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Marcos Grijó
1 crítica
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0,5
Enviada em 10 de setembro de 2025
Pensei que tivesse escolhido errado o filme no aplicativo. Achei que tivesse escolhido um filme da Emanuelle. Mas vi que realmente era o filme sobre Ney Mato-grosso. Uma pena, perderam a grande chance de exibir o talento desse monstro da MPB, mas preferiram focar na libertinagem, suruba e relação homossexual, tá até parecendo novelas da Globo.
Conheço pouco sobre Ney Matogrosso, mas sempre ouvi muito sobre seu talento. O filme é bom, mas achei que dá peso demais à parte teatral das apresentações e às cenas explícitas. Claro, fala sobre sua voz única e a criação rígida do pai militar, mas em alguns momentos exagera nos trejeitos e olhares, que beiram o paranoico. As cenas de sexo são em excesso e, para mim, desnecessárias — tive a sensação de que Ney vivia num mundo paralelo de show, sexo e drogas. Era isso mesmo? Destaque para a música “Homem com H” e o processo da gravação, que ficou muito interessante. Senti falta de falar mais da origem da musicalidade e das letras (até porque Ney não era letrista). Já sobre os shows e performances, aí sim o filme brilha: vibrantes, com ótimo som e energia. No fim, é uma obra corajosa, mas definitivamente um *filme adulto*.
Que filme envolvente! Me prendeu do começo ao fim sem eu nem perceber o tempo passar. Jesuíta Barbosa está irreconhecível, incorporou Ney Matogrosso de forma impressionante. E que história de coragem a do Ney, ainda mais naquela época cheia de tabus. O filme emociona e inspira.
Acabei de assistir ao filme e estou completamente impactado com tamanha obra de arte, no meu ponto de vista é o melhor filme cinebiográfico brasileiro que eu já vi. Pois entrelaçou super bem a vida artística e a vida pessoal do Ney, mostrou o lado ser humano maravilhoso que ele tem! E essa atuação do Jesuíta Barbosa? 沈 Que atuação impecável, ele não imitou o Ney, ele simplesmente interpretou todas as nuances do Ney que parecia que era o próprio cantor atuando, tá lindo demais.
É um filme cinebiográfico que aborda o espírito livre, a liberdade, a resiliência e o medo de não ser feliz sendo quem nós realmente somos! Por mais que a gente encontre os preconceitos e tenha que enfrentar os tabus, vale a pena ser quem nós somos e não deixarmos nos influenciar no que os outros querem que nós sejamos!
Homem com H é mais do que um filme, é um mergulho profundo na vida de Ney Matogrosso — um artista que nunca pediu licença para ser quem é. Dirigido por Esmir Filho e estrelado por um Jesuíta Barbosa que praticamente se funde ao personagem, o longa recria não só a trajetória, mas o espírito rebelde e livre de Ney.
O filme passeia pela infância marcada pela rigidez militar do pai, os amores intensos, a explosão com os Secos & Molhados, a carreira solo e os desafios enfrentados nos bastidores — incluindo a epidemia de AIDS que marcou uma geração. Tudo isso embalado por figurinos icônicos, fotografia vibrante e uma trilha sonora que é pura nostalgia e emoção.
Jesuíta Barbosa não só interpreta, mas incorpora Ney: cada gesto, olhar e respiração são carregados de intensidade. A escolha de manter a voz original de Ney nas músicas dá um peso especial às performances, como se o próprio artista estivesse ali, cantando só pra você.
O longa é honesto, às vezes cru, e não foge das feridas — mas também celebra a coragem e a autenticidade. É daqueles filmes que te lembram que viver de verdade exige enfrentar convenções, romper padrões e, acima de tudo, ser fiel a si mesmo.
No fim, Homem com H é um espetáculo visual e emocional que vai tocar até quem não acompanha a música de Ney. Um retrato de liberdade, arte e resistência que merece ser visto na tela grande... mas, se não der, a Netflix tá aí.
Ney Matogrosso é um artista espetacular, um ícone de nossa MPB, trouxe inovações para o cenário musical brasileiro que repercutem até hoje, com uma performance de palco maravilhosa. Porém tudo isso ficou em segundo plano nesse filme, o foco do roteiro praticamente girou em torno da vida sexual do Ney, com cenas exageradas de nudez e sexo. Sim, o Ney teve uma vida promíscua, mas um artista do talento dele merecia uma biografia muito melhor elaborada, dando ênfase em outros aspectos bem mais importantes. A atuação do Jesuíta Barbosa foi excelente, ele literalmente "vestiu" o personagem, mas quem dirigiu o filme acabou estereotipando a atuação dele como um ser meramente erótico. Um exemplo foi a passagem dele pela Aeronáutica, somente focaram num flerte que ele teve com um colega de quartel e mais nada, sendo que na real ele ficou 2 anos servindo e o serviço militar foi a porta de entrada dele para uma vida independente. Esperava mais dessa biografia.
Assisti Homem com H esperando um mergulho profundo na genialidade de Ney Matogrosso. Mas o que encontrei foi basicamente um tour sem rumo pela vida de um homem que queria... fumar, beber e transar. Sem enredo, sem costura, sem alma. O filme parece mais uma colagem de devaneios do que um documentário. Em vez de explorar a riqueza artística, política e histórica de Ney, o que vemos é uma espécie de culto à "liberdade" — no sentido mais superficial possível. Liberdade, no caso, virou sinônimo de fazer o que quiser, sem pensar nas consequências, no outro ou até em si mesmo. E isso é vendido como se fosse uma revolução. Spoiler: não é. Faltou profundidade, faltou crítica, e principalmente, faltou uma boa história. Se a ideia era mostrar o artista por trás do mito, o filme falha em apresentar até mesmo o ser humano por trás da maquiagemspoiler:
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