Notas dos Filmes
Meu AdoroCinema
    Réquiem para um Sonho
    Média
    4,5
    994 notas e 72 críticas
    distribuição de 72 críticas por nota
    28 críticas
    34 críticas
    3 críticas
    6 críticas
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    72 críticas do leitor

    Lucas Moraes
    Lucas Moraes

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    4,0
    Enviada em 25 de fevereiro de 2021
    Filme angustiante que te insere numa espécie de paranóia do início ao fim, seja pelo jogo das câmeras, seja pela trilha sonora ou pela própria história. Réquiem significa descanso, talvez o que vemos seja justamente os sonhos iniciais dos quatro personagens morrendo e se concretizando em pesadelos através das relações com as drogas, onde sempre se buscou a fuga da realidade.
    anônimo
    Um visitante
    5,0
    Enviada em 16 de fevereiro de 2021
    Ano 2000, o então jovem e desconhecido realizador Darren Aronofsky surpreende todos com um drama visceral chocante que pôs o dedo nas mais variados mazelas sociais americanas e não tirou. Como já era de se esperar do diretor, este filme que o colocou no mapa(e que é, na minha opinião, o seu melhor até hoje) não é para todos os gostos, aliás, prepare-se bem antes de vê-lo, porque algumas partes podem ser incomodas demais para alguns. Réquiem para um Sonho é uma viagem perturbadora pela mente de quatro personagens com vidas absolutamente trágicas, já destinados à indignidade. É um filme que fala sobre o potencial destrutivo de diferentes tipos de vício, como todos eles são fundamentados em nossas inseguranças, e nossa incapacidade em reconhecê-los. Também é um filme que fala sobre como as estruturas sociais, o sistema, é em si viciado, feito para penalizar os que menos tem, os que menos podem, não resolvendo seus problemas, mas os tratando com truculência ou suavidade excessivas, assim, agravando-os. Poderia discorrer sobre todos os significados do filme por milhares de caracteres, mas seria uma injustiça esquecer de mencionar as atuações fantásticas de basicamente todo o elenco e a edição brilhante. Ellen Burstyn em uma atuação devastadora, uma das melhores que já vi, ela captura a essência de sua personagem de uma forma realmente tocante. Jared Leto também não fica muito atrás, encorporando o espírito problemático de Harry com muita verdade. Jennifer Connelly claro excelente como sempre. E até Marlon Wayans entrega uma interpretação intensa. Enfim, Réquiem é um drama psicológico de se tirar o chapel, poucos filmes dão seu recado de forma tão incisiva, inteligente, e original quanto este.
    Juliana Larissa
    Juliana Larissa

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    5,0
    Enviada em 5 de janeiro de 2021
    Que baita agonia foi assistir esse filme, um verdadeiro soco no estômago!
    Achei um excelente filme (apesar de alguns momentos serem cansativos, porém relata a vida de viciados e não tem como não ser uma vida repetitiva). Ótimas atuações e uma trilha sonora de afligir mais ainda...
    Proerd nunca errou!
    kad sofia
    kad sofia

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    3,5
    Enviada em 19 de setembro de 2020
    Darren Aronofsky migra de Pi para Requiem For a Dream se aproveitando da popularidade do primeiro filme. Ao invés da abordagem individual de apenas um personagem, agora teremos o acompanhamento de quatro, todos feitos com um forte teor crítico e social e não niilista, abstrato e metafórico como feito em Mother!, o trabalho mais recente do diretor. Ao contrário do filme de 2015, onde os personagens são apenas metáforas que giram em torno de si mesmos, Requiem For a Dream tem personagens que fazem parte de um sistema maior do que eles mesmos, onde eles sentem na pele as piores conseqüências que esse mundo pode gerar.

    Requiem For a Dream é um filme muito mais fácil de interpretar comparado com outras obras de Aronofsky, como Noé e Fonte da Vida que abordam misticismo, religiosidade e espiritualismo, cuja linguagem poética dos elementos e das ações cria uma barreira entre o telespectador e o real significado desses elementos. Nesse caso, Aronofsky tenta tornar a interpretação do filme algo o mais acessível possível, mas não de forma óbvia e mastigada, mas através do espanto e da perturbação, seja com o objetivo de expor a importância do tema do filme (abuso das drogas), seja como oposição à linguagem metafórica usada no primeiro trabalho.

