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    Arrow retoma raízes dos primeiros anos na quinta temporada (Crítica)
    Por Vitória Pratini — 7 de jun. de 2017 às 22:25
    Atualizado 8 de jun. de 2017 às 17:00

    O velho Oliver Queen está de volta, com um legado ameaçado.

    O que fisgou o público em Arrow no início da série foram o combate ao crime com suas cenas de luta bem coreografadas, a justiça trazida por Oliver Queen (Stephen Amell) para a então Starling City, a dinâmica leve do Team Arrow e, é claro, quando as cenas de flashback faziam algum sentido além de criar apenas (por vezes fracos) pontos de enredo para o episódio.

    Felizmente, a quinta temporada da série da CW voltou ao auge dos primeiros anos, trazendo todos esses elementos e mostrando o vigilante novamente lutando contra o crime em Star City, desta vez com uma nova equipe, enquanto lida com seus próprios dilemas pessoais e tem seu legado ameaçado.

    Enquanto alguns dos novos personagens têm muito a agregar – como Rene, o Cão Raivoso (Rick Gonzalez), formando um curioso e promissor relacionamento com Quentin Lance (Paul Blackthorne), que finalmente deixou de ser o repetitivo pai bêbado em luto por sua filha e passou a trabalhar como vice-prefeito de Star City – outros são completamente dispensáveis e esquecíveis – como Evelyn Sharp (Madison McLaughlin), que eventualmente teve uma mal explicada "sede de vingança" contra o Arqueiro Verde, ou Rory (Joe Dinicol), que teve um bom início, inclusive em conflitos com Felicity (Emily Bett Rickards), mas acabou sendo jogado a escanteio pela própria produção, desaparecendo no meio da temporada sem motivo aparente além de que ele simplesmente oferecia uma extrema vantagem ao Team Arrow por seu traje com poderes "mágicos".

    Ao mesmo tempo em que a série trouxe novas caras, focou também em interessantes facetas inéditas de Felicity, que se uniu a uma organização de hackers, e John Diggle (David Ramsey), que ainda estava lidando com a culpa pela morte de seu irmão e questionando a linha tênue entre o certo ou errado – fato que quase prejudicou seu casamento com Lyla (Audrey Marie Anderson).

    Apesar do habitual dramalhão que já conhecemos de Arrow, e mais uma vez a incerteza do casal Oliver e Felicity (carinhosamente apelidado pelos fãs de Olicity), o quinto ano conseguiu trazer de volta o Oliver das primeiras temporadas, com seu dilema de matar e de que as pessoas que ele ama se tornassem como ele. No início maçante, essa temática deu espaço para o desenvolvimento do vilão Prometheus, o melhor da série desde Deathstroke, devemos apontar.

    Misterioso, ele esconde sua identidade na persona de Adrien Chase, vivido por Josh Segarra, que consegue deixar a dúvida sobre seu real objetivo em relação ao herói. Mais do que um vilão que quer causar pânico a Star City, ao longo dos episódios ele tenta destruir a reputação de Queen como vigilante e também prefeito. Essa dualidade convincente vem graças à atuação de Segarra, que domina a cena. Ele começa a temporada com uma faceta e termina com várias, incitando no protagonista inúmeros dilemas e virando de cabeça para baixo a vida de Oliver Queen. Inclusive, quando Prometheus revela sua identidade, a ameaça do vilão aumenta consideravelmente, mostrando cínico, misterioso e ameaçador.

    Cada um dos novos núcleos dão espaço para outros enredos paralelos. O cargo político possibilita que outros personagens, além de Oliver, mostrem novos talentos, como Thea (Willa Holland), os já citados Rene e Quentin, e a repórter Susan Williams (Carly Pope), frequentemente apresentada como a donzela em apuros, cujo papel foi desperdiçado nessa temporada.

    Até mesmo os flashbacks da vida de Queen antes de voltar para casa, que eram bastante inúteis nas temporadas anteriores, voltaram a fazer sentido. A presença de Oliver na Rússia não só serviu para explicar melhor a relação dele com Anatoly (David Nykl), como também para mostrar como o personagem assumiu a identidade do vigilante para ter uma desculpa para matar ou cometer atos de crueldade.

    Apesar de uma cena trazer Malcolm Merlin com o pretexto de empregar John Barrowman na série, um dos destaques foi a presença de Dolph Lundgren no papel de Konstantin Kovar, na melhor referência a Ivan Drago de Rocky 4. E finalmente as "idas ao passado" chegaram ao fim, esclarendo como Queen foi para Lian Yu após rodar o mundo somente para ser resgatado na ilha. Só não precisava da peruca e barba falsa, né!

    Falando na fatídiga ilha, todos esses eventos da temporada culminaram no episódio que leva o nome da ilha. Com a presença de Deathstroke (Manu Bennett voltando em grande estilo), Nyssa al Ghul (Katrina Law) e Talia Al Ghul (Lexa Doig) – que poderia ter sido melhor aproveitada na temporada, não ficando somente na aba de Prometheus.

    Mas essa mini-reunião dramática em Lian-Yu, com todo o Team Arrow e o time dos vilões (de onde surgiu tanta gente?!), valeu a pena para a melhor season finale desde a primeira temporada, gerando um enorme gancho para o próximo ano e muitas perguntas: quem sobreviveu? O que vai ser do filho de Oliver? Ele agora sabe que seu pai é prefeito e o Arqueiro Verde! Como ficará a relação Olicity?

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