apoio repleto de personagens secundários espetaculares e por uma boa atuação de Wagner Moura — não digna de Oscar —, o longa brilha. Apesar da edição sempre chamativa, o filme pesa um pouco com o decorrer do tempo; há pequenas barrigas que, no entanto, não desmontam a obra como um todo, que se distingue muito bem em vários atos, com uma ambientação fenomenal e um design de produção único e autoral.
Agente Secreto toma diversas decisões criativas ao longo de sua narrativa que podem incomodar: uma morte não mostrada, o curta do “pé assassino”, o ato final, entre outras. De fato, algumas não funcionam tão bem sem contexto, e o filme talvez seja “brasileiro demais” para o Oscar — mas isso apenas o engrandece.
O Agente Secreto é um filme com uma filmagem muito boa e uma produção muito bem feita. O trabalho visual chama bastante atenção.
Porém, achei o filme bem parado e um pouco comprido. A história demora para acontecer e, em alguns momentos, senti que poderia ter sido mais envolvente.
Apesar da qualidade técnica, não conseguiu me prender tanto.
O filme é muito bom, mas é uma metáfora e se não conseguir enxergar isso ou entender o contexto da época que ele narra, vai ficar com a sensação de que ficaram pontas soltas, eu achei muito bom, porém um pouco cansativo.
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