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    "Johnny Depp é muito superestimado", diz ator de Succession que recusou papel em Piratas do Caribe
    Por Lucas Leone — 1 de nov. de 2021 às 22:45

    Além de criticar o intérprete de Jack Sparrow, Brian Cox não poupou colegas de Hollywood como Quentin Tarantino e Steven Seagal.

    Após um hiato de dois anos, Succession retornou para sua 3ª temporada no dia 17 de outubro. Exibida semanalmente pela HBO Max, a nova trama da família Roy conta com reviravoltas emocionantes, além de uma verdadeira guerra civil entre os herdeiros de Logan (Brian Cox). Kendall (Jeremy Strong) foi banido do clã após trair e expor publicamente as atrocidades cometidas pela empresa do pai, mas a máquina executiva parece ainda mais implacável e indestrutível do que antes.

    Assim como seu personagem, Cox é conhecido por não ter papas na língua quando se trata de expressar sua opinião. A polêmica da vez está relacionada ao seu livro autobiográfico Putting the Rabbit in the Hat, que chegou ao Reino Unido na última quinta-feira (28). Em trechos divulgados com exclusividade pelo site USA Today, o ator escocês não hesita em comentar sobre seus colegas de Hollywood – nem sempre de forma positiva. Entre seus alvos encontram-se Johnny Depp, Quentin Tarantino e Steven Seagal.

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    Primeiro a interpretar o serial killer Hannibal Lecter no cinema – mais precisamente no filme Caçador de Assassinos –, Cox escreve que recusou o papel do Governador na franquia Piratas do Caribe, passando a bola para Jonathan Pryce. Ele diz que até poderia ter ganhado bastante dinheiro, mas que seria desagradável trabalhar no longa pois o considera "um show solo de Johnny Depp como Jack Sparrow". Ainda definiu o astro de filmes de Tim Burton como "muito exagerado e muito superestimado".

    Cox vai além e cita Edward Mãos de Tesoura, que lançou Depp ao estrelato. "Vamos ser sinceros: se você chega no set com aquelas próteses nas mãos e uma maquiagem pálida, cheia de cicatrizes, no rosto, não precisa fazer mais nada. E ele não fez. E em seguida, fez menos ainda", discorre Cox. "Mesmo assim, as pessoas o amam. Ou costumavam amá-lo", acrescenta, referindo-se às acusações de agressão feitas por sua ex-esposa Amber Heard.

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    Em relação a Tarantino, o ator de Succession encara seus projetos como "meretrícios": "É tudo superfície. Ele usa mecânicas de plot no lugar da profundidade. Estilo onde deveria haver substância." Cox afirma, inclusive, que abandonou Pulp Fiction no meio da sessão.

    Apesar disso, ele escreve que participaria, sim, de uma das produções de Tarantino se recebesse uma proposta, ressaltando que assistiu a tudo de Era uma Vez em… Hollywood. "Não foi tão ruim quanto eu temia, mas também não foi bom o suficiente para me converter", diz.

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    Já sobre Seagal, com quem contracenou no filme Glimmer Man: O Homem das Sombras, Cox escreve que ele é "tão ridículo na vida real quanto parece na tela". E dispara: "Ele irradia uma serenidade estudada, como se estivesse em um plano superior ao resto de nós. Embora ele certamente esteja em um plano diferente, provavelmente não é um plano superior".

    "Ele sofre da síndrome de Donald Trump, isto é, de achar que é mais capaz e talentoso do que realmente é, esquecendo o fato de que um exército de pessoas é necessário para que essa ilusão acontença", completa Cox.

    Vale pontuar que não só de hate vive seu livro de memórias. O trecho revelado pelo USA Today contém alguns elogios distribuídos pelo ator. "Simplesmente um dos melhores diretores com quem já trabalhei", assim Cox classifica Spike Lee, que lhe dirigiu em A Última Noite. Quanto ao falecido ator Alan Rickman, Cox declara ser "um dos homens mais doces, gentis, legais e inteligentes que já conheci".

    Putting the Rabbit in the Hat chega aos EUA em janeiro de 2022. Ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

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