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Ophélie Renaud
12 críticas
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5,0
Enviada em 8 de agosto de 2026
O que mais me marcou no filme foi a liberdade de Ney Matogrosso e a forma como ele transformou essa liberdade em provocação. Em plena ditadura, sua maneira de se apresentar, com maquiagem, roupas extravagantes e uma sensualidade que desafiava os padrões de masculinidade da época, já era uma forma de contestação. Achei interessante perceber que seu impacto cultural não vinha apenas das músicas, mas também da maneira como ele usava o próprio corpo e sua imagem para questionar o que a sociedade esperava de um homem. O filme mostra muito bem como, simplesmente sendo quem queria ser, Ney acabou se tornando uma figura transgressora e importante para a cultura brasileira.
Ney Matogrosso é um artista incrível que poderia ter contado mais a sua história,vida e arte. Esperava mais do filme por ser um grande artista musicalmente. Mas a maior parte do filme mostra os atos sexuais.
A atuação é o motor que sustenta a obra. O protagonista entrega uma performance tão entregue e detalhista que fica difícil separar o ator da figura real. O tema da identidade e da liberdade é abordado de forma corajosa, sem fugir das complexidades.
Assim como em grandes dramas biográficos, a atuação é tão poderosa que desperta sentimentos intensos. É impossível não sentir indignação e raiva da ignorância e do preconceito que cercavam o artista. Ver o choque entre a autenticidade dele e a resistência de uma sociedade conservadora dói, mas é o que torna a experiência tão necessária e emocionante.
Espetacular em todos aspectos . Interpretações dos artistas,roteiro, figurino, cenários internos e externos. Emocionante cada detalhe do filme. A pessoa de Ney é admirável!!!!
OK. O Ney não se importa de ser uma pessoa que explora artisticamente sua sexualidade, até se gaba disso, mas fazer um filme sobre isso é redutor demais. Logo ele que não gosta de rótulos. Pena. Vai entrar pra história do cinema como um cantor que gostava muito de fazer sexo. Triste. E só!
Se você não conhece a história de Ney Matogrosso e acha que este filme vai servir como porta de entrada para a vida e obra do artista… meu amigo, pare agora. Homem com H não é apenas “não recomendado para menores”, é “não recomendado para quem tem algum nível de constrangimento social”.
O filme promete contar a trajetória de Ney, mas entrega apenas o Kamasutra Cinematográfico do Matogrosso. Eu fui esperando Secos & Molhados, influências artísticas, bastidores da música, histórias de palco… e o que recebi foi um catálogo interminável de parceiros, posições e libidinagem gratuita.
As cenas são tão explícitas que em certos momentos senti vergonha alheia em 4K. Houve situação em que fechei os olhos, não por pudor, mas por legítimo instinto de autopreservação.
Para piorar, comecei a assistir com minhas filhas — na ilusão de apresentar a história de um dos maiores artistas do país — e vivi segundos de puro arrependimento. Achei que ia mostrar cultura; entreguei um after de carnaval em câmera lenta.
Se você quer música, história e contexto… vai ter que procurar em outro lugar. Aqui, a única coisa que tem contexto é a cama.
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