Menina de ouro contou com a direção de Clint Eastwood (que também atuou no filme) e roteiro de Paul Haggis. O filme recebeu diversas indicações no oscar de 2005: melhor ator (Clint Eastwood), melhor montagem, melhor roteiro adaptado, melhor atriz (Hilary Swank), melhor filme, melhor direção e melhor ator coadjuvante (Morgan Freeman)- (vencendo as últimas 3 categorias citadas). O filme conta a história de Maggie (Hilary Swank) uma trabalhadora de uma lanchonete, de 31 anos que deseja ser uma lutadora profissional de boxe. Para isso, acaba procurando a academia em que um veterano treinador de boxe trabalha, Frankie Dunn (Clint Eastwood). A princípio Frank relata e não aceita treinar Maggie, mas acaba criando um forte vinculo com a mesma. É preciso dizer que menina de ouro não é um filme sobre luta ou boxe, o filme até trabalha alguns detalhes técnicos sobre o boxe, mas é bem mais do que isso. O filme se detém de recortes de seus principais personagens para passar sua mensagem delicada e impactante, sem dramas e sentimentalismos baratos. Todo o relacionamento construído entre Frank e Maggie não é amoroso e muito menos entre pai e filha, Frank tem em Maggie sua salvação espiritual de alguém que já não tinha fé na vida e nem em si mesmo e Frank era para Maggie sua liberdade. Apesar da química absurda de ambos os atores, foi necessário o personagem de Morgan Freeman, Eddie, serve como uma ponte e as vezes a voz da consciência que ambos os personagens principais precisavam ouvir durante as cenas. O filme parece inocente, e muitos que não assistiram vão acreditar que é mais um filme tolo de boxe, mas na medida que o filme vai avançando, e chegamos no terceiro ato é um soco no fígado de bom. É muito mais além do boxe.