Um resumo do cinema brasileiro em 2019!

Please, come to Brazil!

Nas palavras de Rodrigo Teixeira (produtor de A Vida Invisível), 2019 foi o ano do cinema brasileiro. Mesmo enfrentando diversas dificuldades no que diz questão ao financiamento, nossas produções nacionais conquistaram não apenas uma parte considerável do público e crítica internacional, como também angariou alguns dos prêmios mais importantes de festivais premiados ao redor do mundo.

Sabemos que 2020 já está embalando algumas obras bastante esperadas pelos espectadores, mas sempre há tempo para uma análise das coisas que passamos no ano anterior. Seja com um faroeste cercado de críticas sociais, uma comédia adolescente, um drama que reflete no machismo estrutural ou um futuro distópico, há muito o que falar sobre nosso cinema em 2019. Vamos lá?

PRESTÍGIO INTERNACIONAL 

Felizmente, há muito a ser dito quando o tema é o prestígio internacional do cinema brasileiro. Além da celebração da diversidade, refletida em obras como Bixa Travesty, que ganhou o Teddy no Festival de Cannes e abordou nuances do universo LGBTQIA+ com uma forte veia documental, outros dois filmes fizeram bastante sucesso em Cannes: Bacurau e A Vida Invisível

Na categoria de Prêmio do Júri, por exemplo, o faroeste de Kleber Mendonça FilhoJuliano Dornelles empatou com francês Les Misérables e saiu vencedor, o que deu uma força considerável para as exibições que pudessem acontecer fora do Brasil. Já o drama com Fernanda Montenegro se saiu vitorioso da mostra paralela Um Certo Olhar, a mais importante fora da competição primária — não à toa estes foram os dois filmes mais votados para representar o Brasil no Oscar 2020.

E já que estamos falando no Oscar, quem também merece destaque é o documentário Democracia em Vertigem, dirigido pela Petra Costa. Além de figurar em listas de destaque, como a do New York Times, o longa entrou na categoria de Melhor Documentário na premiação, mas acabou perdendo para Indústria Americana. Ainda assim, é uma conquista de peso!

ADAPTAÇÕES NÃO FALTAM

Seja baseando-se em histórias da vida real ou da cultura popular brasileira, nosso cinema rendeu adaptações dos mais variados tipos no ano de 2019, sendo a maioria delas muito bem recebida pelo público. Turma da Mônica - Laços, por exemplo, realizou o sonho de várias gerações ao transportar para as telonas os rostinhos de Cebolinha, Mônica, Magali e Cascão — dentre outros personagens. Com direção de Daniel Rezende, o longa já ganhou até uma sequência confirmada para o fim de 2020. 

O que também não faltou foi a encarnação de grandes astros da TV e da música, que tiveram suas jornadas transformadas em obras cinematográficas. Wilson Simonal ganhou uma retratação bastante fidedigna na pele de Fabrício Boliveira, Hebe Camargo virou filme (e série!) sob a atuação muito elogiada de Andrea Beltrão, e sobrou até pro tremendão Erasmo Carlos, que teve todo seu charme convertido por Chay Suede.

NOVOS EXPERIMENTOS

Os fãs do terror, por exemplo, puderam ter algumas gratas surpresas, como o filme Morto Não Fala, estrelado por Daniel Oliveira, contando a história de um Plantonista do necrotério que possui o dom paranormal de se comunicar com os mortos. Outra boa pedida para os espectadores assíduos do horror experimental é Mal Nosso, trazendo uma história que envolve desde assassinos em série da Deep Web até demônios e exorcismo. 

Dentro do campo da experimentação, o horror brasileiro apareceu mais uma vez, com O Clube dos Canibais que, como o próprio título já entrega, traz uma narrativa a respeito do canibalismo praticado como hobby por um clube de elite. 

Mas não foi apenas no terror que realizamos obras alternativas, já que o drama Divino Amor, estrelado por Dira Paes, mostra o Brasil em um futuro não tão alternativo assim, no qual a fidelidade conjugal e a religião se misturaram à tecnologia através de uma complexa teia, e a partir daí a temática é desenvolvida quando uma escrivã de um cartório responsável por "juntar" casais enfrenta uma crise.

RINDO À TOA

Como sempre, a comédia se marca presente no cinema brasileiro, e desta vez quebrando recordes. Minha Mãe é uma Peça 3, por exemplo, ultrapassou a cobiçada marca de filme detentor da maior bilheteria do cinema nacional até hoje, chegando recentemente aos R$150 milhões arrecadados em pouco mais de dois meses em exibição. Alô, Dona Hermínia!

Outro "terceiro capítulo" de sucesso foi De Pernas Pro Ar 3, novamente estrelando Ingrid Guimarães. O filme foi lançado aos cinemas na mesma época do fenômeno de Vingadores: Ultimato, o que acabou virando motivo de memes e piadas ao redor da internet, mas acabou saindo com uma boa recepção no final das contas. 

Mas não apenas de continuação vive a comédia brasileira. Em Socorro, Virei uma Garota!, Julio é um garoto tímido e invisível aos olhos das mulheres que deseja conquistar, até que ao ver uma estrela cadente ele deseja se tornar a pessoa mais popular da escola... só não contava que esta pessoa seria uma menina. O pior de tudo acontece quando ele descobre uma proximidade justamente com a garota que é apaixonado. A boa notícia é que o filme acabou de chegar na plataforma de streaming do Telecine e você pode conferir agora mesmo! Aproveite ainda para assinar a plataforma e conte com 7 dias grátis para curtir mais de 2000 filmes dos maiores estúdios de Hollywood.

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