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SUPER 8 (2011)
Ano de lançamento: 2011
Duração: 1h52min
Direção: J. J. Abrams
Gêneros: Ficção científica, mistério, suspense e aventura
PRINCIPAIS ATORES E PERSONAGENS
Joel Courtney — Joe Lamb
Elle Fanning — Alice Dainard
Kyle Chandler — Jackson Lamb
Riley Griffiths — Charles Kaznyk
Ryan Lee — Cary
Gabriel Basso — Martin
Noah Emmerich — Coronel Nelec
Ron Eldard — Louis Dainard
O filme foi lançado no Brasil em agosto de 2011 e acompanha um grupo de jovens que, durante as filmagens de um filme caseiro em Super-8, presencia um enorme acidente ferroviário e começa a descobrir que aquilo escondia algo muito maior.
️ ESTÓRIA
Estamos em 1979.
Um grupo de adolescentes está tentando fazer seu próprio filme de zumbis utilizando uma câmera Super-8.
É cinema dentro do cinema.
Eles são jovens, curiosos, sonhadores e ainda enxergam o mundo com aquela mistura de medo e fascinação que só existe quando estamos descobrindo a vida.
Entre eles está Joe Lamb, um garoto que carrega uma dor muito maior do que seus amigos imaginam: a perda recente da mãe.
Seu relacionamento com o pai, Jackson Lamb, também está abalado.
Mas tudo muda quando, durante uma gravação noturna, os garotos testemunham um gigantesco acidente de trem.
E aquele acidente não é simplesmente um acidente.
Depois dele começam a acontecer coisas estranhas.
Pessoas desaparecem.
Objetos somem.
O exército aparece.
A cidade entra em estado de tensão.
E os garotos percebem que registraram algo naquela pequena câmera que talvez ninguém quisesse que fosse descoberto.
É aí que Super 8 deixa de ser apenas um filme sobre adolescentes fazendo cinema e se transforma em uma história de ficção científica, mistério e sobrevivência.
O CINEMA DENTRO DO CINEMA
Talvez esse seja um dos elementos mais interessantes do filme.
Os garotos estão fazendo um filme de zumbis.
Eles brincam de cinema.
Criam maquiagem.
Inventam cenas.
Discutem roteiro.
Querem terminar seu pequeno projeto.
E, de repente, a realidade começa a parecer muito mais assustadora do que qualquer filme que eles poderiam produzir.
É como se J. J. Abrams estivesse dizendo:
“Vocês estão tentando criar monstros para o cinema, mas não sabem que existe um monstro muito maior escondido no mundo real.”
Essa ideia é muito boa.
E existe uma certa poesia nisso.
A câmera Super-8, que inicialmente era apenas um brinquedo para aqueles jovens cineastas, acaba se tornando uma testemunha de algo extraordinário.
JOE LAMB
Joe é o coração emocional da história.
Ele não está apenas tentando descobrir o que saiu daquele trem.
Ele está tentando lidar com a ausência da mãe.
E essa dor influencia sua relação com o pai.
Jackson é um homem que também está sofrendo, mas demonstra isso de maneira diferente.
Enquanto Joe se fecha, o pai tenta seguir em frente.
O problema é que os dois não sabem conversar sobre aquilo que realmente sentem.
E o alienígena acaba funcionando quase como uma metáfora para essa dor.
Existe algo estranho, assustador e incompreendido entre pai e filho.
Algo que precisa ser enfrentado.
ALICE
Elle Fanning interpreta Alice Dainard, e sua presença é uma das melhores surpresas do filme.
Alice não é apenas a garota por quem Joe está interessado.
Ela também carrega seus próprios problemas familiares.
Seu pai, Louis, possui uma relação complicada com Jackson, e existe uma história de ressentimento entre as duas famílias.
Assim, Joe e Alice acabam se aproximando justamente quando suas famílias estão afastadas.
É uma espécie de amizade que nasce no meio do caos.
E Elle Fanning demonstra muito bem a maturidade emocional necessária para a personagem.
O ACIDENTE DE TREM
A sequência do trem é provavelmente uma das cenas mais memoráveis do filme.
É gigantesca.
Barulhenta.
Caótica.
E visualmente impressionante.
Os garotos estão filmando quando tudo acontece.
