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Everton Luís
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Crítica da 7 temporada
0,5
Enviada em 13 de abril de 2025
A série se perdeu totalmente do conceito, essa é de longe a pior temporada da série, episódios longos com diálogos intermináveis, você chega a cansar de tanto blá blá blá e nada de black mirror, O único episódio que se aproxima do que estamos acostumados é o Eulogy, mas mesmo assim é cansativo e monótono.
Sempre é muito bom ter de volta mais uma temporada de Black Mirror! Achei 3 episódios muito bons e outros três bem fracos. Logo, minha ordem de preferência, fica assim: 1. Common People 2. USS Callister: Infinity 3. Bête Noire 4. Plaything 5. Eulogy 6. Hotel Reverie (péssimo)
Essa temporada marcou o retorno da série aos trilhos, resgatando a essência e a temática que tanto conquistaram os fãs desde o início. A qualidade dos episódios variou bastante — com destaque positivo para o excelente episódio de abertura e um desfecho muito bem feito. Por outro lado, o segundo e o terceiro episódios foram os pontos mais fracos da temporada, enquanto o quarto e o quinto ficaram no meio-termo, sem grandes destaques. Ainda assim, o saldo geral é bastante positivo, entregando uma temporada envolvente e prazerosa de acompanhar, com aquela sensação de que a série reencontrou seu caminho.
Quer fugir da onda “modinha” do que o Netflix proporciona a pseudo nerds? E ser um dos primeiros por aqui a ficar alucinado, instigado e perturbado com uma série que quase ninguém ouviu falar? Então tá na mão… sem escrúpulo algum… Já no primeiro episódio. Pode ler não contém SPOILERS.
A Série usa a roupagem de critica mas é apenas o que os americanos sabem fazer serem rasos , a série quer mais chocar que levar a reflexão. Quando mostram na última temporada o homem que recorrer a internet fazendo coisas absurdas porque as pessoas são doentes e gostam e a mesma coisa que a série faz , as pessoas vão assistir porque tem um cara transando com um porco ... Achei a série rasa, depressiva e sem contexto aparente só quer chocar e mostrar o óbvio em uma roupagem moderna ou seja mais do mesmo
Melhor série distópica de ficção científica. Cada capítulo faz a gente pensar que poderá ser esse nosso futuro, não muito distante. Alguns episódios são sensacionais.
É uma série sem início e final, brilhantismo dos criadores em fazer histórias que os atores mudam e os episódios são distintos, porém torna-se uma série por conseguir unir drama e o uso da tecnologia como premissas ao questionamento social, se tivéssemos o poder de usar estas tecnologias? Será que seria tudo maravilhoso ou este poder traria consequências novas que não estamos preparados? Impressionante como cada episódio “buga” nossa mente.
As ideias continuam incríveis, gostei muito das referências as outras episódios são prazerosos de assistir. Entrega uma boa temporada e vale a pena assistir
O soco no estômago continua lá. Quem não notou é porque não pensou melhor. O problema de Black Mirror é que as pessoas ainda olham pra ela como uma série sobre tecnologia, sendo que é uma série cada vez mais sobre relações humanas. Em Fifteen Million Merits, lá na primeira temporada, não vi nenhum crítico falando da metalinguagem com a própria série no final e da própria arte como um subterfúgio pras contradições inerentes à existência humana, o que é muito triste, todos preferiram olhar pro episódio como uma crítica à reality shows (?). Já nessa temporada, a visão do espectador continua limitada, USS Callister é o melhor exemplo, um episódio que explora conceitos complexos sobre a vida, existência e a morte, aprofundando o debate de San Junipero, e ninguém fala disso, apenas da referência óbvia à Star Trek (Uma escolha que pode ser meramente estética). Em uma série executada perfeitamente, é uma pena que a amplitude dos debates dela - que vão desde a vida e da morte até a justiça e a própria revolta, ética, dialética, etc - sejam limitados à uma crítica a tecnologia. Vi críticos por aí dizendo que o criador da série está obcecado com as novas tecnologias, mas quem parece obcecados são eles, que não conseguem olhar a profundidade dessa obra sob uma outra ótica.
