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    The Flash tropeça feio em sua terceira temporada (Crítica)
    Por Katiúscia Vianna — 8 de jun. de 2017 às 23:15
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    Viagens do tempo complicadas e pouca ousadia prejudicaram a jornada de Barry Allen (Grant Gustin).

    Flashpoint. Durante cinco meses de espera, essa palavra apareceu em qualquer texto sobre a terceira temporada de The Flash. Afinal, o show prometeu trazer a adaptação televisiva de uma das histórias mais chocantes do Velocista Escarlate nos quadrinhos. Então, imagine a surpresa do público ao descobrir que, depois de tanta especulação, Flashpoint dura apenas um episódio.

    Oficialmente, Flashpoint tem "ramificações" durante toda a temporada - e potencialmente para o futuro do show. Mas, sinceramente? Os produtores tiveram medo de arriscar nas criações de novas versões dos protagonistas e perder relacionamentos estabelecidos durante dois anos. O resultado foi uma solução preguiçosa, um péssimo pontapé inicial para a pior temporada de The Flash, até o momento.

    Os primeiros nove episódios apresentam um ritmo maçante, enquanto aborda os problemas de Flashpoint. Uma briga de Iris (Candice Patton) e Joe (Jesse L. Martin) é resolvida rapidamente, enquanto Cisco (Carlos Valdes) - conhecido como o personagem mais divertido da produção - se torna insuportável até o crossover com Arrow, Legends of Tomorrow e Supergirl. Começa também a abordagem da transformação absurda de Caitlin (Danielle Panabaker), que ganha mais destaque na reta final.

    Depois da midseason finale, o team Flash encontra outro problema: impedir a possível morte de Iris. É algo mais interessante que a trama envolvendo Doutor Alquímia (que tudo mundo já imaginava sua verdadeira identidade) e a pedra filosofal (mais bizarra que a de Harry Potter)? Sim. Mas é algo muito sombrio para o show, que sempre se destacou pelo tom bem-humorado.

    O capricho nos efeitos especiais seguem lá, mas os episódios não empolgaram tanto o público. As explicações diante de tais viagens no tempo se tornam muito confusas e as histórias só ganhavam força quando fugiam da trama principal. Isso nunca é um bom sinal, não é mesmo?

    São poucos os momentos leves dessa temporada, como a parceria de Barry (Grant Gustin) e Capitão Frio (Wentworth Miller) no penúltimo episódio. Ambos os crossovers também foram um sopro de ar fresco para o show. Se foi divertido ver a reunião dos heróis de Flash, Arrow, Supergirl e LoT, o episódio musical é cheio de cenas marcantes e números legais - com destaque para as grandes performances cômicas de Gustin e Candice Patton. Já a viagem para Terra-2 e o reencontro com Gorila Grodd também foram bacanas, mas nada notável.

    O problema também se intensifica com o vilão. Tantas opções nos quadrinhos originais e os produtores decidem investir em mais um velocista? Além de esconder sua identidade novamente? A repetição cansa e sempre apresenta soluções óbvias. Pelo lado positivo, o talento de Grant Gustin foi capaz de carregar essa versão sombria de Barry Allen e apresentou uma grande performance como antagonista. Ainda mais numa temporada onde toda a carga dramática ficou nas costas do Flash, que fica como um mártir irritante por boa parte desses 23 episódios. Vale lembrar também que o ator fez um bom trabalho como o Barry (emo) do futuro.

    A surpresa fica pela bela adição de Julian (Tom Felton) ao Team Flash, trazendo um tom irônico ao grupo e com uma boa química ao lado de Caitlin. Já H.R. mostra, mais uma vez, o talento de Tom Cavanagh, mas é a versão menos interessante de Harrison Wells apresentada até então. Ver Cisco assumindo seu lado herói foi um ponto positivo, principalmente nas suas interações com Cigana (Jessica Camacho).

    Inclusive, ela foi uma das grandes personagens desperdiçadas da temporada, ao lado de Jesse (Violett Beane) e Wally (Keiynan Lonsdale). Ambos prometeram tanto ao se tornarem velocistas e desenvolverem um romance, mas só se tornaram assistentes de Barry. Porém, isso não foi somente um problema com mocinhos. Vilões como Mestre dos Espelhos (Grey Damon), Top (Ashley Rickards) e Abra Kadabra (David Dastmalchian) são inimigos desafiadores, mas foram "esquecidos no churrasco", servindo apenas para preencher o número de episódios.

    Por fim, uma das principais histórias foi o surgimento de Nevasca. Após a vilã da Terra-2 ter sido aprovada pelos fãs, parece que os produtores só usaram Flashpoint para fazer a personagem aparecer na Terra-1. Então não foi fácil aceitar como a doce Caitlin podia virar, de repente, uma vilã se não usar um colar específico. Tendo dito isso, ela balançou a história e trouxe momentos legais quando focava na amizade entre Caitlin e Cisco. Provavelmente, essa disputa entre mocinha e vilã deve ganhar força no próximo ano.

    Com poucos momentos marcantes e falta de ritmo, The Flash tropeçou feio em sua terceira temporada com uma história complicada e nada ousada, algo que nem seus carismáticos protagonistas conseguiram salvar. Barry Allen pode ter finalmente se tornado o homem mais veloz, mas sua jornada ficou menos empolgante.

    Ps: Ainda está cedo para pedir mais episódios musicais?




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