O acidente muda completamente o rumo da história.
A partir daquele momento, o filme abandona a sensação de aventura juvenil e mergulha no suspense.
E existe uma escolha inteligente:
J. J. Abrams não mostra imediatamente tudo aquilo que está acontecendo.
Ele sugere.
Esconde.
Mostra pequenas pistas.
Barulhos.
Movimentos.
Objetos desaparecendo.
A criatura permanece parcialmente escondida.
E isso aumenta a curiosidade.
A CRIATURA
Aqui chegamos a uma das partes mais controversas.
O mistério sobre a criatura funciona muito bem durante boa parte do filme.
Você quer saber:
O que é aquilo?
Por que estava naquele trem?
O que quer?
Por que está atacando?
De onde veio?
Mas quando finalmente temos mais contato com a criatura, parte do mistério diminui.
Isso acontece porque o desconhecido quase sempre é mais assustador do que aquilo que conseguimos enxergar.
Mesmo assim, a criatura possui uma característica interessante:
ela não é simplesmente um monstro interessado em destruir a humanidade.
Existe uma história por trás dela.
Existe sofrimento.
Existe incompreensão.
E isso transforma o conflito.
殺 O EXÉRCITO
O Coronel Nelec representa o outro lado do problema.
Enquanto as crianças tentam descobrir o que aconteceu, o exército tenta controlar a situação.
E aqui o filme entra naquele velho território da ficção científica:
o governo sabe mais do que conta.
A criatura é vista como ameaça.
Os militares querem controlar a situação.
A população recebe informações incompletas.
E os jovens acabam descobrindo a verdade antes dos adultos.
É uma estrutura bastante conhecida, mas funciona dentro da atmosfera do filme.
❤️ LUTO E PERDÃO
E aqui está, para mim, a parte mais profunda de Super 8.
Por baixo da ficção científica existe uma história sobre perda.
Joe perdeu a mãe.
Alice perdeu a estabilidade familiar.
Jackson perdeu a esposa.
Louis carrega culpa.
E a própria criatura carrega uma história de abandono e aprisionamento.
No final, o filme deixa de ser apenas sobre:
“Como derrotar o alienígena?”
E passa a ser sobre:
“Como deixar o passado ir embora?”
Joe precisa aprender a lidar com a morte da mãe.
Precisa aceitar que não pode voltar atrás.
E precisa permitir que o pai também siga em frente.
A criatura, de certa forma, também precisa fazer o mesmo.
A FOTOGRAFIA
A fotografia de Larry Fong ajuda muito a criar a atmosfera de 1979.
A cidade pequena.
As ruas.
Os carros.
As roupas.
Os objetos.
As luzes.
Tudo contribui para construir aquele sentimento de outra época.
E o filme consegue fazer o espectador acreditar naquele universo.
É uma nostalgia cuidadosamente construída.
A TRILHA SONORA
Michael Giacchino entrega uma trilha que reforça justamente aquilo que o filme deseja provocar:
aventura, suspense, emoção e nostalgia.
A música ajuda a transformar momentos simples em acontecimentos maiores.
E isso é fundamental em um filme que quer recuperar o espírito do cinema de aventura juvenil de décadas anteriores.
ATUAÇÕES
O elenco jovem é um dos grandes méritos.
Joel Courtney consegue carregar Joe com sensibilidade.
Elle Fanning se destaca como Alice.
Riley Griffiths, Ryan Lee e Gabriel Basso ajudam a criar a dinâmica de grupo.
E Kyle Chandler funciona muito bem como o pai de Joe.
Existe uma naturalidade entre os jovens que impede que o filme pareça simplesmente um adulto escrevendo diálogos artificiais para crianças.
SPIELBERG ESTÁ PRESENTE?
Aqui está uma questão impossível de ignorar.
Super 8 possui uma enorme influência do cinema de Steven Spielberg.
Não é coincidência.
Spielberg está entre os produtores do filme, e a própria produção foi construída em torno de referências ao cinema de aventura e ficção científica daquela época.
É impossível não lembrar de filmes como:
. — O Extraterrestre
Os Goonies
Contatos Imediatos do Terceiro Grau
Existe o grupo de crianças.
Existe a pequena cidade.
Existe uma criatura misteriosa.
