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    Visibilidade Lésbica: 5 personagens lésbicas que revolucionaram o cinema e a televisão
    29 de ago. de 2021 às 18:00
    Vitória Pratini
    Vitória Pratini
    -Redatora | crítica
    Jornalista e cinéfila, Vitória é apaixonada por cultura pop. No AdoroCinema, fez críticas, entrevistas nacionais e internacionais, além de coberturas que vão do Festival do Rio até San Diego Comic-Con. Até hoje espera sua carta de Hogwarts e uma volta na Millenium Falcon!

    Filmes e séries que foram marcos para a representatividade da mulher gay nas telas.

    Dia 29 de agosto é comemorado o Dia da Visibilidade Lésbica! A data representa um marco na luta das mulheres gay pela visibilidade de seus direitos e posicionamento na sociedade, enfrentando não apenas a homofobia, lesbofobia, mas também a misoginia. Um importante elemento do movimento é a representatividade nas telas, como cinema e televisão, cuja forma de representação foi se modificando ao longo do tempo. Trata-se de uma simples atitude responsável por combater o apagamento desse grupo de pessoas e por fazer com que tais mulheres se reconheçam na sociedade. Um ato de resistência.

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    Porque o modo como isso acontece também é importante. Thelma & Louise (1991) foram um marco para representatividade feminina nas telas, mas deixou muito ambígua a relação entre as personagens de Geena Davis e Susan Sarandon. Já Azul é A Cor Mais Quente (2013) e Desobediência (2017) trouxeram cenas sexualizadas e desconfortáveis tanto para as atrizes, quanto para as mulheres homossexuais que assistem. Enquanto o elogiado e oscarizado Carol (2015) apresentou um retrato poético e belo de uma relação lésbica -- mas dirigido por um homem.

    Para homenagear esta importante data, o AdoroCinema preparou uma lista de personagens lésbicas que revolucionaram o cinema e a televisão. Chega de "ah, mas pelo menos tem uma personagem lésbica", queremos mais "filmes LGBTQIA+ com finais felizes!".

    Almas Gemêas - Pauline e Juliete

    Almas Gemêas (1995) entra na categoria "inspirado em história real". O clássico dirigido por Peter Jackson (O Senhor dos Anéis) acompanha duas jovens, Pauline Parker (Melanie Lynskey) e Juliet Hulme (Kate Winslet) na Nova Zelândia. O ano é 1954 e elas iniciam uma amizade que se torna uma relação extremamente obsessiva, ignorando a preocupação de seus pais, que são contra essa estranha união. Seguindo um pacto de vingança, as adolescentes começam a planejar um assassinato para evitar uma possível separação.

    Pauline é diagnosticada como gay (classificada como uma doença mental na época), e a relação entre as meninas é ambígua. Mas a conexão emocional é tratada como real durante a produção.

    Glee - Santana e Brittany

    Uma das séries mais celebradas dos anos 2010, Glee durou de 2009 a 2015, e trouxe um casal de mulheres gay que acabou sendo referência para muitos jovens da comunidade LGBTQIA+. Na trama, Santana, interpretada pela saudosa Naya Rivera, se apaixonou por Brittany, sua melhor amiga, vivida por Heather Morris. As personagens viviam uma confusão de sentimentos, retrato que inspirou identificação em muitos adolescentes, que nem mesmo sabiam o que estavam passando.

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    Grey's Anatomy - Arizona

    Outra série de grande alcance, que está indo parta sua 17ª temporada, é Grey's Anatomy. Ao longo dos anos, a produção médica apresentou vários personagens lésbicas, mas talvez a mais marcante seja Arizona (Jessica Capshaw). Tratada em pé de igualdade em relação aos outros médicos da série, ela teve um longo relacionamento com Callie (Sara Ramírez), uma bissexual, a partir da 5ª temporada. Elas se casaram, tiveram uma filha e, embora tenham se divorciado mais tarde (isto é Grey's Anatomy, não pode ser tudo feliz), Arizona e Callie permaneceram grande parte do elenco, o que foi ótimo para a visibilidade LGBTQIA+ -- já que a parte L da sigla é frequentemente negligenciada na TV.

    GLOW - Yolanda e Arthie

    Respondendo às críticas de que a série da Netflix GLOW não era gay o suficiente, as criadoras Carly Mensch e Liz Flahive apresentaram uma personagem lésbica na 2ª temporada: a lutadora Yolanda (Shakira Barrera). Elas ainda trouxeram a representatividade em "dose tripla" ao fazer Yolanda em mexicana-americana e ex-stripper, acrescentando uma retórica positiva em torno do trabalho sexual. Além do mais, as showrunners introduziram uma doce história de amor quando Yolanda seduz a favorita dos fãs, Arthie (Sunita Mani).

    Valquíria - Universo Cinematográfico Marvel

    Valquíria, heroína de Tessa Thompson, é a primeira heroína LGBT do Universo Cinematográfico Marvel. Isso segundo Thompson, o diretor Taika Waititi e o presidente da Marvel Studios, Kevin Feige. Embora ainda não tenha sido abertamente apresentada nas telas como uma personagem lésbica e seja considerado um pouco de "queer bait", se isso se confirmar de fato em Thor: Love and Thunder com uma representatividade clara e respeitosa, vai ser um marco importantíssimo ter uma mulher gay em uma franquia deste porte.

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