Notas dos Filmes
Meu AdoroCinema
    Melancolia
    Média
    3,9
    457 notas e 59 críticas
    distribuição de 59 críticas por nota
    19 críticas
    19 críticas
    7 críticas
    2 críticas
    3 críticas
    9 críticas
    Você assistiu Melancolia ?

    59 críticas do leitor

    weslleypiresss
    weslleypiresss

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    5,0
    Enviada em 1 de dezembro de 2020
    Melancolia é um filme de catástrofe. Mas, tire o seu cavalinho da chuva se pensou em pessoas correndo de desespero, carros batendo e pontes caindo. Não espere um 2012 ou algo parecido. Na verdade, aqui a tragédia é maior, porém de uma maneira diferente.

    Se você não assistiu ao filme antes de ver as críticas, recomendo que o faça primeiro. Digo isso, pois perde a graça saber todas as metáforas que o drama traz. É uma experiência misteriosa e agradável tentar entender o que aquilo tudo significa — mesmo que, a princípio, seja difícil.

    Continuemos. Não quero ficar muito preso a detalhes técnicos, mas a fotografia representa bem o que o filme reflete, tristeza e sofrimento. Do mesmo modo é a trilha sonora, encaixando perfeitamente no clima.

    As atuações são boas. Os destaques vão para as irmãs vividas por Kirsten Dunst (a Mary Jane de Homem Aranha 1,2 e 3); Charlotte Gainsbourg (Anticristo e Ninfomaníaca - Volume I e II, ambos filmes de Lars von Trier); e Jack Bauer (24 horas).

    A história é bem contada e contém diálogos simples. No entanto, o que chama atenção, são os significados implícitos deixados pelo diretor no filme sobre a depressão.

    Eu afirmei que a tragédia de Melancolia é maior porque, ao contrário dos filmes de destruição hollywoodianos, essa realmente existe.

    Quantas pessoas sofrem com depressão, assim como Justine, e tentam buscar apoio dos pais e parentes e eles não dão atenção. Quantos não são pressionados, dizendo que devem ficar felizes de qualquer maneira. Quantos veem o sofrimento chegando cada vez mais perto até ver seu mundo sendo destruído.

    Muitas vezes, até em momentos incríveis, como em um casamento, não conseguem esboçar um sorriso genuíno. Não seria o casamento um dos ápices da felicidade? O longa-metragem deixa implícito essa e outras reflexões.

    Pois é, isso acontece com milhares de vidas ao redor do planeta. Somente quem já passou por esse problema ou teve um ente nas mesmas condições podem entender a angústia de Justine.

    Quem diz saber a solução é o marido de Claire (irmã de Justine), garantindo que o planeta Melancolia passará longe da Terra. No entanto, ele falha miseravelmente. Isso mostra que, nem sempre, a ciência pode explicar tudo o que se passa na cabeça de uma pessoa.

    Claire, sua irmã, faz de tudo para ajudar, mas, infelizmente, ao perceber que a calamidade é iminente, se desespera e não sabe mais o que fazer.

    Nesse ponto, Justine já está tão no fundo do poço de suas emoções que o fim de sua vida vira o momento mais tranquilo. Quanta gente com depressão vê isso como solução? Lamentavelmente é a realidade e Lars von Trier não se preocupa em mostrar um final feliz.
    Alexander R.
    Alexander R.

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    5,0
    Enviada em 13 de julho de 2020
    Não sou de fazer resenhas, mas esse filme em particular merece por ser um dos melhores que já assisti. Aprecio mujto filmes não sendo do gêneram ação e que conseguem tirar o fôlego e causar suspense ao espectador. Genial a sobreposição das duas tragédias, a particular (o drama familiar) e a geral (a colisão do planeta). A fotografia apurada faz toda a diferença para tornar esse filme memorável.
    Bruna M.
    Bruna M.