Existe o governo tentando controlar a situação.
Existe amizade.
Existe família.
Existe emoção.
E existe aquele sentimento de que uma aventura gigantesca está acontecendo bem diante dos olhos de crianças comuns.
E talvez aqui esteja uma das minhas críticas:
Às vezes, Super 8 parece tanto uma carta de amor ao cinema de Spielberg que acaba tendo dificuldade para construir uma identidade completamente própria.
易 CONCLUSÃO
Super 8 é um filme sobre monstros.
Mas, olhando mais profundamente, é um filme sobre pessoas.
Sobre crianças que estão deixando a infância para trás.
Sobre pais que não sabem como lidar com a própria dor.
Sobre famílias destruídas pelo luto.
Sobre culpa.
Sobre amizade.
Sobre primeiro amor.
E sobre aprender a deixar algumas coisas para trás.
A ficção científica é o espetáculo.
O coração do filme está em outro lugar.
Está naquele garoto que perdeu a mãe e ainda não sabe como continuar vivendo.
Está naquela menina que tenta sobreviver a uma família complicada.
Está naquele pai que precisa aprender a ser pai novamente.
E está até naquela criatura que, no fundo, também está tentando encontrar uma saída.
Por isso, apesar de algumas fragilidades do roteiro e de uma criatura que talvez não seja tão impressionante quanto o mistério construído ao redor dela, Super 8 consegue entregar uma experiência bastante agradável.
É nostálgico.
É divertido.
Tem suspense.
Tem aventura.
Tem boas atuações.
Tem excelentes efeitos visuais.
E possui uma atmosfera que lembra uma época em que filmes de aventura conseguiam transformar um grupo de crianças em protagonistas de acontecimentos gigantescos.
Não considero uma obra-prima.
Também acho que o filme se apoia demais em referências ao cinema de Spielberg.
Mas existe coração ali.
E isso conta muito.
⭐ NOTA: 7,0 / 10
Vale a pena assistir?
Sim.
Principalmente para quem gosta de ficção científica, aventura juvenil e daquele cinema de mistério que não precisa entregar todas as respostas imediatamente.
Super 8 talvez não seja tão original quanto gostaria de ser.
Mas consegue fazer algo que muitos filmes atuais esquecem:
contar uma grande história de ficção científica através de personagens que, antes de tudo, estão tentando entender a própria vida.
No final, o maior monstro talvez nem seja a criatura.
É o passado que não conseguimos deixar para trás.
E talvez crescer seja justamente aprender que algumas pessoas, algumas dores e alguns momentos precisam partir...
para que possamos finalmente continuar.
#Super8 #Super8Movie #JJAbrams #JoelCourtney #ElleFanning #KyleChandler #StevenSpielberg #Cinema #Filmes #CriticaDeFilmes #FiccaoCientifica #FilmeDeFiccaoCientifica #Suspense #Aventura #FilmesDeAventura #CinemaAmericano #Filmes2011 #SciFi #ScienceFiction #CinemaBrasil #FilmesQueValemAPena #CulturaPop #AmantesDoCinema #MichaelGiacchino #FilmesDeAlienigenas
Ano de lançamento: 2011
Duração: 1h52min
Direção: J. J. Abrams
Gêneros: Ficção científica, mistério, suspense e aventura
PRINCIPAIS ATORES E PERSONAGENS
Joel Courtney — Joe Lamb
Elle Fanning — Alice Dainard
Kyle Chandler — Jackson Lamb
Riley Griffiths — Charles Kaznyk
Ryan Lee — Cary
Gabriel Basso — Martin
Noah Emmerich — Coronel Nelec
Ron Eldard — Louis Dainard
O filme foi lançado no Brasil em agosto de 2011 e acompanha um grupo de jovens que, durante as filmagens de um filme caseiro em Super-8, presencia um enorme acidente ferroviário e começa a descobrir que aquilo escondia algo muito maior.
️ ESTÓRIA
Estamos em 1979.
Um grupo de adolescentes está tentando fazer seu próprio filme de zumbis utilizando uma câmera Super-8.
É cinema dentro do cinema.
Eles são jovens, curiosos, sonhadores e ainda enxergam o mundo com aquela mistura de medo e fascinação que só existe quando estamos descobrindo a vida.
