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Joao Vitor
16 críticas
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4,5
Enviada em 25 de junho de 2025
Pensei diversas vezes em como começar a falar sobre esse filme, essa obra, essa arte. Um filme que, pra mim, não retrata apenas a vida de um homem com “h” maiúsculo, mas sim de um HOMEM, em sua essência mais profunda.
É uma obra que vem pra tocar, pra provocar emoções fortes — e faz isso do começo ao fim. Não sei nem por onde começar a descrever tudo o que senti assistindo. Foi mais do que ver um filme. Foi sentir: tensão, desconforto, estranheza… mas também satisfação, plenitude. É aquele tipo de filme que bagunça por dentro, que te deixa em silêncio depois dos créditos, não por falta do que dizer, mas porque tudo o que se sente transborda.
A atuação do Jesuíta? Impecável. Mas mais do que isso — foi como se ele não estivesse interpretando, mas simplesmente sendo. A impressão que ficou é que Ney era um pavão, tanto na vida quanto nos palcos, com um brilho próprio, uma presença intensa. E, ao mesmo tempo, eu sentia que ele chorava por dentro a cada cena, sem derramar uma lágrima. Isso me deixou perturbado. Me pegou de um jeito difícil de explicar… porque enquanto ele não dizia nada, suas expressões, seus gestos, suas atitudes falavam tudo. Ele era um silêncio tagarela, que gritava através da contenção. Misericórdia.
É um filme que, com certeza, não vai agradar pessoas que ainda estão limitadas aos próprios sentimentos. Mas quem se permite sentir vai entender que essa história fala de um HOMEM com todas as letras maiúsculas — um exemplo de respeito, de princípios, de atitudes coerentes, de responsabilidade afetiva, de empatia.
É sobre encarar a vida de queixo erguido, sem jamais demonstrar fraqueza, mesmo quando tudo pesa. E, mais que isso, é sobre a grandeza de ser superior ao mal que nos fazem, mostrando compaixão, acolhimento, união. Sem rancor, sem raiva, sem vingança.
Isso, pra mim, é um traço de maturidade que a maioria não alcança. Um filme que me marcou. Uma história que eleva. Simplesmente arte.
Fiquei impressionado negativamente com a produção, estranho a Netflix não colocar indicação para +18 anos, pensei em assistir um filme contando história do artista e me deparei com cenas pesadas de sexo entre homens que nada acrescenta a história. Uma tristeza ver tamanha apelação para tentar prender atenção do público.
Só promiscuidade, péssimo! É exatamente o rumo que o mundo está indo, nada contra gay, lésbicas e afins, não é porque é gay que precisa ser promíscuo!!!
Assim como tem héteros promíscuos, a promiscuidade desse filme é absurda
Sempre admirei o artista e a obra, mas finalizei o filme admirando o ser humano por trás dessa magnífica trajetória. Homem com H mostra exatamente a intensidade e a densidade da vida do Ney Matogrosso. Vendo o filme, somos capazes de compreender, através da brilhante atuação do ator Jesuíta Barbosa, trechos de várias das músicas, como o "sou um homem, um bicho, uma mulher" ou "mas louco é quem me diz, que não é feliz". Confesso que a nudez em filmes nacionais sempre me incomodou, pois em muitos casos reforça o estima que o país carrega diante dos estrangeiros. Porém, neste filme as cenas (muitas, por sinal), fazem muito sentido, já que as letras, música, figurinos e coreografias de Ney são sensuais e sexuais, porém não agressivas, mas agradáveis aos olhos e contagiantes. spoiler: Algumas cenas, como o diálogo final com o pai e a reflexão que fez com o marido sobre o HIV, são impactantes a tal ponto que por muito tempo após os mais de 120 minutos de exibição, ainda não saíram da minha cabeça.
