Réquiem para um Sonho
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4,4
1441 notas

100 Críticas do usuário

5
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Juliana Larissa
Juliana Larissa

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5,0
Enviada em 5 de janeiro de 2021
Que baita agonia foi assistir esse filme, um verdadeiro soco no estômago!
Achei um excelente filme (apesar de alguns momentos serem cansativos, porém relata a vida de viciados e não tem como não ser uma vida repetitiva). Ótimas atuações e uma trilha sonora de afligir mais ainda...
Proerd nunca errou!
anti herói
anti herói

3 seguidores 13 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 19 de setembro de 2020
Darren Aronofsky migra de Pi para Requiem For a Dream se aproveitando da popularidade do primeiro filme. Ao invés da abordagem individual de apenas um personagem, agora teremos o acompanhamento de quatro, todos feitos com um forte teor crítico e social e não niilista, abstrato e metafórico como feito em Mother!, o trabalho mais recente do diretor. Ao contrário do filme de 2015, onde os personagens são apenas metáforas que giram em torno de si mesmos, Requiem For a Dream tem personagens que fazem parte de um sistema maior do que eles mesmos, onde eles sentem na pele as piores conseqüências que esse mundo pode gerar.

Requiem For a Dream é um filme muito mais fácil de interpretar comparado com outras obras de Aronofsky, como Noé e Fonte da Vida que abordam misticismo, religiosidade e espiritualismo, cuja linguagem poética dos elementos e das ações cria uma barreira entre o telespectador e o real significado desses elementos. Nesse caso, Aronofsky tenta tornar a interpretação do filme algo o mais acessível possível, mas não de forma óbvia e mastigada, mas através do espanto e da perturbação, seja com o objetivo de expor a importância do tema do filme (abuso das drogas), seja como oposição à linguagem metafórica usada no primeiro trabalho.

Darren Aronofsky é conhecido pelo seu ativismo ambientalista, algo que não é escondido em trabalhos como Noé, história da bíblia que já aborda a relação entre Deus, o homem e a natureza, Mother! e The Fountain. Nessas obras, há a preferência aos planos abertos e longos minutos de filmagem para retratar o meio ambiente e todos os seus elementos, em oposição ao plano detalhe com o foco maior no ser humano, onde esse estilo de plano é utilizado para representar a pupila dos olhos dos personagens se contraindo ao usar a droga e ao mostrar a própria substância entrando nas veias. Apenas comparando o tipo de plano utilizado em cada situação, é possível perceber a oposição que existe entre a vida natural no meio ambiente, em contato com a criação de Deus, com a vida urbana na cidade com o consumo de drogas e produtos farmacêuticos.

A crítica a mídia televisiva e a indústria farmacêutica não são apenas postas como oposição ao meio natural, mas como formar de ligação entre as gerações de Harry e Sara, mesmo que ambas estejam distantes. A geração de jovens e adultos, pais e filhos, está distantes uma da outra na sociedade moderna. A única coisa que rompe o isolamento entre pais e filhos, jovens e adultos é o abuso das drogas e dos remédios. Harry pouco visita sua mãe (são poucas as cenas onde ambos estão juntos), Marion tem problemas com os pais e Tyrone tem lembranças curtas e apagadas da própria mãe. O jovem não é mais a figura de transformação da sociedade, que contesta os valores dos pais, avós e da sociedade, de modo geral, mas apenas uma figura solitária que vivencia os mesmo problemas, os mesmos traumas em um mesmo sistema, estando expostas as mesmas conseqüências trágicas.

O indivíduo é um ser sozinho no mundo moderno. Isso é um fato que se estendeu nos últimos anos, mas que no filme de 2000 já era algo previsto, isso por que o sofrimento de cada personagem é contado de forma individual, de forma que, no ápice do tormento psicológico, Harry, Sara, Marion e Tyrone estão em lugares distintos e em situações distintas, mesmo que havendo fatores em comum que ligam a trajetória de cada um. O movimento de câmera transitando entre o ápice de cada personagem de forma ritmado, com uma música tenebrosa de fundo, cria um efeito de perturbação no telespectador que só é possível através da união de cada cena, algo que, se mostrado de forma individual, teria um efeito bem menor.
Homem e tempo são partes de uma coisa única. A transição entre verão, outono e inverno flui em conjunto com a decadência dos personagens, dando a idéia que de o ser humano é fraco e vulnerável aos fatores externos e ao tempo. A simbologia das estações do ano como o ciclo de vida do ser humano remete a uma pequena esperança sabendo que, depois do inverno, vem a primavera, porém a idéia do filme é se encerrar no inverno para acompanhar a obscuridade e o lado sombrio da trama.