Entre eles está Joe Lamb, um garoto que carrega uma dor muito maior do que seus amigos imaginam: a perda recente da mãe.
Seu relacionamento com o pai, Jackson Lamb, também está abalado.
Mas tudo muda quando, durante uma gravação noturna, os garotos testemunham um gigantesco acidente de trem.
E aquele acidente não é simplesmente um acidente.
Depois dele começam a acontecer coisas estranhas.
Pessoas desaparecem.
Objetos somem.
O exército aparece.
A cidade entra em estado de tensão.
E os garotos percebem que registraram algo naquela pequena câmera que talvez ninguém quisesse que fosse descoberto.
É aí que Super 8 deixa de ser apenas um filme sobre adolescentes fazendo cinema e se transforma em uma história de ficção científica, mistério e sobrevivência.
O CINEMA DENTRO DO CINEMA
Talvez esse seja um dos elementos mais interessantes do filme.
Os garotos estão fazendo um filme de zumbis.
Eles brincam de cinema.
Criam maquiagem.
Inventam cenas.
Discutem roteiro.
Querem terminar seu pequeno projeto.
E, de repente, a realidade começa a parecer muito mais assustadora do que qualquer filme que eles poderiam produzir.
É como se J. J. Abrams estivesse dizendo:
“Vocês estão tentando criar monstros para o cinema, mas não sabem que existe um monstro muito maior escondido no mundo real.”
Essa ideia é muito boa.
E existe uma certa poesia nisso.
A câmera Super-8, que inicialmente era apenas um brinquedo para aqueles jovens cineastas, acaba se tornando uma testemunha de algo extraordinário.
JOE LAMB
Joe é o coração emocional da história.
Ele não está apenas tentando descobrir o que saiu daquele trem.
Ele está tentando lidar com a ausência da mãe.
E essa dor influencia sua relação com o pai.
Jackson é um homem que também está sofrendo, mas demonstra isso de maneira diferente.
Enquanto Joe se fecha, o pai tenta seguir em frente.
O problema é que os dois não sabem conversar sobre aquilo que realmente sentem.
E o alienígena acaba funcionando quase como uma metáfora para essa dor.
Existe algo estranho, assustador e incompreendido entre pai e filho.
Algo que precisa ser enfrentado.
ALICE
Elle Fanning interpreta Alice Dainard, e sua presença é uma das melhores surpresas do filme.
Alice não é apenas a garota por quem Joe está interessado.
Ela também carrega seus próprios problemas familiares.
Seu pai, Louis, possui uma relação complicada com Jackson, e existe uma história de ressentimento entre as duas famílias.
Assim, Joe e Alice acabam se aproximando justamente quando suas famílias estão afastadas.
É uma espécie de amizade que nasce no meio do caos.
E Elle Fanning demonstra muito bem a maturidade emocional necessária para a personagem.
O ACIDENTE DE TREM
A sequência do trem é provavelmente uma das cenas mais memoráveis do filme.
É gigantesca.
Barulhenta.
Caótica.
E visualmente impressionante.
Os garotos estão filmando quando tudo acontece.
O acidente muda completamente o rumo da história.
A partir daquele momento, o filme abandona a sensação de aventura juvenil e mergulha no suspense.
E existe uma escolha inteligente:
J. J. Abrams não mostra imediatamente tudo aquilo que está acontecendo.
Ele sugere.
Esconde.
Mostra pequenas pistas.
Barulhos.
Movimentos.
Objetos desaparecendo.
A criatura permanece parcialmente escondida.
E isso aumenta a curiosidade.
A CRIATURA
Aqui chegamos a uma das partes mais controversas.
O mistério sobre a criatura funciona muito bem durante boa parte do filme.
Você quer saber:
O que é aquilo?
Por que estava naquele trem?
O que quer?
Por que está atacando?
De onde veio?
Mas quando finalmente temos mais contato com a criatura, parte do mistério diminui.
Isso acontece porque o desconhecido quase sempre é mais assustador do que aquilo que conseguimos enxergar.
Mesmo assim, a criatura possui uma característica interessante:
ela não é simplesmente um monstro interessado em destruir a humanidade.
Existe uma história por trás dela.
Existe sofrimento.
Existe incompreensão.
E isso transforma o conflito.