    Darren Aronofsky é conhecido pelo seu ativismo ambientalista, algo que não é escondido em trabalhos como Noé, história da bíblia que já aborda a relação entre Deus, o homem e a natureza, Mother! e The Fountain. Nessas obras, há a preferência aos planos abertos e longos minutos de filmagem para retratar o meio ambiente e todos os seus elementos, em oposição ao plano detalhe com o foco maior no ser humano, onde esse estilo de plano é utilizado para representar a pupila dos olhos dos personagens se contraindo ao usar a droga e ao mostrar a própria substância entrando nas veias. Apenas comparando o tipo de plano utilizado em cada situação, é possível perceber a oposição que existe entre a vida natural no meio ambiente, em contato com a criação de Deus, com a vida urbana na cidade com o consumo de drogas e produtos farmacêuticos.

    A crítica a mídia televisiva e a indústria farmacêutica não são apenas postas como oposição ao meio natural, mas como formar de ligação entre as gerações de Harry e Sara, mesmo que ambas estejam distantes. A geração de jovens e adultos, pais e filhos, está distantes uma da outra na sociedade moderna. A única coisa que rompe o isolamento entre pais e filhos, jovens e adultos é o abuso das drogas e dos remédios. Harry pouco visita sua mãe (são poucas as cenas onde ambos estão juntos), Marion tem problemas com os pais e Tyrone tem lembranças curtas e apagadas da própria mãe. O jovem não é mais a figura de transformação da sociedade, que contesta os valores dos pais, avós e da sociedade, de modo geral, mas apenas uma figura solitária que vivencia os mesmo problemas, os mesmos traumas em um mesmo sistema, estando expostas as mesmas conseqüências trágicas.

    O indivíduo é um ser sozinho no mundo moderno. Isso é um fato que se estendeu nos últimos anos, mas que no filme de 2000 já era algo previsto, isso por que o sofrimento de cada personagem é contado de forma individual, de forma que, no ápice do tormento psicológico, Harry, Sara, Marion e Tyrone estão em lugares distintos e em situações distintas, mesmo que havendo fatores em comum que ligam a trajetória de cada um. O movimento de câmera transitando entre o ápice de cada personagem de forma ritmado, com uma música tenebrosa de fundo, cria um efeito de perturbação no telespectador que só é possível através da união de cada cena, algo que, se mostrado de forma individual, teria um efeito bem menor.
    Homem e tempo são partes de uma coisa única. A transição entre verão, outono e inverno flui em conjunto com a decadência dos personagens, dando a idéia que de o ser humano é fraco e vulnerável aos fatores externos e ao tempo. A simbologia das estações do ano como o ciclo de vida do ser humano remete a uma pequena esperança sabendo que, depois do inverno, vem a primavera, porém a idéia do filme é se encerrar no inverno para acompanhar a obscuridade e o lado sombrio da trama.

    O sonho americano, que prometeu qualidade de vida, bons empregos e saúde para os americanos durante o século XX, é tratado do ponto de vista niilista de Darren Aronofsky. A prosperidade dá lugar a falta de estrutura, como foi dito por Sara quando ela estava delirando com a imagem do Tappy zombando de sua casa. A saúde dá lugar ao vício aos remédios, um dos principais pilares da sociedade moderna capitalista, onde o consumo de farmacêuticos para problemas e doenças como depressão e ansiedade é cada vez mais comum. No fim de tudo, o sonho americano não passa de um sonho.
    LaraFurini
    LaraFurini

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    5,0
    Enviada em 17 de junho de 2020
    Acabo de terminar de assistir o filme “Réquiem para um sonho” e eu sei que me faltarão palavras para descrever tal obra. Me interessei por tal longa devido ao fato de já ter lido um livro de mesmo nome e, consequentemente, saber o interessante significado dessa peculiar palavra.
    É simplesmente fenomenal, ao ponto de fazer você se sentir na ponta de uma faca. Não chorei ao vê-lo, devido ao estado de choque em que me encontrava.
    spoiler:


