Melancolia
Média
3,9
523 notas

67 Críticas do usuário

5
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MarinaLz
MarinaLz

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 25 de janeiro de 2013
O fim do Mundo, segundo Lars Von Trier

O filme conta a história do fim do mundo e o comportamento humano diante essa situação de morte iminente. Um planeta chamado Melancolia está prestes a colidir com a Terra. Nesse meio tempo Justine está se casando e sua irmã Claire lhe prepara uma grande recepção num castelo. Entretanto, o que aparentemente deixaria Justine feliz, acaba deixando-a num mar de dúvidas e arrependimentos logo em sua festa. São pequenas coisas que acabam levando-a ao ponto extremo do cansaço de fingir felicidade em função das pessoas ao redor. Sorrisos por conveniência, discursos familiares e de trabalho, tensão jogada pra baixo do tapete, enfim, tudo maquiando bem a cerimônia de recepção, a fim de mostrar que todos ali estão cumprindo seu dever de estarem felizes.
Devido à fragilidade emocional, e também por sua instabilidade, Justine é mostrada na segunda parte do filme já sozinha e numa profunda depressão. O casamento não dá certo e ela agora está com a família da irmã.
O fim do mundo, que de modo geral causaria pânico e tristeza nas pessoas, em Justine acaba causando um fortalecimento, uma sensação de alívio por saber que o fim está próximo, que finalmente sua tristeza/dor desaparecerá. Por isso, ela aceita de braços abertos o que está por vir.
Lars, na segunda parte do filme, faz um contraste incrível sobre o comportamento das pessoas, sobre como elas são realmente. O que afeta mais uma pessoa a outra.
Claire, a irmã de Justine, que passa a primeira parte do filme agindo de forma séria, firme e sensata, ao descobrir que em poucas horas tudo, incluindo ela, deixará de existir, entra em desespero. Claire tem marido e filho, o que lhe dá segurança e motivo para seguir sempre em frente, mas com o fim do mundo, ela perderia tudo que lhe faz ser.
Dessa forma, quem toma o controle devido a calma aceitação do fim, é Justine. Lars diz que a reação de Claire representa a maioria das pessoas, já Justine, que se abala com acontecimentos aparentemente banais e sem grande significado, não se preocupa com o fim de tudo.
Outro personagem que vale a pena citar é Kiefer, marido de Claire, que passa o filme todo como o homem da ciência e sempre confiante, tem um final trágico e um comportamento muito mais desesperado que o das duas mulheres, apesar de contido e silencioso.
A trilha sonora do filme, pra deixá-lo ainda mais tenso e aflito, mesmo que não haja grandes discussões ou cenas de explosão e gente gritando pelas ruas (que é o que estamos acostumados a ver quando se trata de filme-sobre-o-fim-do-mundo), é o prólogo da ópera Tristão e Isolda, de Richard Wagner. Quem conhece a música mas ainda não assistiu o filme, já começa a entender e imaginar como ele é e como nos sentimos quando estamos de frente à tela.
Há ainda mais artes envolvidas nesse filme. O roteiro foi baseado na peça "As Criadas" de Jean Genet, que conta a história de duas empregadas que acabam matando a patroa. Outra citação de arte é uma das mais marcantes cenas do filme, onde mostra Justine com seu vestido de noiva sendo levada pela correnteza do rio, referência à pintura Ophelia, de John Everett Millais.
É interessante citar pelo menos uma das muitas metáforas que Lars utiliza em seu filme. É mencionado várias vezes ao longo do filme que no campo de golfe que há ao redor do castelo um total de 18 buracos, entretanto, já próximo ao fim do filme, Claire passa por um dos buracos do campo e nele está marcado "19". Segundo Lars, o buraco 19 seria o limbo.
É dessa forma serena que segue o fim do mundo. Sem grandes movimentações, acontecimentos ou notícias preocupantes. O mundo simplesmente acaba, e esse nem é o ponto principal do filme, que é alimentado unicamente pelo comportamento e reação de cada um diante o inevitável. Lars conseguiu mostrar que é possível falar sobre, e até demonstrar pânico junto com calmaria diante do que poderíamos considerar como a pior das catástrofes.
Mario B.
Mario B.