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    4,0
    Enviada em 21 de maio de 2020
    Ótimo filme, completamente fora dos padrões, onde você se sente desconfortável do começo ao fim, sem contar o pânico que o final transmite. Eu amei essa obra e está no minha lista de melhores, Lars não decepciona quando o assunto é renovar além da imaginação.
    Ramon R
    Ramon R

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    4,5
    Enviada em 8 de maio de 2019
    Melancolia é o melhor de Lars Von Trier. Primeiramente, esse filme não é para todo mundo, alguns vão falar que é um filme horrível, pretensioso e horroroso. Na minha opinião, é um filme cheio de alegórias, ele fala sobre depressão, medo, morte, recomeço de uma nova vida, acasos familiares e etc. As interpretações são maravilhosas, por exemplo, a Kristen Dust que está fraca (no bom sentido), sem vida, sem algo, triste, mas nunca indo para o melodrámatico. A Charllorte Gainsborg está bem raivosa, o seu olhar é bem expressivo, o medo com que vai acontecer, a sua falta de paciencia com a irmã. A fotografia crua dá um clima de tristeza e melancólico na casa, no quarto e no jardim. O final é um soco na cara. Eu achei o filme muito longo, eu tiraria pelo 10 minutos daquela festa de casamento.

    Nota:9,4
    Adriano Côrtes Santos
    Adriano Côrtes Santos

    Segui-los 402 seguidores Ler as 277 críticas deles

    5,0
    Enviada em 11 de fevereiro de 2019
    Não dá para ficar indiferente ao cinema de Lars von Trier, por ser incômodo e ao mesmo tempo excepicional. Só ele pode e se atreve a colocar um prólogo de oito minutos ao som de Tristão e Isolda de Wagner sem ser pedante. Melancolia filme niilista pode nos mostrar como a depressão e o estado melancôlico pode levar o ser humano a ver no apocalípse a única saída. Surreal como envereda pela poesia para demosntrar o estado de tristeza de Justine (Kirsten Dunst , melhor atriz em Cannes). O primeiro ato é uma festa de casamento regada a muita hipocrisia burguesa. O segundo ato, a chegada do planeta apocalíptico registra liricamente o contraste entre as relações de Justine e sua irmã mais velha, Claire (Charlote Gainsbourg). As duas estão magníficas nos papéis antagônicos. Lars von Trier é sempre o diretor da estupefação.Se ainda não viu, procure e boa aula cinematográfica.
    Deia Rodrigues
    Deia Rodrigues

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    5,0
    Enviada em 21 de junho de 2018
    É um filme SENSACIONAL. Mas certamente não agradará a quem está procurando filmes comerciais, lineares e previsíveis. É complexo e fala sobre um tema devastador que assola parte da humanidade e o sobre toda destruição que causa. Tem um sentido metafórico brilhante e foi muito bem feito em todos os sentidos em que um bom filme exige. Se você não gosta de filmes profundos e atordoantes, não assista, pois é exatamente essa a ideia,
    Jairo D.
    Jairo D.

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    4,5
    Enviada em 9 de agosto de 2017
    "O que fazer diante do inevitável? Esta é a pergunta feita por este filme, usando como pano de fundo, o choque entre os planetas. Lars Von Trier explora e expõe com requinte, que lhe é peculiar; os sentimentos ,claros e sombrios, e as reações; revelando sobretudo a nós mesmos quem somos e até aonde podemos chegar.
    É papo cabeça dos bons! É espetacular! É Lars Von Trier!"

    Aviso aos Navegantes: Se você não gosta de pensar, não pense assistir. DE-SIS-TA.
    maric
    maric

    Segui-los 1 seguidor Ler as 9 críticas deles

    5,0
    Enviada em 5 de fevereiro de 2017
    Excelente, como sempre, para mim o maior diretor de cinema vivo. Amei a ironia de "agradecer" a Penélope Cruz, nos Créditos, também sou grata pela pertinência dela preferir fazer Piratas do Caribe a Melancholia, tudo a ver.
    Charlotte Gainsbourg como sempre sintonizada com Lars. Belíssimo filme, belíssima trilha sonora, grandes atuações.
    Infelizmente a tolice da brincadeira que ele fez em Cannes (quem viu, ao vivo, percebeu exato a natureza do comentário, a irritação com os repórteres) vai marcá-lo absurda negativamente, como o affair Polanski . Perdem Cannes, seu cinema, seus tapetes. E eu, que amo a obra de ambos e adoro suas entrevistas.
    Anderson  G.
    Anderson G.

