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    Outlander: Por que Claire foi para os anos 1960 no final da 5ª temporada?
    Por Vitória Pratini — 26 de mai. de 2020 às 20:29

    Caitriona Balfe explicou como foi a construção DAQUELA cena.

    A quinta temporada de Outlander chegou ao fim este mês nos Estados Unidos e já está renovada para o sexto ano. Enquanto os fãs leais aguardam mais dramas, reviravoltas e cenas quentes entre Jamie (Sam Heughan) e Claire (Caitriona Balfe), o chocante episódio final da quinta temporada deixou uma pergunta no ar: por que Claire se viu nos anos 1960?

    O AdoroCinema ajuda você a entender essa questão. Mas atenção: o texto a seguir contém SPOILERS da quinta temporada de Outlander!

    Viagens no tempo não são novidade para os fãs de Outlander. A primeira temporada começou com Claire Randall sendo transportada para a Escócia do século 18, e desde então, a série explorou viagens no tempo para diversos eventos ao longo da História. A sexta temporada, inclusive, vai ser ambientada durante a Guerra da Independência dos Estados Unidos.

    Mas, então, o que significa que Claire se viu na década de 1960 durante um momento crucial do final da quinta temporada?

    O que Claire viu nos anos 1960?

    No chocante episódio, intitulado "Never My Love", mostrou Claire sendo sequestrada e estuprada por um grupo de bandidos. Durante o terrível ataque, para escapar dos horrores de seu presente, a médica do século XX teve visões de si mesma em um mundo altamente estilizado que parecia nos anos 60.

    No devaneio, ela apareceu ao lado de seu marido, Jamie, junto com o sobrinho jovem Ian Murray (John Bell), Fergus (César Domboy) e Marsali (Lauren Lyle). A personagem imaginou um jantar de Ação de Graças com outros personagens, incluindo Jocasta Cameron (Maria Doyle Kennedy) e Murtagh Fitzgibbons (Duncan Lacroix).

    Starz

    O que significam as visões de Claire?

    Claire se viu ao lado de pessoas do passado que não poderiam estar ali naquele período de tempo, invalidando que poderia ser um futuro para o qual ela viajaria a seguir. As visões na verdade representaram um espaço seguro para Claire, com Jamie fisicamente envolvendo seu kilt ao redor dela — como ele fez na primeira temporada. Foi um devaneio que ela teve a fim de escapar dos horrores que estavam acontecendo com ela.

    Segundo o roteirista Tony Graphia, tratou-se de um "mecanismo de segurança" que algumas vítimas desenvolvem para enfrentar momentos como esse. "Nós pensamos que uma coisa que Claire poderia fazer era sair de sua cabeça para um lugar diferente". Para Caitriona Balfe, intérprete de Claire, foi "um dispositivo psicológico que Claire criou para se proteger".

    O período na paisagem dos sonhos era "inespecífico", mas tinha uma sensação dos anos 60, e acabou se tornando uma era sem uma forma definida. Isso porque as visões não tinham somente elementos da década de 60 mas também itens do cume de Fraser, incluindo uma pintura que Claire observa, uma peça abstrata de sua casa.

    No entanto, aspectos do ataque e seu sequestro foram incluídos no vazamento no teto e Lionel Brown (Ned Dennehy) aparece na janela. Além disso, é possível observar a preocupação de Claire no fundo de sua mente com a segurança de Brianna (Sophie Skelton) e Roger MacKenzie (Richard Rankin). A protagonista é vista com frequência olhando as duas cadeiras vazias na mesa de jantar e parecia preocupada enquanto esperava a chegada deles. Seus medos sobre o destino deles também se manifestaram quando Claire imaginou dois policiais batendo à porta e revelando que o casal havia sido morto em um acidente de carro.

    Starz

    Um tema delicado de ser filmado

    Tony Graphia ainda revelou que "Never My Love" foi o "episódio mais difícil de filmar". Para dar vida a essa importante e complicada cena, houve colaboração de todo o elenco e equipe, incluindo Balfe e Heughan, que também atuam como produtores da série.

    Caitriona Balfe afirmou em entrevista à Starz: "Há bastante estupro nesta série de livros e, como uma série e como atores, todos sentimos a responsabilidade de não retratar essas histórias de forma leviana e abordá-las com sensibilidade. Trabalhamos tanto para garantir que cada batida parecesse verdadeira, honesta e respeitosa".

    O diretor Jamie Payne disse que, em termos de cenas de estupro, os cineastas filmavam apenas o que precisavam, evitando as cenas muito explícitas. "Minha responsabilidade como diretor é garantir que não gravemos nada do que não precisamos, quanto à natureza potencial gratuita dessa violência. Foi um processo colaborativo com Caitriona. Uma das coisas sobre as quais falamos foi a importância de não empoderar a violência, literalmente ficar com Claire e filmar a violência de uma maneira — durante o ato do estupro — que você mal consegue ver".

    Balfe concluiu: "Nós realmente tentamos fazer algo respeitoso, mas também tentamos esclarecer o fato de que, embora Claire seja essa personagem forte, força não é apenas otimismo, força é vulnerabilidade, força também é estar sofrendo e se permitindo ser quebrado até certo ponto."

    Inspirada nos livros de Diana Gabaldon e com personagens que existiram na vida realOutlander tem suas quatro primeiras temporadas disponíveis na Netflix. 

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