Para uma boa crítica é muito importante rever o filme e no caso desse, é muito importante você ver o filme ao menos 2 vezes.
Anaconda é aquele clássico filme de terror que ninguém se importa, mas que se estiver com o tempo livre você acaba assistindo para passar o tempo e foi esse o meu sentimento com esse novo anaconda. Nos primeiros trailers eu me empolguei e tive vontade de ir ao cinema assistir, mas após analizar com mais calma, decidi esperar o lançamento on-demand e assistir em casa. E por quê eu digo que esse é um caso que você precisa ver mais de uma vez para fazer uma boa crítica?
Anaconda (2025) é um filme que chama a atenção por causa de seu elenco principal: Jack Black, Paul Rudd e para nós Brasileiros a cereja do bolo, Selton Mello. Esse é o elenco ideal para quem já conhece a franquia e vendo esse elenco você pensa: "Vão fazer um novo filme de anaconda, mas dessa vez sem se levar a sério".
E é isso que o filme faz e faz muito bem, porém com um roteiro muito extenso, a primeira parte do filme se torna chata e muito desnecessária, poderia ser reduzida a 15 min de cena e já seria o suficiente. Todo a explicação é feita como se fosse pra uma criança de 8 anos, toda a construção dos personagens, mostrar com o que cada um trabalha, suas motivações e sonhos poderia ser reduzida, pois em um filme como esse, quanto mais demora a iniciar a ação e quanto mais longo for o filme, mais nos faz querer parar de assistir na metade e da até um pouco de sono pra falar a verdade.
À partir do momento que eles vem ao Brasil (Com cenas gravadas diretamente da Austrália), temos outro incômodo, os personagens vão para amazônia, mas a cena mostra o Cristo Redentor (???), custava pesquisar melhor produção? E aí a meta linguagem funciona demais, onde vão gravar um filme remake de Anaconda dentro do filme de Anaconda.
As cenas são boas, as interpretações dos atores e você da boas risadas, principalmente após a verdadeira cobra aparecer para predar os personagens. Porém ao fim do filme já temos muitos clichês, alguns que funcionam e outros em sua maioria só te faz querer sair ainda mais rápido do filme, frases forçadas e com 0 noção de ridículo nos faz ter vergonha. Mas, se eu não gostei assim, você pode estar considerando 2,5/5 uma nota muito alta, certo?
Sim, mas o filme merece por que a computação gráfica, os cenários, as atuações e os efeitos especiais compensam pelos pecados do roteiro. O plot-twist da personagem de Daniela Melchior é o que ajuda a sustentar o enredo e ainda faz uma crítica social contra o garimpo ilegal que assola a região amazônica, destruindo os recursos, a fauna e a flora local. Uma visão muito bem introduzida para informar e conscientizar o público que o assiste.
As participações especiais ao final do filme são a cereja no bolo para os mais saudosistas aos filmes originais e a cena pós créditos tenta introduzir quem sabe, uma continuação desse filme.
Tirando as cenas longas e algumas péssimas conveniências de roteiro, seria um filme nota 4, ainda sim, é um filme para assistir em família e se divertir.