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    4,0
    Enviada em 8 de outubro de 2016
    Um filme sobre o fim do mundo diferente de tudo que você já viu, o fim está próximo, “Melancolia” nos mostra o fim do mundo seguindo a ideia de Lars Von Trier, polemico, mal educado, tagarela, mas um diretor espetacular, sem alienígenas, sem robôs gigantes ou criaturas que vem do fundo do mar, melancolia não passa de um planeta que está em colisão com a terra, começamos o filme presenciando um casamento extremamente conturbado, com uma família abastada mas problemática, Lars Von Trier antes de falar que todos vão morrer (por favor né, não espere um final de conto de fadas de um filme do Von Trier), ele nos faz conhecer todos os personagens e simpatizar com eles, ou não. A primeira parte é focada em Justine (Kirsten Dunst) que faz uma atuação bem regular, e essa primeira parte que corresponde a metade do filme, depois de 20 minutos fica completamente arrastada, nos dando sempre a mesma mensagem, fica visível que tem algo estranho, o casamento, a festa, o marido e a estrela..., e esses pilares vão se repetindo e se repetindo, na segunda parte a protagonista é a irmã de Justine, a Claire (Charlotte Gainsbourg) que faz uma boa atuação como sempre, nada de exagerado, nessa segunda parte temos todas as consequências do casamento mais o temor da morte iminente, todos os pecados do roteiro na primeira partes são compensados na segunda, que não é perfeita, mas ao menos tem um ritmo, a fotografia é lindíssima, Lars Von Trier abusa da câmera lenta, mas ele pode, pois ele sabe a usar, como todos os filmes dele, a cenas iniciais são obras de arte, com uma trilha sonora triste e magistral, os primeiros 5 minutos de filme são alá “200I, Uma odisseia no espaço”, Lars também grava quase todo filme com câmera na mão, o deixando mais realista e poético. Por fim, temos aqui um ótimo filme de ficção científica, diferente, profundo (poderia ser mais), com problemas de roteiros e ritmo, mas é um filme que surpreende pela simplicidade e no final, mesmo não tendo toda a reflexão que os filmes de Lars Von Trier geralmente causam, quando você deitar no travesseiro, você vai pensar, pensar, e pensar a respeito dessa película, e no final, Justine finalmente encontra seu slogan “A vida na terra é má”.
    Roberto O.
    Roberto O.

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    4,0
    Enviada em 19 de agosto de 2016
    O fim do mundo como metáfora para o estudo da depressão.

    Depressão é uma doença seríssima. Para uma pessoa acometida desse mal, a notícia da iminência do fim do mundo, proporcionada pela rápida aproximação de um planeta que está em uma inevitável rota de colisão com a Terra, pode ser recebida com um imenso alívio, acompanhado da certeza de que todos os seus problemas serão, afinal, solucionados pelo singelo motivo de que simplesmente deixarão de existir, bem como tudo ao seu redor, restando apenas a ‘paz’ gerada pela consumação de todas as coisas. Porque eu acredito que uma pessoa depressiva pense assim? Bem, é que... Atire a primeira pedra quem nunca na vida teve um lampejo semelhante de devaneio escapista, ainda que apenas por um momento. Quase sempre esse pensamento logo é substituído pela esperança de que a má fase vai passar e a vida vai, enfim, melhorar... Quase sempre. O cultuado cineasta dinamarquês Lars von Trier, melancólico por natureza, e habituado com as polêmicas em seus filmes e em suas declarações, propõe, com este sensível longa convenientemente batizado de Melancolia (que é o nome dado ao gigantesco planeta fictício que poderá se chocar com o nosso) uma profunda discussão acerca da vontade de viver e o desespero diante do fim em paralelo com o desespero de viver e a vontade de que tudo termine, aqui ilustrados pelas duas irmãs que conduzem a narrativa, Claire (Charlotte Gainsburg) e Justine (Kirsten Dunst). Claire quer que o planeta intruso vá embora. Justine não vê a hora de ele chegar.

    É na festa de casamento de Justine que conhecemos o núcleo familiar das irmãs: seus pais separados, vividos por John Hurt e Charlotte Rampling, o abastado marido de Clair (o astro da série 24 Horas Kiefer Sutherland), o filho pequeno do casal (Cameron Spurr) e o noivo de Justine, (Alexander Skarsgård, o novo Tarzan dos cinemas). Há ainda o patrão da noiva (Stellan Skarsgård, pai de Alexander na vida real) e seu funcionário recém-contratado (Brady Corbet). Estes personagens trocarão farpas o suficiente para que suas máscaras caiam, deixando transparecer a tremenda farsa que é aquela confraternização que, na verdade, nada tem a celebrar. Vagarosamente vamos percebendo que há algo errado com Justine, a julgar não apenas por suas próprias atitudes como também pela preocupação daqueles que a cercam. O cunhado, que pagou a festa, e que ainda por cima está sendo realizada em sua própria mansão, não para de reclamar do dinheiro que gastou. Ele conhece a instabilidade emocional da noiva e não enxerga um futuro promissor para aquela união matrimonial. Opinião compartilhada também pela mãe de Justine, que vê no casamento uma instituição falida, motivo para confrontação verbal com o ex-marido. Ele não tem muitos argumentos a seu favor, pois sua promiscuidade é conhecida por toda a família. Os insultos vindos de ambas as partes são inevitáveis. Tudo isso na frente da própria noiva e de todos os convidados, no melhor estilo ‘lavando a roupa suja’. Ainda surgem outros percalços, envolvendo o noivo, o patrão... E quando ouvimos Justine confidenciar para sua irmã: “Eu sorrio, sorrio e sorrio”, concluímos que, se ela está dizendo isso com tanta ênfase, é porque não é de seu costume fazê-lo. Justine tem depressão.

