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    Veneza 2014: Cinema italiano demonstra força no festival
    Por Francisco Russo — 1 de set. de 2014 às 20:13
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    Três filmes italianos já foram exibidos na mostra competitiva até o momento e todos têm chances de serem premiados!

    Durante alguns anos, o cinema italiano andou meio sumido nas principais premiações de cinema ao redor do planeta. De vez em quando surgia um Gomorra aqui, um César Deve Morrer ali, mas era pouco para o país que já produziu diretores do porte de FelliniRosselini e Visconti. Veio 2013 e A Grande Beleza alcançou uma consagração mundial poucas vezes vista, levando para casa o Globo de Ouro e o Oscar de melhor filme estrangeiro (entre dezenas de outros prêmios menores). Um ano depois, o cinema italiano contemporâneo volta a ser destaque na programação de um grande festival de cinema - e, desta vez, em sua própria casa.

    Até o momento foram exibidos três filmes italianos presentes na mostra competitiva: Anime NereHungry Hearts e Il Giovane Favoloso. Todos têm chances reais de prêmios, por mais que nenhum deles tenha se destacado tanto ao ponto de afirmar que é um possível ganhador do Leão de Ouro.

    Anime Nere é o clássico filme de máfia adaptado aos dias atuais, de forma a inserir o tema do tráfico de drogas. Bem conduzido pelo diretor Francesco Munzi, o filme de início incomoda por repetir a trama de Michael Corleone em O Poderoso Chefão, no sentido de alguém de fora ser tragado para aquele universo. Entretanto, uma virada na reta final traz o gás necessário para que o longa sobreviva por conta própria, sem comparações.

    Rodado inteiramente em Nova York e falado praticamente todo em inglês, Hungry Hearts surpreende pelo rumo inusitado da história, que começa como uma típica comédia romântica e aos poucos se transforma em um suspense tenso. Alba Rohrwacher é a grande favorita ao prêmio de melhor atriz e Adam Driver corre por fora pelo prêmio de melhor ator.

    Elio Germano é o poeta Giacomo Leopardi em "Il Giovane Favoloso"

    Il Giovane Favoloso, exibido hoje para a imprensa mundial, oferece a melhor atuação masculina do Festival de Veneza até o momento. Elio Germano brilha na pele de Giacomo Leopardi, pelas limitações físicas do personagem e também sua devoção à poesia. O grande problema do filme é sua duração excessiva (137 minutos), devido à grande quantidade de cenas contemplativas.

    Se o cinema italiano será mais uma vez premiado em Veneza, caberá ao júri presidido por Alexandre Desplat decidir. Mas, independente de possíveis troféus, ele tem feito bonito na programação deste ano.




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