Em nenhum lugar as guerras são travadas com tanta brutalidade quanto na África Ocidental. Muitos conhecem as imagens de crianças-soldado, civis mortos e atrocidades sistemáticas veiculadas nos noticiários – mas poucos filmes populares de fato mergulham nos horrores desses conflitos regionais. Uma exceção é o aclamado e perturbador Beasts of No Nation, disponível na Netflix.
Ele foi um dos primeiros originais da Netflix com qualidade para competir com as grandes produções de estúdio. Com um investimento de 12 milhões de dólares, é verdade que poucos filmes deixam uma marca tão indelével no cinema – e nem sempre pelos mesmos motivos. Este drama de guerra, sem dúvida, representou um ponto de virada.
Beasts of No Nation, conta a história do destino de um menino-soldado
Netflix
A trama acompanha o destino de Agu (Abraham Attah), um menino que cresce com a família em uma aldeia da África Ocidental. Após um golpe de estado, rebeldes e soldados do governo transformam sua comunidade em um campo de batalha. Sua mãe e irmãos desaparecem, o pai é morto a tiros, e Agu foge para a selva.
Traumatizado, ele vagueia até ser encontrado pelo exército rebelde do Comandante (Idris Elba) e seus soldados mirins. O grupo o recruta por meio de um ritual macabro. Junto do camarada Strika (Emmanuel Nii Adom Quaye), Agu experimenta toda a brutalidade da guerra – e também a comete.
Uma pesquisa que durou 7 anos
Segundo o Deadline, o diretor Cary Joji Fukunaga (de True Detective) passou sete anos trabalhando no roteiro, baseado no romance homônimo de Uzodinma Iweala. O site Creative Screenwriting relata que ele dedicou seis anos pesquisando a guerra civil em Serra Leoa antes de encontrar a obra de Iweala. O conflito, que assolou o país entre 1991 e 2002, teria inspirado a guerra fictícia do filme.
Aclamado pela crítica, Beasts of No Nation alcança 91% no Rotten Tomatoes. O Hollywood Reporter destacou: “[O filme] só consegue provocar diferentes graus de raiva, fúria, repulsa, pena e empatia — e esperança, se você for um otimista incorrigível.” Aqui no AdoroCinema, ele foi considerado um dos melhores da Netflix, com nota 4,0 de 5.
Você pode conferir a produção no catálogo da Netflix.