A única coisa que senti um pouco de falta nessa temporada foi de um sarcasmo mais elegante no estilo daquele episódio de Natal com o Jon Hamm, que é absurdamente bom com sarcasmo, mas que talvez seja explicado pela necessidade que Brooker sentiu de dar um tom mais realista à alguns episódios.
Apesar de entender muito bem a proposta do episódio, acho um desperdício de belas atuações e direção. Temática "non sense" para ser aplicada em uma possível realidade dramática, beira a querer rir do nosso intelecto. A reviravolta da opinião pública, posteriormente a pressão ao primeiro ministro, cometer o ato, a pena de ter sua vida e carreira ameaçadas, é forçar muito a barra pra chegar ao objetivo.
Simplesmente, sensacional. O primeiro episódio de cara é para chocar. E choca mesmo. Se você observar atentamente aos episódios dessa primeira temporada verá que são diversos pontos que são abordados em forma de críticas e cabe a realidade de cada um que assiste conseguir identificá-las. No episódio The National Anthem, podemos ver uma clara crítica ao quanto o ser humano pode ser controverso, quando sua imagem está em jogo. Os sites pornôs de coisas bizarras se proliferam na internet, claro, por terem vasto público, mas transar com um porco para salvar uma vida é algo extremamente nojento (não que não o seja) quando estão todos olhando. Enquanto ele, o primeiro ministro, acha isso extremamente nojento (sua preocupação maior é a sua imagem), todos estão sem piscar os olhos para ver o ato do início ao fim. No segundo episódio, 15 Million Merits, apesar de ser massante e pouco explorado, vemos uma releitura de matrix, só que com seres humanos conscientes. O objetivo é pedalar e gerar eletricidade, para qual objetivo? Para comprar coisas fúteis virtuais (nada muito diferente de hoje) e sustentar o sistema. A forma de vida me lembra um pouco "O preço do amanhã": pedalar diariamente e aquilo que você ganha é praticamente para sua subsistência (nada diferente do que a maioria das pessoas do nosso planeta experimenta hoje). Há também uma crítica fortíssima ao sistema, quando digo sistema é tudo: leis, forma de vida, cultura, tudo. Nascemos nesse sistema, não conseguimos ir contra ele e quando alguém se revolta e diz umas verdades o sistema arruma uma forma de dizer o seguinte: "Você está certo, disse tudo. Venha para cá e desfrute conosco daquilo que a casta mais pobre da terra pode nos oferecer, afinal, não somos nós que mudaremos isso". E o principal, se ele se recusasse a assistir os pornôs, era cobrada multa, mas porquê? Porque quanto mais ele assiste aos vídeos de sexo, mais condicionado ele fica a sexualidade, e mais procria, e mais seres humanos geram energia, e mais gente realimenta o sistema. Não podia deixar de comentar o último episódio que fecha com chave de ouro. The Entire History of You, mostra os dois lados da tecnologia: 1 - O positivo, as relações devem ser mais sinceras ou ruirão prematuramente, pois a tecnologia não permite mais enganação e mentira, ela consegue nos favorecer instantaneamente se nossas falas ou ações são mentiras ou verdades, isso já está no nosso dia-a-dia no WhatsApp, 2 - O negativo, não há limites para a desconfiança, sempre estaremos com o pé atrás sobre qualquer pessoa, pois somos falhos, os sistemas não. Tudo que você faz é gravado, qualquer gesto, palavra, pode manchar sua reputação para sempre e nunca mais será esquecida.
Série tremendamente fantástica. Muito perturbador como a tecnologia pode nos consumir de forma a interagirmos de maneira tão doentia com ela. Aquele hit da menina da bicicleta grudou na minha mente como chiclete. Muito inteligente e interessante
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