4 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 22 de janeiro de 2013
Um dos melhores filmes que assisti. Certamente não é para pessoas que adoram filminhos comerciais de ação ou melequentos de romantismo barato. Não se sai mais feliz, rindo, ou com sentimentos baratos vendidos pela mídia comercial. A gente sai melancólico, exatamente como Lars Von Trier queria, mas a melancolia com um bom toque de lucidez.
bruce
bruce

1 crítica Seguir usuário

0,5
Enviada em 20 de janeiro de 2013
pior filme que ja vi, um lixo , 2 horas desperdiçadas
André H.
André H.

12 seguidores 7 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 27 de dezembro de 2012
A divisão em duas partes mostra as duas faces da tristeza profunda. Se por um lado há uma melancolia pelo iminente fim do mundo, a tristeza por cumprir o que a sociedade exige, passando por cima de seus próprios sentimentos e vontades toma conta da Kirsten, que numa interpretação brilhante nem sequer se parece com a mesma atriz que participou do Homem-Aranha. Um dos melhores filmes que eu já. Se não, o melhor.
AllBs
AllBs

4 seguidores 15 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 3 de agosto de 2013
Com uma humilde bagagem de filmes vistos no mundo da sétima arte, posso dizer com êxito, mesmo assim e até precipitadamente, que essa provavelmente é uma das únicas obras cinematográficas que me embriagará tão arrebatadoramente. Sempre o Trier. Não tenho muita base, mesmo pra elogiá-lo.
Mas tudo nesse filme embriaga; a música do Bethoven que culmina os vários picos do filme, as cenas meio-estáticas no início que parecem uma pintura viva, os diálogos e até a depressão. Principalmente a depressão. Dunst, aqui em Justine, se banhando na luz do planeta Melancolia depois de, fisicamente e nas suas expressões expor a depressão que a corrói após um casamento fracassado, é embriagante.
Sim, Melancolia não é sobre um planeta que vai destruir a Terra. É sobre a depressão, que por seja-lá-qual-motivo, pode visitar qualquer um, já que todos estão sujeito à vida. Essa vida, a minha, a sua, que não é nada perto do vasto universo, que nem sentiria a nossa falta e a da Terra, destroçada tão delicadamente por outro planeta.
Câmera, fotografia, atuação, diálogo, orquestrados com tanta magnitude compõem um filme tão tragicamente belo.
Luza Basso Driessen
Luza Basso Driessen

8 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 28 de fevereiro de 2012
...Apos DogVille me tornei uma fã de Lars Von Trier, mas com este filme ele perdeu alguns pontos.
Pra começar, a atriz, não entendi porque a escolha, enfim, achei que poderiam ter colocado alguém bem mais marcante no papel.
A primeira parte do filme é dispensável, tem uma hora de duração e depois é não tem muita relevancia com a história do filme. Mas vindo do diretor isso é até perdoável.
As cenas finais são lindas, parabéns para o diretor de arte.
O título resume o humor do filme, mas não ha outro que se esperar do diretor: ele é parado sim, é lento e melancólico, para aqueles que não simpatizam com o gênero fujam do filme. Eu particularmente gosto
Acho que o produto final tem seu valor sim, a camêra é típica de Lars Von Trier, algo mais "caseiro", parece que dá uma vista mais pessoal ao telespectador, há imagens lindas. Mas diria que é um filme dispensável.
Caio Alcântara
Caio Alcântara

4 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
O comentário do Ademar foi excelente. ''Melancolia''... o nome já diz tudo.
thamidi
thamidi

3 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
E' um otimo filme e seu nome se encaixa perfeitamente em seu conteudo. Meio cansativo em algumas partes, mas e' realmente sensacional =) Vejam!
Mada
Mada

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
...um filme fora do usual e quem não é acostumado em assistir filmes diferenciados não vai gostar. Já eu adoro filmes assim... muito bom. Pegar o filme pensando q se trata de tragedia e efeitos especiais hollywoodianos seria um lêdo engano. Adorei a atuação da Kirsten
felipinho
felipinho

32 seguidores 65 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
...“O embelezamento da obra soa quase sempre artificial e vazio, principalmente nos enquadramentos da primeira hora, bem como a câmera do diretor sendo a mais irritante de sua carreira e a personagem inexpressiva e robótica diminui ainda mais a empatia com o público. Os 5 minutos finais são os mais relevantes.”
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