    Eu via tudo desmoronando para os personagens e era incapaz de conter o meu desespero. Minha vontade primitiva era de gritar ou chorar ou permanecer quieta com os olhos vidrados na tela, que foi o que eu fiz. Harry, ao perder o seu sonho, me fez perder todas as minhas ínfimas esperanças de que algo pudesse ocorrer bem no final do filme. Sua vivacidade no começo do filme vai se esvaindo de seu corpo gradualmente e o telespectador, obviamente, não pode fazer nada à respeito, o que é extremamente angustiante. Tyrion, ao perder sua liberdade, me fez querer derreter sobre o sofá e desaparecer. Suas lembranças de sua mãe são tão pequeninas e singelas, mas tão tocantes, que nos fazem pensar e pensar e pensar em como sua vida simplesmente ruiu. Marion, com a sua sede por mais, me fez desintegrar assim como as letras no início do filme. Seu caminho e onde chegou me fazem querer entrar dentro do filme, pegar sua mão e ajudá-la a sair de tal limbo — mesmo agora após já ter terminado o filme. Por fim, Sara Goldfarb. Falharei em encontrar palavras para descrever essa personagem, eu sei disso. Ao perder sua mente, essa senhora solitária fez meu coração se estilhaçar em milhões de pedaços. Seu vício, criado durante o longa, é de se angustiar por si só, fazendo com que nossos olhos fiquem vidrados, e o corpo tenso. Sem dúvidas, é um filme ideal para os que se afeiçoam pela mente humana, e que possuem uma força significativa para não se esfacelar em meio aos inúmeros cortes. Eu poderia falar sobre a relação de Marion com um vestido vermelho no píer, sobre as “refeições” de Sara e suas cores, sobre a exposição das estações do ano ao longo do filme, sobre o frenético hip-hop montage ou ainda sobre a trilha sonora envolvente e perturbadora, mas não se torna necessário, após o último “I love you too, ma”.

    Inspirada demais, acredito que eu tenha acabado de escrever um monólogo que, tal qual todos os outros, nunca se aproximará do “vestido vermelho”.

    Avaliação: angustiante e frenético e desesperador e envolvente e perturbador.
    Isis Lourenço
    Isis Lourenço

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    4,0
    Enviada em 14 de junho de 2020
    Pesado,duro e impactante.
    Começa de um jeito leve como o verão e acaba frio como o inverno.
    Atuações incríveis do quarteto,nos mostra como as pessoas podem se destruir com drogas,aliás,muito bom se todos os adolescentes pudessem ver e como a busca por um sonho feita de modo errado pode acabar sendo trágica.
    Tem o livro também de Hubert Selby Jr
    Fabricio Menezes
    Fabricio Menezes

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    4,5
    Enviada em 11 de junho de 2020
    O filme mostra bem como as drogas tornam as pessoas escravas e dominam a vida delas de uma maneira absurda. Trilha sonora e direção perfeitos! Atuações maravilhosas de Ellen Burstyn e Jennifer Connely. Jared Leto tbm tem bons momentos. A história é pesada, forte e agoniante! As cenas finais são de deixar o espectador sufocado. Todo mérito pra direção impecável de Darren Aronofsky.
    Rodrigo o que?
    Rodrigo o que?

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    4,5
    Enviada em 26 de junho de 2020
    Um filme pesado, áspero, perturbador e chocante!
    Um dos únicos filmes sobre drogas que trata elas de maneira realista
    Natane Karine Kühn Gonçalves
    Natane Karine Kühn Gonçalves

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    5,0
    Enviada em 19 de janeiro de 2020
    Esse filme é simplesmente fantástico. É profundo, perturbador. Vale muito a pena assistir. É um filme que vai te deixar pensando por um certo tempo, faz muito o meu estilo.
    Hell C
    Hell C

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    4,0
    Enviada em 8 de novembro de 2019
    Chocante, visceral, mostra a degradação do ser humano e até onde o mesmo pode ir por um sonho, vale a pena a conferida.
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