殺 O EXÉRCITO
O Coronel Nelec representa o outro lado do problema.
Enquanto as crianças tentam descobrir o que aconteceu, o exército tenta controlar a situação.
E aqui o filme entra naquele velho território da ficção científica:
o governo sabe mais do que conta.
A criatura é vista como ameaça.
Os militares querem controlar a situação.
A população recebe informações incompletas.
E os jovens acabam descobrindo a verdade antes dos adultos.
É uma estrutura bastante conhecida, mas funciona dentro da atmosfera do filme.
❤️ LUTO E PERDÃO
E aqui está, para mim, a parte mais profunda de Super 8.
Por baixo da ficção científica existe uma história sobre perda.
Joe perdeu a mãe.
Alice perdeu a estabilidade familiar.
Jackson perdeu a esposa.
Louis carrega culpa.
E a própria criatura carrega uma história de abandono e aprisionamento.
No final, o filme deixa de ser apenas sobre:
“Como derrotar o alienígena?”
E passa a ser sobre:
“Como deixar o passado ir embora?”
Joe precisa aprender a lidar com a morte da mãe.
Precisa aceitar que não pode voltar atrás.
E precisa permitir que o pai também siga em frente.
A criatura, de certa forma, também precisa fazer o mesmo.
A FOTOGRAFIA
A fotografia de Larry Fong ajuda muito a criar a atmosfera de 1979.
A cidade pequena.
As ruas.
Os carros.
As roupas.
Os objetos.
As luzes.
Tudo contribui para construir aquele sentimento de outra época.
E o filme consegue fazer o espectador acreditar naquele universo.
É uma nostalgia cuidadosamente construída.
A TRILHA SONORA
Michael Giacchino entrega uma trilha que reforça justamente aquilo que o filme deseja provocar:
aventura, suspense, emoção e nostalgia.
A música ajuda a transformar momentos simples em acontecimentos maiores.
E isso é fundamental em um filme que quer recuperar o espírito do cinema de aventura juvenil de décadas anteriores.
ATUAÇÕES
O elenco jovem é um dos grandes méritos.
Joel Courtney consegue carregar Joe com sensibilidade.
Elle Fanning se destaca como Alice.
Riley Griffiths, Ryan Lee e Gabriel Basso ajudam a criar a dinâmica de grupo.
E Kyle Chandler funciona muito bem como o pai de Joe.
Existe uma naturalidade entre os jovens que impede que o filme pareça simplesmente um adulto escrevendo diálogos artificiais para crianças.
SPIELBERG ESTÁ PRESENTE?
Aqui está uma questão impossível de ignorar.
Super 8 possui uma enorme influência do cinema de Steven Spielberg.
Não é coincidência.
Spielberg está entre os produtores do filme, e a própria produção foi construída em torno de referências ao cinema de aventura e ficção científica daquela época.
É impossível não lembrar de filmes como:
. — O Extraterrestre
Os Goonies
Contatos Imediatos do Terceiro Grau
Existe o grupo de crianças.
Existe a pequena cidade.
Existe uma criatura misteriosa.
Existe o governo tentando controlar a situação.
Existe amizade.
Existe família.
Existe emoção.
E existe aquele sentimento de que uma aventura gigantesca está acontecendo bem diante dos olhos de crianças comuns.
E talvez aqui esteja uma das minhas críticas:
Às vezes, Super 8 parece tanto uma carta de amor ao cinema de Spielberg que acaba tendo dificuldade para construir uma identidade completamente própria.
易 CONCLUSÃO
Super 8 é um filme sobre monstros.
Mas, olhando mais profundamente, é um filme sobre pessoas.
Sobre crianças que estão deixando a infância para trás.
Sobre pais que não sabem como lidar com a própria dor.
Sobre famílias destruídas pelo luto.
Sobre culpa.
Sobre amizade.
Sobre primeiro amor.
E sobre aprender a deixar algumas coisas para trás.
A ficção científica é o espetáculo.
O coração do filme está em outro lugar.
Está naquele garoto que perdeu a mãe e ainda não sabe como continuar vivendo.
Está naquela menina que tenta sobreviver a uma família complicada.
Está naquele pai que precisa aprender a ser pai novamente.
E está até naquela criatura que, no fundo, também está tentando encontrar uma saída.
