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    5 filmes franceses que devem ser vistos pelo menos uma vez na vida
    Por Lucas Leone — 30 de abr de 2021 às 21:00

    De clássicos da Nouvelle Vague a sucessos recentes como Retrato de uma Jovem em Chamas, o Telecine reúne em seu catálogo o melhor do cinema feito na França.

    O ano era 1902, e George Méliès lançou o primeiro filme de ficção científica da História. Com o curta Viagem à Lua, o diretor se tornou pioneiro do cinema e chocou o público ao apresentar efeitos visuais e técnicos inovadores. Cerca de 60 anos depois, Agnès Varda mostrou toda a sua genialidade ao inaugurar o movimento cinematográfico conhecido como Nouvelle Vague. Contemporânea de Truffaut e Godard, a cineasta ficou marcada por seu trabalho politicamente engajado.

    Já sabe de que país se trata? Se não souber, aqui vai outra dica: você se emocionou com a dupla de atores Omar Sy e François Cluzet em uma produção falada na língua desse país. Será que você se lembrou de Intocáveis? A história de Philippe, um homem rico que fica tetraplégico, e Driss, seu novo e complicado assistente, não só bateu um milhão de espectadores no Brasil, como se tornou o longa mais visto do tal país no mundo.

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    Você já deve ter acertado. Trata-se da França, país onde a sétima arte nasceu e que já provou sua versatilidade nas telonas inúmeras vezes. Entre clássicos, cult, comédias e dramas, o cinema francês se revela um território vasto e belíssimo, que merece ser explorado.

    Para te ajudar, o AdoroCinema separou 5 filmes franceses que você deve ver pelo menos uma vez na vida. Assim como Viagem à Lua e Intocáveis, todos estão disponíveis no catálogo do Telecine. Vale destacar que novos assinantes da plataforma ganham os primeiros 30 dias de acesso gratuito.

    A FAMÍLIA BÉLIER

    A Família Bélier ilustra bem o amor dos franceses por comédia dramática. Com momentos de extrema sensibilidade e números musicais diferentes do estilo hollywoodiano, a trama segue Paula (Louane Emera), uma adolescente cujos pais e o irmão são surdos-mudos. A única que não compartilha da mesma condição, ela descobre ter talento para o canto, podendo integrar uma prestigiosa escola de música em Paris. Mas como abandonar seus familiares, que precisam dela para traduzir a língua de sinais no dia a dia?

    A comovente história recebeu 6 indicações ao César, a maior premiação do cinema francês. Além de concorrer a Melhor Filme e Melhor Roteiro Original, A Família Bélier rendeu à jovem Louane o prêmio de Melhor Atriz Revelação. E o sucesso não para por aí: em 2016, o longa teve seu remake confirmado em Hollywood, com estreia prevista para agosto de 2021.

    CLÉO DAS 5 ÀS 7

    Indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes, Cléo das 5 às 7 é considerado a obra-prima de Agnès Varda. O longa de 1962 marcou a Nouvelle Vague ao acompanhar os passos de Cléo (Corinne Marchand), uma cantora que vive um momento de angústia enquanto espera o resultado de um exame médico. O teste pode apontar se ela tem ou não câncer de mama. Em busca de distração, Cléo passa uma hora e meia perambulando pela cidade de Paris.

    Varda aproxima a duração do filme daquela que a protagonista vive em suas andanças – o que explica o título. Mesmo com orçamento reduzido, a diretora consegue captar, em tempo real, a efervescência da capital francesa, dando à narrativa melancólica um tom surpreendentemente alegre. Cléo das 5 às 7 ainda se destacou por abordar a questão do câncer de mama, que começou a ganhar visibilidade na época.

    CHOCOLATE

    Baseado em uma história real, Chocolate gira em torno do primeiro artista circense negro da França. Mais conhecido como Chocolate (Omar Sy), ele trabalha como "o canibal" em um pequeno circo do norte francês. Tudo muda quando é descoberto por George Footit (James Thierrée), palhaço que convida Chocolate para montar um dueto interracial. Juntos, eles fazem um sucesso avassalador na virada do século 19 para o século 20.

    O drama disputou cinco categorias no César – entre elas a de Melhor Ator para Omar, que, quatro anos antes, levara o troféu por Intocáveis. Não só pelas atuações, o filme também vale ser visto por sua crítica social. Afinal, Chocolate entrou para a História como o primeiro homem negro a interpretar Otelo, lendário personagem de Shakespeare, na França. Mas acabou escorraçado pelo público, que esbanjava seu racismo.

    RETRATO DE UMA JOVEM EM CHAMAS

    Indicado à Palma de Ouro em Cannes e vencedor de Melhor Roteiro, Retrato de uma Jovem em Chamas acompanha Marianne (Noémie Merlant), uma pintora que, na França do século 18, recebe a tarefa de retatar Héloïse (Adèle Haenel), uma misteriosa aristocrata que depende do tal quadro para conseguir um bom casamento. Sem que Héloïse saiba, Marianna passa os dias observando-a e as noites pintando-a. Mas, com o tempo, a artista se vê cada vez mais próxima de sua modelo, e a atração parece ser recíproca.

    Dirigido por Céline Sciamma, o filme de época mostra, de forma poética, o eterno conflito de viver um amor que desafia a moral da sociedade conservadora. Com um casal lésbico no centro e um elenco majoritariamente feminino, o longa também ganhou a Queer Palm em Cannes, marcando a primeira vitória de uma diretora na categoria que premia obras com temática LGBTQ+. Além disso, cravou 10 indicações ao César – entre elas a de Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Atriz (Noémie e Adèle).

    Vale lembrar que o catálogo do Telecine inclui outros dois títulos comandados por Céline Sciamma: Lírios D'água e Tomboy.

    OS INCOMPREENDIDOS

    Ao lado de Varda, François Truffaut se consagrou como um dos maiores representantes da Nouvelle Vague. Seu filme Os Incompreendidos segue Antoine (Jean-Pierre Léaud), um menino de 14 anos que se rebela contra o autoritarismo da escola e o desprezo da família. Em busca de atenção, ele decide faltar às aulas para ir ao cinema ou se divertir com os amigos. Até que começa a praticar pequenos crimes e acaba jogado em um reformatório.

    O longa rendeu a Truffaut o prêmio de Melhor Diretor em Cannes, além de ter sido indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original. Com fortes traços autobiográficos, a história reúne experiências vividas pelo cineasta entre a infância e a adolescência. O protagonista é, portanto, um alter ego do próprio Truffaut, que, depois de perder a avó aos 10 anos, teve de lidar com a rejeição da mãe e do pai adotivo. Ainda assim, conseguiu dar a volta por cima e deixar sua marca na história da sétima arte.

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    Esses e outros filmes franceses imperdíveis estão disponíveis no serviço de streaming do Telecine. Aproveite para ver e rever quando quiser.

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