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    Supergirl retorna poderosa e sorridente na segunda temporada (Crítica)
    Por Katiúscia Vianna — 7 de jun. de 2017 às 23:15

    Novos personagens, nova emissora e muito empoderamento feminino trouxeram ar fresco para a série da Garota de Aço.

    Depois de uma estreia bem mediana na CBS, Supergirl teve segunda chance ao mudar para a programação da CW. Afinal, o potencial sempre esteve ali. A super-heroína vivida por Melissa Benoist tem carisma de sobra e o material de origem já tem um grande grupo de fãs consolidado.

    As mudanças para o estilo da emissora teen surgem logo de cara. O casal sem química chega ao fim - desculpe fãs de Kara e James (Mehcad Brooks) -, Winn (Jeremy Jordan) se torna o gênio útil do DEO e são introduzidos dois personagens essenciais da nova fase: um interesse amoroso (o Mon-El de Chris Wood) e alguém com sobrenome bem famoso para os fãs da DC, Lena Luthor (Katie McGrath).

    Resumidamente, é possível separar os trunfos e erros da segunda temporada de Supergirl em três aspectos.

    Para começar, sua protagonista. Mesmo após os 22 episódios iniciais, Kara Danvers ainda estava presa ao fato de ser prima do Superman. Era necessário construir a personagem como alguém tão forte, independente e interessante quanto o parente mais famoso. Algo que ajudou nisso foi finalmente apresentar a versão televisiva de Clark Kent (um ótimo trabalho de Tyler Hoechlin).

    Focando mais em seu lado profissional para só depois introduzir um novo casal foi ótimo para (re)apresentar Kara ao novo público. Ao mesmo tempo, o roteiro insistiu em retratar o lado divertido e inspirador da jovem - que segue como um belo exemplo na TV sobre como uma mulher pode ser poderosa. Melissa consegue carregar o lado encantador e poderoso do papel, sem cair no estereótipo.

    Em quesito romance, a química entre Benoist e Wood foi um charme a parte. Inclusive, o moço (que já havia roubado a cena em The Vampire Diaries) foi uma bela adição ao elenco, construindo uma espécie de Romeu e Julieta bem humorado. E ainda promoveu momentos divertidos, como os ataques de ciúme de Mon-El depois da inusitada aparição de Mxyzptlk (Peter Gadiot).

    O segundo aspecto vem na expansão dos personagens coadjuvantes - já que se perde a necessidade de introdução da primeira temporada. Com certeza, o desafio mais delicado foi abordar a homossexualidade de Alex (Chyler Leigh), um retrato que foi feito de forma natural e emocionante, sem exageros. A jornada de auto-descoberta da agente e seu relacionamento com Maggie (Floriana Lima) foram amplamente aprovados pelo público. Grande ponto positivo da série.

    Enquanto o relacionamento de Kara e Alex segue promovendo alguns dos melhores momentos do show, a amizade da loira com a conturbada Lena também promove boas cenas. A questão é se essa dupla seguirá o mesmo caminho apresentado por Clark e Lex Luthor em Smallville. James também ganhou espaço ao assumir o alter-ego de Guardião, mas essa trama não teve a mesma força diante dos outros acontecimentos.

    O terceiro fator é aquele que deveria ser o slogan do show: "girl power!" Apesar de acrescentar dois novos heróis na história (Mon-El e Guardião), ainda são as mulheres que resolvem todos os problemas. Enquanto Kara e Alex seguem pontos centrais na história, as participações especiais só reforçam tal argumento.

    A reta final da segunda temporada pode até não ser unanimidade entre o público, mas como foi maravilhoso ver o embate entre três veteranas da TV: Calista Flockhart, Teri Hatcher e Lynda Carter - todas interpretando mulheres poderosas. Aliás, mesmo saindo do elenco regular, Cat Grant segue como uma das personagens mais divertidas da TV atual. O antagonismo de Brenda Strong e sua Cadmus até passou meio desapercebido perto dessa galera...

    Porém, é necessário relembrar que a CW perdeu uma grande oportunidade de promover o reencontro de Lois & Clark - As Aventuras do Superman com Hatcher e Dean Cain. Pelo menos, o episódio final agradou os fanboys com um belo embate entre Supergirl e Superman - uma demonstração no investimento forte da CW nos efeitos especiais de suas séries de heróis.

    A segunda temporada traz uma melhora significativa em relação à primeira e completa bem o universo de super-heróis da CW. Porém, a emissora ainda precisa aprender a incluir o pessoal de National City nos crossovers com Arrow, The Flash e Legends of Tomorrow. Ambas as reuniões de heróis são maravilhosas, mas desperdiçam os personagens coadjuvantes da história de Kara Danvers.

    Por fim, Supergirl não é a série mais ousada da TV, porém não merece menos atenção por isso. Traz ação para os fãs dos quadrinhos e ainda apresenta mensagens de amor e empoderamento feminino - algo tão necessário em tempos difíceis como os atuais.

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