Notas dos Filmes
Meu AdoroCinema
    Os filmes do Harry Potter, do pior ao melhor
    Por Vitória Pratini — 31 de jul. de 2020 às 18:09
    facebook Tweet

    Para comemorar os 40 anos de Harry Potter, o AdoroCinema fez o ranking oficial dos filmes da saga.

    Warner Bros.

    Harry Potter fez 40 anos! Calma, não estamos falando de Daniel Radcliffe nem de quanto tempo o bruxinho foi criado por J.K. Rowling. No dia 31 de julho, na ficção, é celebrado o aniversário do Menino que Sobreviveu. Nascido em 1980, ele completaria 4 décadas de vida em 2020.

    Talvez você o conheça como arquiinimigo de Voldemort (Ralph Fiennes), ou como o famoso estudante de Hogwarts, membro da Grifinória, melhor amigo de Rony (Rupert Grint) e Hermione (Emma Watson), marido de Gina Weasley (Bonnie Wright), pai de Alvo Severo, Lily Luna e Tiago Sirius.

    De qualquer forma, o que importa é que o personagem conquistou o coração de milhares de leitores e espectadores mundo afora. Pessoas que, até hoje, sonham em receber sua carta de Hogwarts. Com seus sete livros, oito filmes, parque temático e uma franquia spin-off, Harry Potter marcou gerações. 

    Portanto, pra celebrar a data, o AdoroCinema fez um ranking de todos os filmes da saga, do pior ao melhor. Juntamos as listas pessoais de cada um da redação e fizemos uma média. Confira abaixo e conte para a gente: quais são os melhores e os piores filmes no seu ranking pessoal?

    8) Harry Potter e o Enigma do Príncipe

    Warner Bros.

    Apesar da eficácia em mostrar que Hogwarts agora possui um clima muito mais denso e dificuldades consideravelmente mais intensas (mérito da boa direção de David Yates), Harry Potter e o Enigma do Príncipe acaba pecando na execução de replicar justamente os momentos mais empolgantes do livro no qual é baseado, como por exemplo as memórias da família de Tom Riddle e o clima entre Harry e Gina, que nunca conseguiram ter a química necessária para um bom casal nas adaptações. No entanto, ainda podemos elogiar não só a direção, mas também o bom trabalho de fotografia e os sensíveis momentos entre Potter e Dumbledore: a morte deste último foi marcante no nível correto. — Ygor Palopoli

    7) Harry Potter e a Ordem da Fênix

    Warner Bros.

    Harry Potter e a Ordem da Fênix colocou a franquia sob a ótica da interferência governamental na escola e a negação de que o "inimigo" (no caso, Voldemort) tenha voltado para assombrar o mundo bruxo. Um arco bastante interessante e necessário, quando comparado com movimentos ditatoriais da vida real. No entanto, ainda que o filme tenha se beneficiado da excelente interpretação de Imelda Staunton como a odiosa Dolores Umbridge, esse arco foi prejudicado por um roteiro fraco e confuso — que deixou os espectadores tão no escuro quanto Dumbledore deixou Harry. Nem mesmo a chocante morte de Sirius (Gary Oldman) teve o impacto emocional que no livro que inspirou o filme. Já a criação da "Armada de Dumbledore" gerou um sopro de esperança na trama, com a ótima escalação de Evanna Lynch como Luna Lovegood, além de sequências visuais incríveis no treinamento dos Patronos. — Vitória Pratini

    6) Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1

    Warner Bros.

    As Relíquias da Morte - Parte 1 marca o início do fim. Porém, tal qual o começo do livro que o inspira, é uma jornada para chegar a algum lugar. Assim como o empolgante As Duas Torres na franquia O Senhor dos Anéis, o penúltimo Harry Potter funciona bem como a metade inicial de uma trama e um filme de passagem, mas não tem peso o suficiente para se sustentar sozinho como obra cinematográfica. Os momentos de fuga de Harry, Hermione e Rony são longos e enfadonhos, repetitivos — realistas, de fato, como numa guerra — e servem para alimentar o clima de tensão que terá seu ápice no filme seguinte. P.s.: quem está até hoje chorando pela morte de Dobby, levanta a mão! — Vitória Pratini

    12 Personagens de Harry Potter interpretados por mais de um ator

    5) Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2

    Warner Bros.

