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    Pai de Suzane Richthofen era abusivo? Entenda a versão contada em A Menina Que Matou os Pais
    28 de set. de 2021 às 16:23
    Aline Pereira
    Aline Pereira
    -Redatora | crítica
    Jornalista que ama boas histórias e combina a paixão por cinema e TV com comunicação para mergulhar ainda mais nos universos e personagens que já fazem brilhar os olhos. Pipoca, suspense, dramédia e uma pitada de reality são a receita perfeita para todos os dias.

    A Menina Que Matou os Pais e O Menino Que Matou Meus Pais relembram crime que chocou o Brasil, mas alguns detalhes sobre o caso judicial não foram explorados nos filmes.

    Em 2002, o assassinato de Marísia e Manfred von Richthofen chocou pela brutalidade: o casal foi morto a pauladas em crime planejado pela própria filha. Quase 20 anos depois, a história virou tema dos filmes A Menina Que Matou os Pais e O Menino que Matou os Pais, disponíveis no Amazon Prime Video e baseados nos depoimentos de Suzane von Richthofen e do namorado dela na época, Daniel Cravinhos. Entre as diversas afirmações feitas pelos dois, chamou atenção a “denúncia” feita pelo assassino de que Manfred era violento e abusivo com a filha.

    Em A Menina Que Matou os Pais, Cravinhos (Leonardo Bittencourt) afirma que decidiu participar do assassinato motivado principalmente pelo que Suzane (Carla Diaz) contava sobre a família - segundo ele, a namorada afirmava que os pais tinham problemas como excesso de bebida e que Manfred abusava física e sexualmente da jovem. Uma fala que também apareceu em declarações do irmão dele, Cristian Cravinhos, que também participou do crime e foi condenado a 38 anos de prisão, um ano a menos do que o ex-casal.

    Cristian corroborou a declaração do irmão e também afirmou que Suzane dizia ser molestada dentro de casa e, embora os filmes não deem mais detalhes sobre a veracidade destas informações, elas nunca foram realmente comprovadas. Ao contrário: na época dos depoimentos, Suzane afirmou que Daniel Cravinhos estava mentindo e o mesmo foi apontado pelo irmão dela, Andreas von Richthofen.

    O irmão caçula de Suzane afirmou que nenhum deles sofreu violência física ou sexual e fez uma ressalva para um episódio em que Manfred deu um tapa na cara de Suzane após uma discussão, cena que aparece nos filmes do Amazon Prime Video. Além disso, também negou a acusação de que os pais eram alcoólatras.

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    Outro detalhe sobre Manfred e Marísia mostrados na versão de Cravinhos é a infidelidade de ambos: segundo o réu, o pai de Suzane tinha uma amante (que o casal chega a flagrar em cena do filme) ao passo que a mãe mantinha um caso amoroso com uma amiga. O relacionamento extraconjugal de Marísia nunca foi comprovado, mas Suzane sabia que o pai tinha relações fora do casamento. 

    Por que Daniel Cravinhos acusou pai de Suzane?

    As versões tão contraditórias dos depoimentos de Suzane e de Cravinhos deixam claro a estratégia jurídica de atribuir culpa maior ao outro. Enquanto Suzane afirmava que o namorado era possessivo e interesseiro, Daniel dizia que a gente o manipulou e usou o suposto abuso justamente para motivá-lo a participar do crime. 

    A Menina que Matou os Pais
    A Menina que Matou os Pais
    Data de lançamento 24 de setembro de 2021 | 1h 20min
    Criador(es): Mauricio Eça
    Com Carla Diaz, Leonardo Bittencourt, Allan Souza Lima, Leonardo Medeiros, Vera Zimmermann
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    2,9
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