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    Festival de Cannes 2019: Coreano Parasite é o vencedor; Bacurau leva Prêmio do Júri
    Por Renato Hermsdorff — 25 de mai. de 2019 às 16:01
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    Decisão da Palma de Ouro foi unânime.

    O longa Parasite (título em inglês), do sul coreano Bong Joon-ho levou a Palma de Ouro, do Festival de Cannes, por decisão unânime do júri presidido por Alejandro González Iñárritu, em cerimônia realizada na noite deste sábado. O brasileiro Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, ficou com o Prêmio do Júri, dividido com o filme Les Misérables, de Ladj Ly. Este foi o único “empate”.

    Kleber dedicou o prêmio ao Brasil, dizendo que frequenta o Festival de Cannes há 20 anos, primeiro como crítico, depois como programador de cinema e, enfim, cineasta. “Vocês não podem imaginar como a cabeça está neste momento”, disse. O diretor ainda fez questão de lembrar que o país venceu a mostra Um Certo Olhar (com a A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, de Karim Ainouz). “Nós somos embaixadores da cultura do Brasil. Nós precisamos de suporte e respeito”, concluiu, no palco.

    Antonio Banderas foi escolhido o melhor ator, por Dor e Glória, de Pedro Almodóvar, e subiu ao palco muito emocionado. Ele homenageou o cineasta, a quem "deve a carreira", segundo o próprio, uma vez que o filme é uma espécie de autobiografia ficcionalizada de Almodóvar, a quem Banderas interpreta no filme. “Eu esperei 40 anos por isso”, declarou.

    Confira a lista completa dos vencedores da 72ª edição do Festival de Cannes:

    - Palma de Ouro: Parasite, de Bong Joon-ho
    - Grande Prêmio: Atlantique, de Mati Diop
    - Prêmio do Júri: Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles e Les Misérables, de Ladj Ly
    - Prêmio direção: Young Ahmed, Jean-Pierre Dardenne, Luc Dardenne
    - Melhor atriz: Emily Beecham, por Little Joe
    - Melhor ator: Antonio Banderas, por Dor e Glória
    - Melhor roteiro: Portrait of a Lady on Fire, Céline Sciamma
    - Menção especial: Elia Suleiman, por It Must be Heaven
    - Camera D'Or (melhor filme de estreia): Nuestras Madres, de César Díaz
    - Melhor curta-metragem: The Distance Between Us and the Sky, de Vasilis Kekatos, com menção especial para Monstruo Dios, de Agustina San Martín.

     

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