Destaque também para a delicada demonstração de respeito para outros artistas mencionados, para as cenas ao ar livre e para o figurino. Por fim, sabendo que Ney teve participação direta na produção, edição e filmagens, é mais um motivo para entender que ver Homem com H, principalmente por quem é fã ou tem interesse em conhecer a sua trajetória de vida do anonimato ao sucesso, é muito recomendado, para não dizer necessário.
Filme lindo, sensível e emocionante. Traduz não só a vida de Ney, mas toda a sua essência como artista e ser humano. Filme lindíssimo. As cenas sexuais são muitas então se você não gosta não recomendo ver, mas mostra muito bem como era turbulenta a vida do artista, se você é fã do Ney e tem problemas com insinuações de sexo ou sexo, acho que nunca foi a um show dele
A atuação do ator principal realmente salvou o filme, com entrega e presença impecáveis. As cenas de sexo, por outro lado, me pareceram desnecessárias e ocupam um tempo que poderia ter sido usado para explorar aspectos mais interessantes, como a vida artística do personagem. Teria sido incrível ver mais sobre o processo criativo dele, o talento em ação. Apesar disso, gostei da experiência como um todo.
Atuação perfeita do Jesuíta. O filme é muito bem produzido. É impactante e emocionante. Assisti duas vezes. Li a crítica de algumas pessoas e vi que os motivos de notas "baixas" foi a nudez e sexo. Realmente acho que a classificação deveria ser maior. Mas vejo que o que me incomodou nessas cenas falam mais de mim, da mentalidade que me ensinaram a ter, cheia de preconceito e puritanismo. E são coisas que vamos, com o tempo, aprendendo a entender dentro de cada contexto.
Recomendação de filme bem a propósito do dia de hoje, 22/06/2025, quando ocorre a Parada LGBTQIA+ de São Paulo, cujo tema é LUTAR PELO ENVELHECIMENTO COM DIGNIDADE. HOMEM COM H, a biografia de Ney Matogrosso, quem envelheceu não apenas com dignidade, mas também com graciosidade, é um filme brasileiro dirigido e roteirizado por Esmir Filho. O longa é produzido pela Paris Filmes em parceria com a Paris Entretenimento e estreou em 1.º de maio de 2025 nos cinemas. A exemplo do próprio Ney o filme é leve, ousado, coerente, "atrevido" e cheio de verdade. Não deve assistir moralista de plantão, direitoso oportunista e hipócrita e nem aqueles que louvam os valores do fascismo. A expressão "quem não vai no caixão carrega alça" é um ditado popular que mostra bem o percurso de Ney, que enterrou o pai, militar, "homofóbico arrependido" (sendo que sua mãe está "vivíssima", com mais de 100 anos!), enterrou o companheiro médico, enterrou Cazuza, e ficou aqui, para ter a sua biografia apresentada em forma de filme,spoiler: que se encerra EXATAMENTE como CHABUCA, drama biográfico peruano de 2024 dirigido por Jorge Carmona e escrito por Christopher Vazquez, Mariana Silva e Ítalo Cordano, baseado na vida do ator e drag queen peruano Ernesto Pimentel 'Chola Chabuca'.
Tal como a Chola Chabuca, que encerra o filme em carne e osso, em um show apoteótico em Lima, está lá Ney Matogrosso, aos 83 anos, em toda a sua glória, sendo ovacionado no palco!
A gente chora, a gente ri, a gente canta, a gente tem vontade de dançar... APAIXONANTE, especialmente pra quem viveu a época!
Eu acho que finalmente o Brasil tá aprendendo a fazer biografias que consigam retratar vários aspectos de uma pessoa de forma equilibrada. Muitas, ou exploram muito o pessoal e parece ão falando de um artista comum e muitas não tem a profundidade necessária. Homem com H acerta nisso, tem um equilíbrio perfeito entre a vida artística e a vida pessoal, conseguindo abordar diversos momentos importantes do artista. E os principais créditos vão para o Jesuíta. Ele não imitou, o que teria o transformado em algo caricato, ele interpretou, pegou bem a essência do Ney e conseguiu transmitir seus nuances, o que ajudou a tornar a história crivel.
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