O sonho americano, que prometeu qualidade de vida, bons empregos e saúde para os americanos durante o século XX, é tratado do ponto de vista niilista de Darren Aronofsky. A prosperidade dá lugar a falta de estrutura, como foi dito por Sara quando ela estava delirando com a imagem do Tappy zombando de sua casa. A saúde dá lugar ao vício aos remédios, um dos principais pilares da sociedade moderna capitalista, onde o consumo de farmacêuticos para problemas e doenças como depressão e ansiedade é cada vez mais comum. No fim de tudo, o sonho americano não passa de um sonho.
LaraFurini
LaraFurini

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5,0
Enviada em 17 de junho de 2020
Acabo de terminar de assistir o filme “Réquiem para um sonho” e eu sei que me faltarão palavras para descrever tal obra. Me interessei por tal longa devido ao fato de já ter lido um livro de mesmo nome e, consequentemente, saber o interessante significado dessa peculiar palavra.
É simplesmente fenomenal, ao ponto de fazer você se sentir na ponta de uma faca. Não chorei ao vê-lo, devido ao estado de choque em que me encontrava. spoiler:
Eu via tudo desmoronando para os personagens e era incapaz de conter o meu desespero. Minha vontade primitiva era de gritar ou chorar ou permanecer quieta com os olhos vidrados na tela, que foi o que eu fiz. Harry, ao perder o seu sonho, me fez perder todas as minhas ínfimas esperanças de que algo pudesse ocorrer bem no final do filme. Sua vivacidade no começo do filme vai se esvaindo de seu corpo gradualmente e o telespectador, obviamente, não pode fazer nada à respeito, o que é extremamente angustiante. Tyrion, ao perder sua liberdade, me fez querer derreter sobre o sofá e desaparecer. Suas lembranças de sua mãe são tão pequeninas e singelas, mas tão tocantes, que nos fazem pensar e pensar e pensar em como sua vida simplesmente ruiu. Marion, com a sua sede por mais, me fez desintegrar assim como as letras no início do filme. Seu caminho e onde chegou me fazem querer entrar dentro do filme, pegar sua mão e ajudá-la a sair de tal limbo — mesmo agora após já ter terminado o filme. Por fim, Sara Goldfarb. Falharei em encontrar palavras para descrever essa personagem, eu sei disso. Ao perder sua mente, essa senhora solitária fez meu coração se estilhaçar em milhões de pedaços. Seu vício, criado durante o longa, é de se angustiar por si só, fazendo com que nossos olhos fiquem vidrados, e o corpo tenso. Sem dúvidas, é um filme ideal para os que se afeiçoam pela mente humana, e que possuem uma força significativa para não se esfacelar em meio aos inúmeros cortes. Eu poderia falar sobre a relação de Marion com um vestido vermelho no píer, sobre as “refeições” de Sara e suas cores, sobre a exposição das estações do ano ao longo do filme, sobre o frenético hip-hop montage ou ainda sobre a trilha sonora envolvente e perturbadora, mas não se torna necessário, após o último “I love you too, ma”.

Inspirada demais, acredito que eu tenha acabado de escrever um monólogo que, tal qual todos os outros, nunca se aproximará do “vestido vermelho”.

Avaliação: angustiante e frenético e desesperador e envolvente e perturbador.
Isis Lourenço
Isis Lourenço

7.622 seguidores 772 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 14 de junho de 2020
Pesado,duro e impactante.
Começa de um jeito leve como o verão e acaba frio como o inverno.
Atuações incríveis do quarteto,nos mostra como as pessoas podem se destruir com drogas,aliás,muito bom se todos os adolescentes pudessem ver e como a busca por um sonho feita de modo errado pode acabar sendo trágica.
Tem o livro também de Hubert Selby Jr
Fabricio Menezes
Fabricio Menezes

27 seguidores 185 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 11 de junho de 2020
O filme mostra bem como as drogas tornam as pessoas escravas e dominam a vida delas de uma maneira absurda. Trilha sonora e direção perfeitos! Atuações maravilhosas de Ellen Burstyn e Jennifer Connely. Jared Leto tbm tem bons momentos. A história é pesada, forte e agoniante! As cenas finais são de deixar o espectador sufocado. Todo mérito pra direção impecável de Darren Aronofsky.
Rodrigo o que?
Rodrigo o que?

118 seguidores 211 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 26 de junho de 2020
Um filme pesado, áspero, perturbador e chocante!
Um dos únicos filmes sobre drogas que trata elas de maneira realista
Natane Karine Kühn Gonçalves
Natane Karine Kühn Gonçalves

2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 19 de janeiro de 2020
Esse filme é simplesmente fantástico. É profundo, perturbador. Vale muito a pena assistir. É um filme que vai te deixar pensando por um certo tempo, faz muito o meu estilo.
Hell C
Hell C

23 seguidores 143 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 8 de novembro de 2019
Chocante, visceral, mostra a degradação do ser humano e até onde o mesmo pode ir por um sonho, vale a pena a conferida.
Alessandro V
Alessandro V

3 seguidores 12 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 22 de outubro de 2019
Darren Aronofsky entrou na lista dos grandes cineastas com esse filme, ele logo de cara retrata, a profundiade com que a droga pode usurpar a vida das pessoas, numa época em que existem tanto filmes que banalizam o uso de drogas, finalmente um que assusta, é verdadeiro e por assim dizer um filme triste.
Por ser triste não deixa de ser indispensável aos cinéfilos, o filme é de uma profundidade contumaz.
O filme não é bom assistir sozinho, com um grupo de amigos que estejam afim de debater sobre o filme fica melhor ainda.
Carolin@
Carolin@

10 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 17 de outubro de 2019
Apesar de ser um FILME MUITO BOM, onde só se mostra verdades do que pode acontecer num mundo de vícios e até num mundo de vícios com receita médica É UM FILME QUE EU NUNCA VERIA NOVAMENTE. UM FILME QUE NO FINAL ME DEU NOJO. E é um filme extremamente parado.
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