Por isso, apesar de algumas fragilidades do roteiro e de uma criatura que talvez não seja tão impressionante quanto o mistério construído ao redor dela, Super 8 consegue entregar uma experiência bastante agradável.
É nostálgico.
É divertido.
Tem suspense.
Tem aventura.
Tem boas atuações.
Tem excelentes efeitos visuais.
E possui uma atmosfera que lembra uma época em que filmes de aventura conseguiam transformar um grupo de crianças em protagonistas de acontecimentos gigantescos.
Não considero uma obra-prima.
Também acho que o filme se apoia demais em referências ao cinema de Spielberg.
Mas existe coração ali.
E isso conta muito.
⭐ NOTA: 7,0 / 10
Vale a pena assistir?
Sim.
Principalmente para quem gosta de ficção científica, aventura juvenil e daquele cinema de mistério que não precisa entregar todas as respostas imediatamente.
Super 8 talvez não seja tão original quanto gostaria de ser.
Mas consegue fazer algo que muitos filmes atuais esquecem:
contar uma grande história de ficção científica através de personagens que, antes de tudo, estão tentando entender a própria vida.
No final, o maior monstro talvez nem seja a criatura.
É o passado que não conseguimos deixar para trás.
E talvez crescer seja justamente aprender que algumas pessoas, algumas dores e alguns momentos precisam partir...
para que possamos finalmente continuar.
#Super8 #Super8Movie #JJAbrams #JoelCourtney #ElleFanning #KyleChandler #StevenSpielberg #Cinema #Filmes #CriticaDeFilmes #FiccaoCientifica #FilmeDeFiccaoCientifica #Suspense #Aventura #FilmesDeAventura #CinemaAmericano #Filmes2011 #SciFi #ScienceFiction #CinemaBrasil #FilmesQueValemAPena #CulturaPop #AmantesDoCinema #MichaelGiacchino #FilmesDeAlienigenas
Um filme muito bom, onde a diversão está garantida. Uma ficção científica com aventura, um acerto de Spielberg, que nos leva a década de 80, mas que ainda hoje, 2026, é um bom filme. Inclusive, pra mim, bem melhor que o Dia D, que fui ver no cinema e quase dormi , kkk.
Que bom que voltou a Netflix, já posso assistir no fim de semana com a família.
Que bom que voltou a Netflix, já posso assistir no fim de semana com a família.
apenas um bom filme. nada demais. alien meio esquisito. E os meninos do filme nao empolgam. achei bem abaixo da qualidade do diretor
Um filme que me "prometeu pouco", mas entregou muito. Atuação impecável das crianças.
A obra te prende do início ao fim.
Bons efeitos visuais e uma pegada de muito suspense.
Recomendo!
A obra te prende do início ao fim.
Bons efeitos visuais e uma pegada de muito suspense.
Recomendo!
Um ótimo filme com uma trama interessante, a nave de um alienígena cai na terra, o pobre só queria voltar para casa e os humanos/militares o tornou prisioneiro. Mostra que as pessoas as vezes tem medo de aliens, fantasmas ou coisas sobrenaturais mas a pior raça sempre será a humana.
Super 8 é uma ótima ficção científica que certamente se apoia na figura do monstro assassino como um elemento central da trama. A forma como o filme constrói o mistério em torno da criatura, revelando-a gradualmente, é um dos seus grandes atrativos, o filme equilibra bem a tensão e o medo com a jornada de amadurecimento dos jovens protagonistas, tornando-o uma ficção científica com um toque especial de emoção e aventura.
É um filme na mesma pegada de Et e goonies ou seja anos 80 parece stranger things, acho que só o final não foi tão bom, mas se você gosta desse tipo de filme pode ver sem medo.
Filme divertido com a tema de anos 80 e ficção científica. A primeira meia hora é ótima, com a interação entre os adolescentes e suas familias. Quando aparece a ficção científica mesmo, o filme muda completamente. No geral, vale a pena assistir.
Um belo filme , as crianças estão impecáveis nesse filme, ótimos atores, filme com um bom suspense , ficção , romance e drama , bela mistura
Bom filme, esperava um pouco mais! Achei muito juvenil, dependendo da expectativa que colocarem no filme não irão se arrepender. A atuação das crianças é ótima!
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