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    Vozes e Vultos: Entenda o final polêmico do filme de terror com Amanda Seyfried na Netflix
    Por Bruno Botelho dos Santos — 30 de abr. de 2021 às 11:09

    Vozes e Vultos coloca coloca Amanda Seyfried suspeitando de que seu casamento e sua casa está cercada por algo obscuro.

    Vozes e Vultos, novo filme de terror e suspense disponível no catálogo da Netflix, está fazendo sucesso com o público do serviço de streaming. Um dos lançamentos de terror da Netflix para abril, a produção protagonizada por Amanda Seyfried – recentemente indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por seu papel em Mank, de David Fincher – está gerando polêmicas e dúvidas por causa de seu final em aberto.

    Uma das produções originais da Netflix que serão lançadas toda semana, Vozes e Vultos acompanha uma artista de Manhattan (Amanda Seyfried) que se muda com sua família para o Vale do Hudson. Conforme ela começa sua nova vida num vilarejo histórico, ela passa a suspeitar que seu casamento e sua casa está cercado por algo obscuro.

    O AdoroCinema separou todos os detalhes sobre a trama do filme de terror e uma explicação sobre o final de Vozes e Vultos – obviamente, com spoilers. Dá uma olhada!

    Vozes e Vultos: Tudo o que você precisa saber sobre o novo suspense de Amanda Seyfried na Netflix

    O que acontece em Vozes e Vultos?

    Catherine Clare (Seyfried) e sua filha Franny se mudam para a cidadezinha para acompanhar seu marido George (James Norton), que consegue um emprego como professor de história da arte em uma pequena faculdade particular no Vale do Hudson. Pouco tempo depois, ela descobre por causa de uma bíblica datada no século 18 que sua nova casa é mal-assombrada, com outras mortes de antigos proprietários.

    Catherine descobre que algumas dessas mortes são de esposas que foram condenadas por seus maridos e, por isso, os espíritos dessas esposas ainda estão rondando a casa. Ao longo do filme, fica claro que as pessoas da cidade acreditam em fantasmas e espíritos. O chefe de George, Floyd DeBeers (F. Murray Abraham), mostra que é fã do artista George Inness, conhecido por suas crenças espirituais e supersticiosas – especialmente "O Vale da Sombra da Morte", uma das pinturas de Inness que será um tema importante para o resto do filme.

    Ele e os habitantes da cidade seguem ativamente o teólogo sueco do século 18, Emanuel Swedenborg, que dizia poder conversar com anjos, demônios e outros espíritos. As mulheres que moravam na casa de Catherine também eram seguidoras de Swedenbord, coisa que seus maridos desaprovavam. Catherine descobre que os espíritos em sua casa estão realmente lá para ajudá-la, afinal, está com o casamento desmoronando e George cada vez mais revelando um comportamento tóxico.

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    Porém, assim como Catherine se conecta com as mulheres que moravam na casa, a mente de George é tomada pelos homens abusivos que vieram antes dele. Liderando uma presença demoníaca para guiá-lo enquanto ele tenta matar a amiga de sua mulher, Justine Sokolov (Rhea Seehorn), deixando ela em coma e mata seu chefe Floyd em um passeio no mar depois que ele iria demití-lo da escola por falsificação da carta de recomendação.

    Quando Catherine descobre descobre que ele cometeu os crimes, ele planeja seu assasssinato ao drogar sua bebida protéica para ela desmaiar e, assim, ele enfia um machado em seu peito e a mata. George diz à babá que sua esposa não está bem e que não deve ser incomodada e vai para o trabalho, dando a si mesmo um álibi. Ele então relata o assassinato à polícia, que é quando a primeira cena do filme - George vendo sangue pingando do teto e correndo com sua filha pelo terreno - é prefigurada.

    Qual é o polêmico final de Vozes e Vultos?

    O Vale da Sombra da Morte – George Inness

    Depois do assassinato, George diz para a polícia que foi um assalto na casa dele que culminou na morte de sua esposa. A polícia suspeita que ele seja culpado, mas não tem nenhuma prova, até que Justine acorda do coma com a ajuda dos espíritos de Ella (antiga moradora da casa) e Catherine para se vingarem.

    Assim, um medroso e culpado George foge em um veleiro, onde o céu parece estar sendo consumido pelo fogo do inferno enquanto Ella e Catherine sussurram sobre os portões do inferno. De repente, a Cruz de São Pedro – uma cruz anticristã invertida – aparece no céu, o barco se incendeia e George navega para os portões do inferno, imitando a pintura muito comentada de Inness, "O Vale da Sombra da Morte".

    No final do filme, as esposas mortas dizem juntas: "Por sua causa, estamos unidos em espírito. Por sua causa, nossos poderes crescem. De pequenas gotas a um mar sem fim". A câmera amplia uma foto dos donos originais da casa, e vemos que a esposa original também está usando o anel – o que significa que foi passado pelas esposas da casa. É, sem dúvidas, um final polêmico e divisor de opiniões.

    Em uma entrevista para o Decider, os roteiristas e diretores Shari Springer BermanRobert Pulcini explicaram o final do filme. "Odeio colocar um prego nas teorias das pessoas porque acho que há um elemento enigmático no final disso. Mas acho que o interessante é que você tem essa pintura que é uma transição para a vida após a morte. George Inness, que fez esta pintura, era um devoto de Swedenborg. Este era o seu sistema de crenças. E ele pintou o momento em que fazemos a transição para a vida após a morte - isso é o que ele queria expressar", disse Robert Pulicini.

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    "Um dos maridos originais da casa decidiu que sua esposa estava condenada porque ela era uma herege aos olhos dele. Ela estava explorando ideias que ele não aprovava. Então é como: Quem pode condenar alguém? Quem é a dama nesta história e como o universo corrige? Acho que é uma noção muito atual, pois estamos vendo esse tipo de revolta cultural acontecendo com 'pessoas tóxicas' que se safaram por tanto tempo recebendo seu castigo. Há algo muito satisfatório sobre essa mudança de quem é realmente condenado nesta história e quem tem o poder de fazer isso. Eu acho que há um poder espiritual, você sabe, poder feminino neste filme que realmente entrega o final", explica o diretor sobre a cena final.

    A diretora Shari Springer Berman acrescenta: “É uma espécie de metáfora para todas as mulheres que foram abusadas por maridos, pais e pregadores – professores e todos os empresários e produtores e tudo mais. Talvez não em sua vida, mas no sentido metafísico de eternidade, tendo algum tipo de palavra, ou poder”. Gostou das explicações?

    Vozes e Vultos está disponível no catálogo da Netflix.

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