Pânico 7 é aquele filme que, se você não viu no cinema, você vai demorar a ver quando ele estiver disponível On-Demand.
O filme começa com o mesmo epílogo de sempre apresentando o Ghostface e ao usar a casa de Stu Macher, o filme já força a nostalgia logo no início. A cena inicial é boa e te ajuda a prender a atenção, algo difícil nos dias de hoje. Após as duas mortes iniciais, as quais eu achei muito bem dirigidas por sinal, iniciamos de vez o filme ao lado das personagens principais.
Logo de início o filme faz referência ao primeiro novamente, com o namorado de Tatum, filha de Sidney Prescott, entrando escondido pela janela e a mãe, indo ao quarto e pegando no flagra. Tatum, tenta de tudo ouvir da mãe sobre seu passado, o qual ela evita conversar por achar que já tem materiais disponíveis para a filha descobrir por conta própria.
Sidney pela manhã é abordada por uma ligação de vídeo, surpreendente de Stu, qual sabemos que morreu no primeiro filme. Ele ameaça sua família e o espectador já pensa, por que ele revelou logo no início que está vivo e vai se vingar, mostrou seu rosto, mas na hora do ataque ele usa a fantasia de Ghostface?
Tatum tenta ser atriz na peça da escola, tentando seguir os passos de sua mãe quando jovem e é aí que o filme nos surpreende com, o que posso afirmar, a morte mais brutal já feita em um filme da franquia e que também já desperdiça logo de cara o talento de McKenna Grace, já demonstrando de cara que não importa o tamanho do ator, todos aqui são descartáveis.
Após um ataque à família de Sidney, Ghostface é atropelado por um carro e descobrimos que o responsável por isso são Gale e seus estagiários, Chad e Mindy, os gêmeos dos dois filmes anteriores que agora trabalham junto de Gale. Após uma cena a lá Scooby-Doo, descobrimos que o Assassino, agora morto, é Karl, um maníaco fugitivo de um manicômio. (Cadê o Stu?)
É aí que o filme começa a pecar, na minha opinião, por que o filme usa e abusa do poder protagonistico de Sidney e sua família. Após diversas investigações, em linhas separadas por núcleos, sendo: Gale e Sidney (após essa ser convencida, pois estava disposta a fugir pois, é mãe e tem responsabilidades maiores) e os gêmeos dos filmes anteriores junto ao núcleo adolescente desse filme tentam descobrir quem é o assassino. Eles usam as lógicas anteriores, ou seja, esse assassino é um fã querendo fazer um soft Reboot, já que Stu está de volta e todos achavam que ele estava morto a mais de 30 anos.
É nesse local, uma pizzaria da família de uma das adolescentes, que temos novas mortes, mortes brutais com bastante uso do grafismo e sangue falso, porém, com uma boa dose de realismo e de ótimas interpretações que te deixam ainda mais imerso no filme. Após o ataque interno, Tatum e namorado vão atrás de Sidney, quando, referenciando novamente o primeiro filme, Tatum vê no notebook do namorado ele usando IA para se transformar em Stu Marcher (Quanta obviedade hahah) e após uma boa pancada na cabeça, Tatum foge do seu namorado e ao sair do carro, Ghostface está em seu aguardo.
Aí novamente vem o problema, a menina corre pelas ruas escuras (americano detesta luz a noite), ela grita por socorro, mas não existe UMA ALMA VIVA PRA AJUDÁ-LA. Sua mãe corre para salvar a filha, mas resolve ir a pé, pois de carro ela atrapalharia completamente o protagonismo que sua filha precisa exercer na cena. O namorado de Tatum aparece apenas para morrer para o assassino e Tatum vai para a cafeteria da sua mãe. Quando ela finalmente derruba o Ghostface, aparece um terceiro para sequestrar Tatum e atrair Sidney.
Bom, você que viu o filme e está lendo minha crítica agora, deve estar achando que esqueci de falar de Mike, pai de Tatum e marido de Sidney, porém, deixei pra falar agora por quê esse homem é o que mais me incomodou no filme e você deve estar se perguntando sobre...
Bom, pra começo de conversa, um capitão de polícia que apanha igual saco de pancada de um assassino lesado como os Ghostface não merece a atenção de ninguém mesmo e o MAIOR PROBLEMA é que após a casa de sua família ser atacada, o tapado escuta um barulho na garagem em reforma e entra lá sozinho, desprotegido e que nem um animal atraído direto a sua presa. Dito e feito, o segundo Ghostface o ataca e o esfaqueia transformando o homem em uma peneira e o larga ali, envolto em plásticos que eram usados na reforma.
Após Sidney ser atraída para sua casa pelos assassinos, descobrimos que o funcionário do hospício, Marco, ajudou a fuga e mandou Karl, o primeiro Ghostface atrás de Sidney. Marco era o segundo e o terceiro era a vizinha de Sidney, Jéssica, que é fascinada por Sidney e que tinha enlouquecido e matado o próprio marido após ler o livro que Sidney contava sua história e sua superação, sendo um livro de auto ajuda. A vizinha foi internada após ser considerada mentalmente perturbada por matar o marido e de lá, armou seu plano para matar Sidney e sua família junto de Karl e Marco. Ou seja? Stu nunca esteve vivo e era apenas uma recriação feita por IA, qual
Após a conclusão e morte dos culpados descobrimos que, mesmo após HORAS sangrando dentro da garagem, o marido de Sidney está vivo por que? Aparentemente o capitão de polícia possui poderes regenerativos que não tinham sido devidamente apresentado antes para nós expectadores e o filme termina com Tatum assumindo o papel de sobrevivente, como sua mãe.
No geral, é um filme divertido e que prende a atenção, um filme bom que não me arrependo de indicar para ninguém. Traz a tona a discussão sobre o uso indevido da inteligência artificial que eu achei muito bem trabalhado e que trás semelhança ao que estamos vivendo nos dias de hoje.
Como todo filme, tem seus problemas, mas que não atrapalham a sua experiência. Agora é curtir e aguardar os próximos capítulos dessa franquia. Será que ainda tem história para contar em um OITAVO filme?