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    Cruella: Por que filme da Disney com Emma Stone se passa na década de 70?
    Por Nathalia Jesus — 9 de jun. de 2021 às 17:05

    Estrelado por Emma Stone e Emma Thompson, o longa-metragem tem referências ao movimento punk rock na Inglaterra em 1970.

    A MATÉRIA CONTÉM SPOILERS!

    Cruella chegou aos cinemas e ao catálogo da Disney+ com Premier Access no dia 28 de maio. Repleto de easter-eggs de 101 Dálmatas e conexões com o universo da Disney — incluindo homenagem a Cameron Boyce, ator de Descendentes, o filme é estrelado por Emma Stone e Emma Thompson, que interpretam rivais no mundo da moda.

    O filme acompanha a história de Estella, uma jovem que sofre uma tragédia pessoal e se une a dois ladrões para garantir sua sobrevivência. Tentando fazer seu nome na moda, ela consegue um emprego em uma das lojas de roupas mais badaladas do país e acaba impressionando a Baronesa Von Hellman, um dos nomes mais influentes da indústria têxtil. Ao descobrir o lado obscuro da moda, Estella vê a necessidade de se tornar uma versão mais forte de si mesma e cria o seu alter ego vilanesco chamado Cruella.

    Cruella
    Cruella
    Data de lançamento 27 de maio de 2021 | 2h 14min
    Criador(es): Craig Gillespie
    Com Emma Stone, Emma Thompson, Paul Walter Hauser, Emily Beecham, Joel Fry
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    4,3
    Adorocinema
    3,5
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    O longa-metragem se passa na Londres da década de 1970 e abraça a obsessão por status social naquele período. A classe é um tema importante no filme quando a empobrecida e maltratada Cruella enfrenta a Baronesa, uma integrante da nobreza inglesa. Para entender melhor o cenário e, principalmente, o motivo da produção ser ambientada nos anos 70, continue por aqui. Vale relembrar mais uma vez que a matéria tem spoilers, leia apenas se não se importar com isso!

    Conflito de classes em Cruella

    Desde o início, Cruella estabelece um conflito entre ricos e pobres. Estella fica órfã após a morte de sua mãe adotiva. Posteriormente, ela descobre que é filha da Baronesa, que tentou se livrar dela na infância, impedindo qualquer problema futuro à sua fama e fortuna — e, consequentemente, tirando as chances de Cruella ter uma vida confortável.

    Quando Catherine (Emily Beecham), mãe adotiva de Estella, pede ajuda financeira à Baronesa, ela é morta. A própria cena estabelece um contraste visual entre ricos e pobres, porque enquanto elas conversam silenciosamente afastadas da grande festa promovida por Von Hellman, a rica mulher tenta evitar a vergonha de reconhecer publicamente sua filha.

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    Com a morte da matriarca, Cruella foge para Londres, onde é forçada a viver na rua e passa a cometer crimes para sobreviver, tornando-se um dos milhões de londrinos de classe baixa desprezados pelos ricos empresários e socialites da cidade. Além disso, a frustração com o sistema de classes da Grã-Bretanha começa quando ela é contratada em uma loja de departamentos de luxo, Liberty, em que suas aspirações de se tornar uma estilista famosa são rapidamente destruídas.

    Assim, seu primeiro pequeno mas notável ato de revolta contra a burguesia foi destruir a vitrine da loja e criar um visual aparentemente vandalizado — embora muito estiloso. O vestido confeccionado por ela era feito com materiais baratos, ao contrário de todo o luxo de tecidos caros da Liberty. Sua atitude foi compatível ao movimento punk, que se tornou forte na Inglaterra nos anos 1970. Impulsionado pelo período de Situacionismo e ideais anarquistas, grande parte das bandas de punk eram formadas por pessoas pobres que não se sentiam amparadas pelo governo.

    Estilo punk rock efervescente na década de 70

    Com seus vestidos elegantes e atitude elitista, a Baronesa incorpora os escalões superiores da sociedade britânica. Isso significa que ela faz parte de um grupo exclusivo o qual não importa o quanto Cruella trabalhe, pois ela jamais viverá tal padrão de vida.

    Por isso, Cruella abraça uma atitude de quem quebra regras e luta contra o inacessível. Adotando estilos e atitudes dos principais ícones do punk rock nos anos 1970, a protagonista se envolve em comportamentos ilegais, participa de campanhas publicitárias espalhafatosas e realiza shows gratuitos com cenários underground.

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    Como Cruella não recebia convites para expor seu trabalho em desfiles de moda, ela começou a invadir festas e se rebelar para garantir que tenha controle sobre algo, garantindo recursos o suficiente para se tornar a verdadeira rival de uma mulher tão rica quanto a baronesa. Assim, a anti-heroína apresenta aspectos muito claros da efervescência punk rock na Inglaterra setentista, fazendo com que a década seja indispensável para contar a história da vilã.

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