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Meiry de Paula
3 críticas
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1,5
Enviada em 21 de abril de 2026
Achei muito vago o filme, ao mesmo tempo que tenta retratar a realidade de mulheres nordestinas que sofrem para sobreviver e criar seus filhos, e sofrem inclusive com a indiferença dos patrões, o enredo do filme acaba dando razão em vários pontos à madame rica! spoiler: Pois a Jessica em várias situações não se comporta como a filha de uma funcionária, e nem sequer como uma “visita educada”, ela passa dos limites mesmo! Nem visita age como a tal de Jessica . Então assim, fica fácil o expectador dar razão em alguns pontos à patroa, que não trata muito bem a funcionária e sua filha (sem limites). E entendo que não era esse o objetivo do filme, mas sim justamente o contrário, mostrar o quanto mulheres nordestinas migrantes passam dificuldades com patrões que são ricos e se acham superiores.
O filme mostra o contraste social e é uma crítica a não inserção de alguém chamada como da família, mas sem a acesso as comodidades da família. Talvez pelo fato dela residir e ter participado do cuidado com o filho da patroa. Com a chegada da filha a mãe, que era babá e com o crescimento do jovem filho da patroa, se torna serviços gerais. A filha é desrespeitosa, altiva demais, embora não perca a razão em se "colocar", se torna mal educada e folgada, gerando conflitos para a mãe e sendo até assediada pelo patrão da mãe, e só final mostra a mãe roubando desnecessariamente um conjunto de louça da patroa, colocando a classe mais pobre como questionável.
Sinopse: Val deixa a filha, Jéssica, no interior de Pernambuco e passa os 13 anos seguintes trabalhando como babá do menino Fabinho em São Paulo. Ela consegue estabilidade financeira, mas convive com a culpa por não ter criado sua filha. Às vésperas do vestibular de Fabinho, Jéssica decide ir para São Paulo e fazer a prova também. Val recebe o apoio de seus patrões para receber a garota, mas a convivência com é difícil. Dividida, ela precisa achar um novo modo de seguir sua vida.
Crítica: "Que Horas Ela Volta?" é um filme que se destaca por sua abordagem sensível e incisiva das complexas relações de classe que permeiam a sociedade brasileira. A diretora Anna Muylaert constrói um retrato envolvente da vida de Val, uma empregada doméstica que, ao longo de treze anos, se vê emaranhada na dinâmica da família de seus patrões, refletindo as tensões sociais que frequentemente são invisibilizadas.
A atuação de Regina Casé é um dos pontos altos do filme, trazendo profundidade à sua personagem. Val não é apenas uma funcionária, mas uma figura quase matriarcal na vida da família que emprega, o que levanta questões sobre a natureza do trabalho, da lealdade e dos vínculos formados nesse ambiente desigual. Os diálogos e as interações entre Val e os membros da família revelam uma escala sutil de poder que vai além da mera troca de serviço por salário.
A relação entre Val e sua filha Jéssica também é um elemento central, ilustrando a tensão entre a ambição e as obrigações familiares. A escolha de Val de deixar sua filha sob os cuidados do avô, em busca de uma vida melhor, está impregnada de conflito emocional. Quando Jéssica visita São Paulo, a tensão se intensifica, confrontando a realidade das expectativas e das experiências de vida em diferentes classes sociais. As nuances desse relacionamento trazem à tona questões de identidade e pertencimento, enfatizando o preço que muitas mães têm de pagar pela busca de uma condição melhor.
Visualmente, o filme utiliza a cidade de São Paulo como um pano de fundo dinâmico, refletindo a desigualdade que existe em seus diversos bairros e a segregação social que define o cotidiano da população. Os espaços habitados por Val e sua família de patrões são apresentados com um contraste gritante, simbolizando os diferentes mundos que coexistem na mesma metrópole.
"Que Horas Ela Volta?" não se limita a ser uma crítica às desigualdades sociais; é também uma análise profunda das relações humanas, onde amor, sacrifício e a luta por dignidade se entrelaçam. O filme provoca reflexões sobre as nossas próprias vidas e como as barreiras sociais moldam nossas interações e percepções. A obra deixa uma marca duradoura, instigando o público a reconsiderar as realidades que muitos preferem ignorar.
Simplesmente um filme que retrata o cotidiano de uma mulher empregada por uma família rica que a filha da empregada passa na universidade e o filho do rico não.
A mais admirável desse filme é a Regina. Com a ajuda dela e de outros elementos no filme, me senti como se fosse dele. E nunca fiquei tão feliz com uma demissão (Acho que entendi o que significava a piscina).
A produção é uma grata adição à dramaturgia brasileira. O filme possui um roteiro bem feito, boas atuações e um enredo cativante, que emociona e transmite uma sensação de proximidade com as protagonistas.
MARAVILHOSO!!! Um espetáculo cinematográfico, atuação esplêndida e ótima narrativa. A história se desenvolve tão rapidamente que nem notei o tempo passar.
Apesar de ser bem acolhido, essa obra acabou ficando de fora da premiação do oscar de melhor filme estrangeiro. Uma pena, pois apesar da década de 2010, o tema do poder doméstico ser bastante debatido no cinema sul-americano, esse em especial merecia no mínimo uma indicação. O que faz desse filme de Anna Muylaert especial é ter pego a comédia característica brasileira e jogar bem com a crônica social. Devemos ainda destacar a excepcional atuação de Regina Casé como Val, que interpretou uma emprega que trabalhava há anos para uma mesma família da elite de São Paulo. Val por sua vez, não vê a sua filha, que mora em Recife. há 10 anos e a mesma acaba reencontrando a sua mãe em São Paulo pelo motivo de ir tentar prestar vestibular na mesma cidade Tal encontro transforma numa revolução entre classe dentro do casarão em que Val trabalha. A atuação de Regina foge do estereótipo nordestino e de Camila Márdila (Jéssica, a filha de Val) que foge de uma simples atuação de uma adolescente problemática, e sim para um interiorização da indignação e não aceitação da sua realidade e da a da sua mãe. A direção do filme soube explorar bem os cômodos da casa (quarto, cozinha, piscina etc), além dos diálogos que permite observar com clareza a distinção entre as classe inseridas no filme.
Sobre o filme “que horas ela volta” eu achei um filme muito bom, que trás uma crítica sobre oque realmente acontece nas nossas vidas, eu melhoraria o desfecho,acrescentaria mais coisas,
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