    Senhor dos Anéis que me perdoe, mas a saga Harry Potter também sabe fazer batalhas épicas. De fato, o grande destaque de As Relíquias da Morte - Parte 2, novamente comandando por David Yates, é a luta em Hogwarts, envolvendo todos os seres mágicos e personagens coajuvantes sobreviventes, de forma empolgante. Uma jornada memorável como essa, de 10 anos, deveria culminar em eventos emocionantes e que, essencialmente, caracterizasse o melhor filme da franquia. No entanto, enquanto o último longa-metragem é muito bom, ele não adquiriu o status de excelência que a saga merecia. Destaque positivo, de tirar o chapéu, para Helena Bonham Carter interpretando Hermione fingindo ser Bellatrix. — Vitória Pratini

    4) Harry Potter e o Cálice de Fogo

    Warner Bros.

    A partir de O Prisioneiro de Azkaban, a saga Harry Potter começou a ganhar ares mais sombrios, que culminaram justamente nos eventos de O Cálice de Fogo. Pela primeira vez, vimos o mundo bruxo além de Hogwarts, em sequências visualmente belas da Copa Mundial de Quadribol e a apresentação de outras duas escolas participantes do Torneio Tribruxo. A produção dirigida por Mike Newell investe muito bem nas tarefas da competição, mais ou menos como os 12 trabalhos de Hércules, que vão aumentando de dificuldade na mesma medida que a tensão do filme cresce. Seu desfecho, que traz a morte de Cedrico (Robert Pattinson) e o retorno de Voldemort, é visceral. — Vitória Pratini

    3) Harry Potter e a Câmara Secreta

    Warner Bros.

    Como fã (de carteirinha) de Harry Potter, a jornalista que vos fala tem como um dos favoritos A Câmara Secreta. O segundo filme da franquia é, antes de mais nada, uma aventura juvenil muito bem construída. Repleta de mistério, segredos e fantasia, a trama consegue ser sombria, e insere na saga Harry Potter a dualidade do vilão e da culpabilidade: Gina teria aberto a Câmara Secreta e causado a petrificação de pessoas por influência de Tom Riddle. Novamente dirigido por Chris Columbus, o filme também aposta no humor, em cenas memoráveis como do carro voador e do Berrador, que deixam Rupert Grint brilhar no papel. — Vitória Pratini

    2) Harry Potter e a Pedra Filosofal

    Warner Bros.

    É difícil, como fã da saga Harry Potter, não criar um apego especial por A Pedra Filosofal. Não apenas por ser a introdução a um mundo de magia que passaria a fazer parte de nossas vidas por um bom tempo, mas também porque Chris Columbus soube mesclar muito bem os momentos de inocência e ingenuidade com as aventuras que, já naquela época, se mostravam aterrorizantes para crianças de 11 anos. Como um capítulo introdutório, cumpre muito bem o seu papel em marcar no coração as primeiras passagens de cada personagem. — Ygor Palopoli

    1) Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

    Warner Bros.

    Dentro de qualquer perspectiva técnica, já seria muito difícil colocar Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban fora das primeiras colocações. Mas quando o primor da direção do vencedor do Oscar Alfonso Cuarón se une a uma trama que, pela primeira vez, se permite explorar mais as relações familiares de Harry, a raiz de seus maiores anseios e a inédita viagem no tempo, temos aqui o melhor capítulo de todos. Vale lembrar, ainda, que são nos pequenos momentos em que o filme entrega sua delicadeza — seja com Harry conjurando seu patrono, Snape protegendo o trio de protagonistas ou a planada final com o Bicuço. — Ygor Palopoli

    facebook Tweet
    Links relacionados
    Pela web
    Comentários
    • Raul Navarro
      Me dói ver o fundamento de um crítico para avaliar um filme ter como linha os elementos literários e não os cinematográficos. O filme deve ser visto como ele mesmo, sua proposta e seus aspectos técnicos. A adaptação nasce na sua acepção e morre assim que a tela do cinema liga. Depois disso, vc deve avaliar o filme, tão e somente.Nesse sentido, a lista me parece cheia de deturpações e inversões de interpretação de qualidade. O Enigma do Príncipe, sombrio, maduro, cheio de conflitos de alta profundidade, com cores milimetricamente encaixadas conforme as ambientações, poético, entre tantas outras qualidades, finalizadas com um plot twist extremamente bem colocado, jamais poderia ser o último da lista, atrás (por muito, segundo a matéria em questão) de obras cinematograficamente infantis como A Pedra Filosofal e A Câmara Secreta (não desmerecendo a qualidade de ambas, que também são boas).Meu apelo é para que os analistas do site sejam menos subjetivos na hora de fazer esse tipo de lista qualitativa, de maneira que prezem mais pela interação do espectador com o filme como unidade, e foquem menos no aspecto episódico do todo (cuja experiência é variável).*Obs: usar expressões como “do PIOR ao MELHOR” já é um péssimo começo, principalmente quando o parâmetro é conjuntivo com elementos externos e parcial.
    Mostrar comentários
    Back to Top