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    Esqueça 365 Dias e 365 Dias: Hoje na Netflix: Este thriller erótico mostra como é que se faz
    14 de mai. de 2022 às 17:01
    Nathalia Jesus
    Nathalia Jesus
    -Redatora e crítica
    Apaixonada por filmes e séries (principalmente sul-coreanos), a redatora é uma contadora de histórias no mundo do entretenimento. No AdoroCinema, ela acompanha os principais lançamentos, premiações, festivais e solta o verbo em discussões relacionadas à diversidade e inclusão na sétima arte.

    A sequência de filmes da Netflix foi massacrada pela crítica devido à ausência de história.

    Quase dois anos se passaram desde que 365 Dias se tornou um dos maiores sucessos da história da Netflix. A imprensa especializada massacrou a produção polonesa com elementos pornográficos (o filme tem um notável 0% de críticas positivas no Rotten Tomatoes), mas os números de audiência estavam altos — e, por isso, não surpreendeu ninguém que a gigante do streaming logo encomendou a continuação.

    No entanto, o sucesso comprova que o jogo de amor tóxico-questionável está no gosto do público: a sequência 365 Dias: Hoje, que está disponível há alguns dias, liderou as paradas da Netflix de imediato e, no mesmo fôlego, também ajudou o antecessor a retornar ao Top 10. Então, realmente parece haver um público para esse subgênero conhecido como “soft porn”.

    Mas, se você está realmente procurando por erotismo formigante e talvez uma história emocionante com personagens bem desenvolvidos, você não encontrará nenhum deles aqui. Nos últimos anos, vários filmes mostraram que ambos são bastante compatíveis entre si, mas esse é diferente!

    Rainha de Copas: Filme de qualidade, apesar do soft porn

    Os dois filmes 365 Dias não são apenas sem amor entre os protagonistas e completamente livres de tensão sexual e de conteúdo, mas também são extremamente preocupantes. Por outro lado, o filme Rainha de Copas cumpre tudo o que a atração da Netflix não foi capaz.

    Em Rainha de Copas, a diretora e roteirista May el-Toukhy conta a história de um amor proibido entre Anne (Trine Dyrholm), uma advogada do direito das crianças e adolescentes, e seu enteado Gustav, interpretado por Gustav Lindh, ator do recente O Homem do Norte.

    O fato de Rainha de Copas ser muito mais do que apenas a versão do Oscar de vídeo sexual se deve principalmente à cineasta May el-Toukhy, que conta principalmente um drama de personagem, uma história de duas pessoas cujos medos e esperanças, desejos e necessidades sempre existem, são compreensíveis e levam a uma luta amarga, especialmente dentro de si mesmos. E não importa se é suspense, drama ou erotismo: tudo isso só funciona se a história e seus personagens forem críveis e convidarem você a entrar na emoção.

    O filme pode ser encontrado no catálogo do Looke e, se quiser ter um gostinho antes de assistir, a crítica do AdoroCinema deu 4,5 estrelas (quase a nota máxima). Por isso, fica aqui um vislumbre do texto: “Não só o desfecho, como todo o desenvolvimento do filme, é um convite à reflexão dos nossos códigos morais, da nossa disponibilidade em quebrá-los quando se torna conveniente e dos efeitos gerados naqueles que nos cercam.”

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