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    Mick Jagger: Relembre a carreira do vocalista dos Rolling Stones nos cinemas
    Por Joao Vitor Figueira — 20/02/2016 às 01:00
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    De Performance a Vinyl.

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    Performance (1970)
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    Com mais de meio século de serviços prestados ao rock 'n' roll, a lendária banda The Rolling Stones apresenta o primeiro o show da turnê Olé em solo brasileiro neste sábado (19), em um show no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. 

    Aproveitando a passagem do gurpo britânico pelo país, lembramos da ligação do vocalista Mick Jagger com o cinema, seja como ator de filme dramáticos, produtor de cinema ou tema de documentários (sem contar os clássicos usos de faixas dos Stones em trilhas sonoras — alô, Scorsese). Ele já até ganhou um Globo de Ouro pela canção "Old Habits Die Hard", presente na trilha sonora de Alfie - O Sedutor.

    O ator:

    "Eu não gostaria de ter apenas uma opção. Eu sinto que eu preciso ter ao menos duas para fazer o que eu faço de forma confortável. Atuar, certamente é essa segunda opção", afirmou Jagger em uma entrevista concedida em 1979. Apesar de não ter tido uma carreira tão brilhante nos cinemas quanto seu ex-colega de profissão David Bowie, Jagger também teve alguns trabalhos diante das câmeras.

    Sua primeira atuação se deu no controverso filme Performance, drama dirigido por Donald Cammell e Nicolas Roeg que até hoje pode ser considerado como o único verdadeiro clássico da carreira do músico na sétima arte. Na trama, o cantor interpreta um excêntrico rockstar repleto de mistérios que decide acolher em sua misteriosa mansão um violento criminoso (James Fox) que precisa sair de cena por um tempo. O longa-metragem foi filmado em 1968, mas só foi lançado dois anos depois porque os executivos da Warner Bros estavam chocados com a forma gráfica em que o sexo, a violência e o consumo de drogas foram apresentados na película.

    Performance Trailer Original

     

    Também em 1970 foi lançado o faroeste australiano A Forca Será Tua Recompensa, em que Jagger o famoso fora-da-lei Ned Kelly, que começou a roubar cavalos para a ajudar sua família até que se viu cada vez mais imerso na vida criminosa, com o pescoço colocado à prêmio. Dirigido por Tony Richardson, vencedor do Oscar por As Aventuras de Tom Jones, o longa-metragem foi rejeitado pelos críticos e o próprio Jagger diz que nunca o assistiu.

    Após o fracasso de A Forca Será Tua Recompensa, Jagger ficou sete anos sem atuar (afinal, os Stones iam "muito bem, obrigado" nessa fase) até voltar a aparecer nos telefilmes The War Between the Tates (1977), um drama romântico, e na comédia satírica The Rutles: All You Need Is Cash, um pseudo documentário que tirava sarro dos Beatles, com Dan Aykroyd e Bill Murray no elenco.

    Em 1987, Jagger veio ao Brasil para rodar o filme Running Out of Luck, cuja trama é inspirada nas canções de seu primeiro disco em carreira solo, o álbum "She's the Boss". Ele interpreta um azarado cantor que vem ao país gravar um videoclipe, mas é assaltado por um trio de travestis, dado como morto e feito de escravo sexual da personagem de Norma Bengell após ser sequestrado e levado para uma fazenda produtora de bananas. Com direção de Julien Temple (que dirigiu Bowie no fracassado Absolute Beginners), a esdrúxula comédia traz ainda Dennis Hopper e Tony Tornado no elenco.

    Em mais um filme que não foi bem nem com a crítica, nem com o público, Jagger atuou no trhiller sci-fi futurista Freejack: Os Imortais em 1992, que conta com nomes como Anthony Hopkins, Rene Russo e Emilio Estevez no elenco. Cinco anos depois, em 1997, Jagger atuou em um dos poucos filmes de sua carreira que foi mais elogiado do que criticado, o drama Bent, sobre a perseguição a homossexuais na Alemanha Nazista. O líder dos Stones interpreta a drag-queen cantora Greta no longa de Sean Mathias, que venceu o Prêmio da Juventude no Festival de Cannes por seu trabalho. O filme conta com Ian McKellen no elenco.

    O último papel de Jagger nos cinemas foi no drama romântico Confissões de um Sedutor, onde interpreta um cafetão de luxo que alicia Andy Garcia, um escritor com dificuldades financeiras, para o mundo da prostituição.

    Os documentários:

    Se como ator Jagger não deixou uma marca relevante na sétima arte, ao ser retratado por grandes cineastas no que faz melhor — se apresentar com os Stones —, o cantor foi tema de grandes documentários musicais como Sympathy for the Devil (1968), Gimme Shelter (1970) e Shine a Light (2008).

    Sympathy for the Devil traz a direção de Jean-Luc Godard, mestre da Nouvelle Vague, e acompanha os Rolling Stones gravando a faixa que dá nome ao filme, uma ode ao Diabo cantada em primeira pessoa que abre o disco "Beggars Banquet". Como é comum nos filmes do cineasta responsável por Acossado, a montagem fragmentada intercala cenas dos músicos com imagens de ativistas do grupo Panteras Negras e mensagens sobre marxismo.

    Filmado durante a turnê de 1969 dos Rolling Stones nos Estados Unidos pelas câmeras dos irmãos Albert e David Maysles e Charlotte ZwerinGimme Shelter é filmado com base nas diretrizes do Cinema Direto, que pressupõe um olhar naturalista dos eventos retratados, sem interferências, entrevistas e narrações. O filme captura o trágico e fatítdico show do Stones no Altamont Free Concert, quando um fã, chamado Meredith Hunter, foi esfaqueado e morto por um dos membros do moto clube Hells Angels, contratado de última hora para fazer a segurança do evento. Uma curiosidade: um dos operadores de câmera deste documentário foi George Lucas.

    Fã ávido de música (especialmente de rock 'n' roll), o cineasta Martin Scorsese rodou o documentário/filme-concerto Shine a Light acompanhando um show de Jagger, Keith Richards e companhia durante um show no tradicional Beacon Theatre, em Nova York, em 2006, que fez parte da turnê A Bigger Bang Tour.

     

    O produtor:

    No ano de 1995, ao lado de Victoria Pearman, Jagger fundou a produtora de cinema Jagged Films. O primeiro lançamento da companhia foi o drama romântico Enigma, de 2001, sobre um cientista britânico disposto a quebrar um código nazista em 1943. O elenco trouxe Dougray Scott e Kate Winslet. No mesmo ano, a produtora lançou o documentário Being Mick, que acompanha a vida do cantor durante um ano.

    Em 2008 a companhia lançou a comédia Mulheres: O Sexo Forte, com Eva Mendes, Meg Ryan, Annette Bening e Jada Pinkett Smith. O filme foi execrado pela crítica.

    Anos depois, Jagger produziu a razoávelmente bem recebida cinebiografia James Brown, com Chadwick Boseman no papel do Padrinho do Soul, e o documentário Mr. Dynamite: The Rise of James Brown.

    O mais recente trabalho de Jagger como produtor foi na série Vinyl, que tem Terence Winter como showrunner e teve o episódio piloto dirigido por Martin Scorsese.

     

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