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    Visibilidade Lésbica: A Criada, Rafiki, Bessie e outros filmes com casais lésbicos não-brancos
    25 de ago. de 2021 às 22:00
    Nathalia Jesus
    Nathalia Jesus
    -Redatora e crítica
    Especialista quando se trata de filmes que abordam o amor plural, principalmente entre duas mulheres. Com uma lista gigante de recomendações (para todo o tipo de recorte) e produções LGBTQ+ já assistidas, ela considera precioso cada minuto que passou em frente às telas prestigiando tais romances.

    Interseccionalidade é tão importante quanto representatividade na sétima arte!

    Estamos no mês do orgulho e da visibilidade lésbica e, além da importância de discutirmos sobre a representatividade desta comunidade na sétima arte, também temos que pensar na questão de maneira mais profunda através da interseccionalidade. É impossível falar sobre diversidade sem considerar que, até mesmo em conteúdos LGBTQIA+, o protagonismo branco reina — e isso é uma regra, não uma exceção.

    É importante que mulheres homossexuais consigam se entender como parte da sociedade através da representação de si mesmas nas telas e nos espaços públicos. Porém, dentro deste grupo, há outras ramificações divididas em classe social, raça e etnia, que garantem vivências que (geralmente) a branquitude desconhece em seu cotidiano.

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    Considerando que lésbicas negras, marrons e amarelas também existem e merecem seu espaço de destaque, tanto para o romance quanto para suas experiências na sociedade, o AdoroCinema separou uma seleção de filmes com casais não-brancos para prestigiar a pluralidade do amor entre mulheres nas telonas de cinema.

    Hearts Beat Loud

    Hearts Beat Loud é uma história de amor lésbico em paralelo com uma linda relação entre pai e filha, ambientada no bairro badalado de Red Hook, no Brooklyn. No filme, Frank (Nick Offerman), pai solteiro e dono de uma loja de discos, se prepara para mandar a jovem Sam (Kiersey Clemons) para a faculdade. Motivado pelo desejo de permanecer conectado à ela por meio de suas paixões musicais compartilhadas, o homem a transforma em um grande sucesso na Internet e nas rádios — contra a vontade dela. Enquanto tenta entender o coração do pai, Sam vive momentos intensos e românticos com Rose (Sasha Lane), sua nova namorada.

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    Rafiki

    Em Rafiki, Kena (Samantha Mugatsia) e Ziki (Sheila Munyiva) são duas jovens que se apaixonam e vivem um romance intenso em meio à rivalidade política entre suas famílias. Lutando em busca do amor e do alcance de seus sonhos profissionais, elas enfrentam uma sociedade conservadora em Uganda enquanto tentam não perder a si mesmas.

    Livrando a Cara

    Escrito e dirigido por Alice WuLivrando a Cara (Saving Face, no original) narra a nova rotina de Wil (Michelle Krusiec), uma cirurgiã lésbica de origem chinesa, que recebe a mãe Ma (Joan Chen) em seu apartamento — sem saber que ela veio para ficar. Expulsa do Queens pelo pai, Ma só poderá ter o apoio paterno se arranjar um marido. Em paralelo, Wil tenta manter seu romance secreto com a dançarina Vivian Shing (Lynn Chen), que vai contra todas as convenções culturais de sua família.

    Pariah

    Em Pariah, Alike (Adepero Oduye) tem 17 anos e nunca foi beijada — e sonha em viver este momento com uma garota. Lésbica convicta e orgulhosa, ela se assumiu para o mundo, mas ainda não conseguiu contar sobre sua sexualidade para a família. Apresentando uma história legítima e de fácil identificação para mulheres homossexuais, o filme mostra o desenrolar de uma experiência que, infelizmente, pode resultar em incertezas de amizades, desgosto da família e o melhor: a liberdade de ser quem é.

    A Criada

    Park Chan Wook é um dos diretores coreanos mais notáveis do mundo, responsável por clássicos como Old BoyLady Vingança e A Criada. O enredo repleto de reviravoltas se passa na Coreia dos anos 1930, no período de ocupação japonesa, e acompanha a saga de Sookhee (Kim Tae Ri), uma mulher contratada como criada da herdeira Lady Hideko (Kim Min Hee), que vive uma vida isolada em uma grande propriedade rural com seu tio.

    No entanto, o que a jovem rica não esperava é que Soohkee é uma vigarista, contratada por um falso conde japonês que pretende seduzí-la, roubar sua fortuna e largá-la em um hospício. O plano parece prosseguir de acordo com o planejado até Sookee e Hideko descobrirem alguns sentimentos inesperados entre as duas.

    Bessie

    Protagonizado por Queen LatifahBessie é um longa-metragem ideal para quem ama presenciar o amor entre mulheres e, também, aprecia a história dos musicistas negros mais influentes da história. Bessie Smith foi um sucesso de vaudeville na década de 1920, bem-sucedida o suficiente para ter sua própria turnê e para inspirar Nina Simone e Billie Holliday. Vivenciando a dura experiência de ser uma artista negra em uma indústria de produtores brancos, ela resiste, enquanto vive uma história de amor com outra mulher.

    Stud Life

    Em Stud Life, JJ (interpretada por T’Nia Miller, de A Maldição da Mansão Bly e Sex Education) é uma lésbica desfeminilizada. Junto com seu melhor amigo Seb (Kyle Treslove), ela trabalha como fotógrafa de casamentos e conhece uma mulher apaixonante e intensa, que faz seu mundo virar ao avesso.

    Yes or No

    Na trilogia tailandesa Yes or No, Pie (Sushar Manaying) é uma doce menina que se muda para um novo dormitório da faculdade e divide espaço com a colega de quarto, Kim (Supanart Jittaleela). À medida que sua amizade entre elas se desenvolve, Pie e Kim começam a se perguntar se o sentimento que têm uma pela outra é apenas uma amizade comum ou amor verdadeiro.

    Circunstância

    No enredo de Circunstância, acompanhamos duas adolescentes iranianas: Atafeh (Nikohl Boosheri) e Shireen (Sarah Kazemy). Apaixonadas e vivendo fantasias de liberdade em lojas clandestinas, festas secretas e um mundo novo nas proximidades de Dubai, elas mantêm o romance escondido. No entanto, o amor entre as duas corre perigo quando as famílias fundamentalistas religiosas ameaçam o relacionamento.

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    Comentários
    • Thiago Soares Mota
      A Criada é um filmaço...
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