    As situações constrangedoras que se sucederam em sua desastrosa festa de casamento só desencadearam algo com o qual Justine já lidava desde sempre em sua vida, tendo em vista os comentários da irmã, da mãe, do cunhado e até do noivo. A depressão, que esteve camuflada por um tempo, veio à tona novamente. No fim da ‘festa’, a notícia da aproximação do planeta Melancolia começa a ganhar destaque, e deixa clara ao espectador a metáfora sugerida pelo diretor acerca do corpo celestial prestes a cobrir a Terra tal qual um sentimento profundo de tristeza pode se abater sem aviso sobre uma pessoa. A segunda metade do longa se concentra justamente nas já citadas reações opostas das irmãs diante do inevitável fim. É quando os diálogos, mais especificamente entre as duas, se desenvolvem de forma até bucólica, expressando seus devaneios existenciais e inquietações filosóficas acerca do sentido da vida.

    Ao ver seus dilemas, se é fácil entender as motivações de cada uma das duas irmãs em relação ao que as espera no horizonte, de onde já se enxerga o gigantesco corpo celestial se aproximando, muito desse mérito se deve ao desempenho de suas intérpretes. Kirsten Dunst (vencedora da Palma de Ouro de Melhor Atriz no Festival de Cannes de 2011 por este papel) confere fragilidade à Justine durante a primeira hora de projeção, situação que muda para uma mórbida comodidade quando passa a ter a certeza de que o fim está próximo e trará com ele seu tão desejado refrigério. Charlotte Gainsburg, por sua vez, faz Clair traçar um caminho oposto, em que a outrora bem resolvida esposa e mãe é tomada pela aflição com a chegada do evento que acarretará a irremediável interrupção de tudo o que conhece.

    Em alguns momentos da projeção, o já conhecido perfeccionismo de von Trier se faz sentir mais do que em outros, como na longa construção visual que abre o filme, em que presenciamos um melancólico mosaico, belissimamente concebido em sua fotografia, ao som de Tristão e Isolda (memorável peça musical de Richard Wagner), em uma sucessão de imagens que se dá de forma poética e monumental. Visualmente grandioso, o longa apresenta, todavia, como seu maior mérito a discussão que propõe. Não é um filme catástrofe com impressionantes cenas de destruição, longe disso. É um profundo estudo sobre a depressão, mostrado com uma beleza plástica incontestável, é bem verdade, mas sem desviar a atenção de seu tema.
    Melancholia é um filme adulto, contundente, extremamente reflexivo e, por isso mesmo, merece toda a atenção. A despeito do pessimismo inerente à história, uma obra cinematográfica que exemplifica com tal propriedade o drama vivido por quem é acometido desse mal, a depressão, pode ajudar muitos a verem a questão com a seriedade devida. E, se esta obra nos mostra, de um lado, o fim do mundo como uma acolhedora solução para todos os problemas, ao mesmo tempo vemos, do outro lado, o desespero de quem sente na iminente tragédia a interrupção brusca de todos os seus sonhos e a consequente impossibilidade de realizá-los. Eis o contraste das irmãs. As duas querem paz e felicidade, mas de maneiras absurdamente contraditórias. Se este lúgubre e inquietante longa-metragem realizado, contudo, de maneira tão bela e sensível, puder contribuir para amenizar um estado de depressão de quem o assistir, então ele já terá deixado o seu legado para a humanidade, enquanto ela existir... Apesar do nome, e do final chocante (literalmente), Melancolia pode, sim, trazer uma interpretação positiva, a de que a vida, apesar de tantos percalços pelos quais se pode passar, ainda vale a pena ser vivida.
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