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    "Um abismo negro a 10 metros abaixo d'água e com criaturas pré-históricas": Avatar foi inovador, mas não é nada comparado ao novo filme
    Nathalia Jesus
    Nathalia Jesus
    -Redatora e crítica
    Jornalista apaixonada por cinema, televisão e reality show duvidoso. Grande entusiasta de dramas coreanos e tudo o que tiver o dedo de Phoebe Waller-Bridge.

    A aguardada sequência de Avatar chega aos cinemas brasileiros em 15 de dezembro.

    Quase 15 anos se passaram desde que conhecemos o mundo de Pandora e James Cameron revolucionou o cinema com seu 3D. Curiosamente, a situação agora é praticamente a mesma. A sequência Avatar: O Caminho da Água é a grande aposta de Hollywood para salvar os cinemas e o cineasta segue inovando para agregar valor à sua aventura.

    O último trailer do filme, lançado nesta terça-feira (22), confirma que estamos diante da grande produção do ano e, se tudo correr conforme o planejado, se tornará um dos grandes blockbusters dos últimos anos.

    Por trás da produção, há muito esforço e investimento. Longos anos moldando a história e uma grande organização que foi raramente vista antes. A equipe desenvolveu simultaneamente quatro sequências do Avatar original e conseguiu sair ileso do processo. Jon Landau, produtor da franquia que está por trás da magia necessária para realizar uma produção desse porte, sabe muito bem disso.

    O maior desafio em desenvolver mais de uma sequência foram os roteiros. Levamos nosso tempo desenvolvendo todos os quatro roteiros e levando-os a um lugar onde James Cameron ficaria feliz em dirigi-los.

    "Assim o elenco poderia saber qual era o arco de seu personagem através dos quatro filmes. Então, quando chegou a hora de ir para a produção, havia mais duração, então exigia mais resistência, mas a logística, de certa forma, eles eram mais simples", Landau disse, em entrevista ao site SensaCine.

    Gravação em um abismo sub-aquático

    Landau fala muito sobre o roteiro, mas se há algo que se destaca em Avatar: O Caminho da Água são suas especificações técnicas. A filmagem da sequência tem pouco a ver com a de um filme normal. Para estrelar a história, os atores tiveram que fazer um treinamento em técnicas de mergulho e respiração.

    "Contratamos o coach Kirk Krack para trabalhar com cada um dos membros do elenco. Queríamos, em primeiro lugar, que eles estivessem seguros quando entrassem na água. E que se sentissem seguros. E, em segundo lugar, queríamos que pudessem para dar uma performance emocionante e envolvente debaixo d'água."

    "Outros filmes filmam a seco e depois fingem que está na água. Tínhamos nosso elenco na água, na corrente, sendo arrastados, mecanicamente, mas simular a criatura que eles deveriam estar cavalgando para seu rosto poderia mostrar alegria ou medo de algo que se aproxime deles", afirmou o produtor.

    Todos os esforços da equipe têm sido direcionados para que tecnologia e interpretação andem de mãos dadas, sem que uma se sobreponha à outra. É algo que foi priorizado no filme original e que conseguiu estabelecer técnicas como captura de movimento ou cinematografia estereoscópica, enquanto arrebatava o público com a história de seus Na'vi.

    Pandora: O mundo real e ampliado

    Se Avatar conseguiu impactar tanto o público, foi pela complexidade de Pandora. A terra que acolhe os Na'vi é um planeta rico em fauna e flora. A inspiração não vem de longe. Nosso próprio planeta foi o que inspirou todos os seres que vivem no mundo fictício de James Cameron.

    Em Avatar: O Caminho da Água, o universo se amplia e nos apresenta os Metkayina, um clã que vive nos recifes de Pandora e monta os ilus, algumas impressionantes criaturas marinhas. Novamente, tudo baseado em animais que vivem na vida real.

    "Uma das coisas que tentamos fazer com Avatar como franquia é nos inspirar no que a Mãe Natureza criou aqui na Terra, mas fora do contexto", diz o produtor, "Se encontrarmos um sapo exótico muito colorido e mora na Amazônia, nós o pegamos e o transformamos em uma criatura enorme. Se você olhar para nossos oceanos, existem algumas criaturas incríveis que podem parecer de outro mundo."

    Essa busca de inspiração na natureza os levou a viver experiências incríveis. "Depois que nosso elenco preparou o mergulho, nós os levamos para o Havaí e mergulhamos à noite com arraias manta. Lá estávamos nós, em um abismo negro, 30 pés debaixo d'água, e da escuridão surgiram criaturas gigantescas que pareciam pré-históricas", revelou.

    O aguardado filme chega aos cinemas brasileiros em 15 de dezembro.

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