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    The Mandalorian: Crítica da 1ª temporada da série do Disney+
    Por Vitória Pratini — 16 de nov. de 2020 às 18:26
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    Baby Yoda rouba a cena em série de Star Wars estrelada por Pedro Pascal (Narcos, Game of Thrones).

    Nota: 5,0 / 5,0

    Baby Yoda e The Mandalorian estão na boca do povo. A excelente série estrelada por Pedro Pascal (NarcosMulher-Maravilha 1984) é capaz até de entrar no top 2 de melhores filmes da franquia Star Wars logo atrás de O Império Contra-ataca — isso se The Mandalorian fosse um longa-metragem, é claro. A série do Disney+ chega ao Brasil no próximo dia 17 de novembro, com uma prévia de dois episódios na TV Globo na Tela Quente desta segunda-feira (16).

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    Quando a Disney comprou a Lucasfilm lá em 2012, planejou uma nova trilogia da saga Star Wars. Porém, os planos foram além dos filmes estrelados por Rey (Daisy Ridley), Finn (John Boyega) e Poe (Oscar Isaac), com os retornos dos personagens clássicos Luke (Mark Hamill), Leia (Carrie Fisher) e Han (Harrison Ford). No final de 2019, lançou primeira série live-action da franquia. Aparentemente, sem personagens conhecidos (fora os ocasionais Stormtroopers) e sem Jedi. O resultado foi a muito bem sucedida The Mandalorian.

    Ambientada entre O Retorno de Jedi e O Despertar da Força, cinco anos após a queda do Império e 25 anos antes da ascensão da Primeira Ordem, a produção acompanha uma galária sem lei. Terra de ninguém, caótica, e repleta de caçadores de recompensa como o misterioso mandaloriano vivido por Pascal.

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    Baby Yoda rouba a cena na série
    Lucasfilm

    Com episódios praticamente independentes entre si, sempre com uma nova missão ou aventura para o "herói", a trama traz um pano de fundo: Mando (como é carinhosamente apelidado antes de seu nome verdadeiro ser revelado) precisa proteger uma criatura pequena e verde. "The Child" (A Criança, na tradução) é o famoso Baby Yoda — uma personagem fofa e adorável que rouba a cena em cada episódio (a ponto de querermos voltar para assistir à sequência novamente!). Mas se engana quem acha que ele é o Mestre Yoda de Star Wars, eles são somente da mesma espécie desconhecida.

    A real jogada de mestre do criador Jon Favreau (Homem de FerroO Rei Leão) e da equipe do Disney+ foi esconder a existência do Baby Yoda até a estreia do primeiro episódio nos Estados Unidos. Enquanto os espectadores do Brasil não terão essa surpresa, é de se admirar que The Mandalorian tenha sido capaz de criar um personagem que já se tornou amado mundialmente e que teve o Funko mais vendido de todos os tempos. A presença do Baby Yoda e o mistério em relação a sua existência (e porquê ele é caçado) dão à série uma possibilidade de expansão ainda maior, com muitas teorias, além de popularidade praticamente garantida.

    The Mandalorian retorna às origens de Star Wars com aventura espacial

    O principal mérito de The Mandalorian é retornar às origens, àquela inocência da franquia. Sim, o protagonista é um caçador de recompensas e apresenta sua cota de violência, mas isso não quer dizer que a produção não traga um quê de nostalgia e ingenuidade. A série é, antes de tudo, uma aventura espacial, no melhor sentido da expressão. Somado a uma pitada do melhor dos clássicos filmes de faroeste, com direito a várias referências para os fãs mais assíduos de Star Wars. Tudo isso muito bem envelopado por Jon Favreau. 

    A série original do Disney+ também traz aspectos técnicos excelentes — que lhe garantiram sete estatuetas do Emmy. Desde efeitos visuais, música, efeitos sonoros, fotografia, designer de produção, enquadramentos até cenas de ação deslumbrante, a produção sem dúvidas tem qualidade de cinema. Entre os diretores que deram vida ao seriado estão os ótimos Taika WaititiBryce Dallas HowardRick Famuyiwa e Deborah Chow.

    Pedro Pascal brilha mesmo sem mostrar o rosto
    Lucasfilm

    Outro ponto positivo da produção são as atuações. Pedro Pascal já tinha mostrado seu talento em Game of Thrones e Narcos, mas realmente se supera em The Mandalorian. Mesmo sem mostrar o rosto (já que os mandalorianos não retiram o capacete na presença de ninguém), o ator usa e abusa de sua linguagem corporal (dentro do possível em uma armadura) para entregar uma performance emotiva.

    Ainda que focado em Mando e no Baby Yoda, a série também investe em suas participações especiais ao longo dos episódios. A Cara Dune de Gina Carano é destemida; o desonesto Greef Carga do veterano Carl Weathers traz um ar de artimanha no estilo Han Solo; enquanto a sabedoria fica por conta do Ugnaught de Nick Nolte. Do lado dos antagonistas, temos o cineasta Werner Herzog, excelente e imprevisível como O Cliente, e o sempre talentoso Giancarlo Esposito como o ex-governador Imperial Moff Gideon. Até mesmo o diretor Taika Waititi faz parte de um alívio cômico como a voz do dróide IG-11.

    The Mandalorian: Boba Fett vai aparecer na 2ª temporada

    Misturando a fofura de Baby Yoda, aventura de tirar o fôlego, uma trama envolvente e ótimas performances, The Mandalorian entrega o pacote completo que fez de Star Wars um fenômeno mundial. Ainda que Mando não saiba nada sobre os Jedi e (talvez) a Força, vai ser empolgante vê-lo descobrir.

    A primeira temporada da série estreia no Disney+ no dia 17 de novembro, junto com os três primeiros episódios de seu segundo ano.

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