Homem com H
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4,0
360 notas

119 Críticas do usuário

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Lucas Andrade
Lucas Andrade

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 18 de junho de 2025
Única coisa que tenho para falar sobre esse filme, que filme esplêndido, a atuação do jesuíta Barbosa, magnífico, assistam!
anônimo
Um visitante
4,5
Enviada em 17 de junho de 2025
Uma Ode à Liberdade e à Arte de Ney Matogrosso

Homem com H (2025), dirigido e roteirizado por Esmir Filho, é muito mais do que uma simples cinebiografia—é uma celebração da vida, da arte e da resistência de um dos artistas mais transgressores da música brasileira: Ney Matogrosso. Baseado no livro Ney Matogrosso: A biografia, de Julio Maria, o filme mergulha na trajetória do cantor, desde sua infância marcada por conflitos familiares até sua ascensão como ícone da contracultura e da liberdade sexual em um Brasil ainda dominado por conservadorismos. Com uma produção cuidadosa, atuações impressionantes e uma direção sensível, o longa se consolida como uma das melhores biografias cinematográficas já feitas no país, equiparando-se a obras internacionais como Bohemian Rhapsody (2018) e Rocketman (2019) .

A Narrativa: Entre a Dor e a Revolução

O filme estrutura-se como uma jornada temporal, começando pela infância de Ney em Bela Vista, Mato Grosso do Sul, onde enfrenta a repressão de um pai militar (interpretado por Rômulo Braga) e a descoberta de sua identidade queer em um ambiente hostil. A narrativa alterna entre momentos cruciais de sua vida, como sua entrada no grupo Secos & Molhados—que o projetou nacionalmente—e sua carreira solo, marcada por performances ousadas e uma estética que desafiava os padrões de gênero da época .

Um dos grandes méritos do roteiro é evitar a linearidade convencional das biografias. Em vez de simplesmente listar eventos, o filme constrói uma trama emocionalmente coesa, onde cada música, cada performance e cada conflito pessoal contribuem para a formação do artista. A relação conturbada com o pai, por exemplo, é um fio condutor que ecoa em várias fases da vida de Ney, culminando em uma cena poderosa em que o cantor se apresenta no palco enquanto o pai, na plateia, tenta reconciliar-se com o filho que nunca conseguiu entender.

No entanto, alguns críticos apontam que o filme perde um pouco de fôlego nos últimos vinte minutos, quando acelera sua cronologia para abarcar décadas mais recentes da vida do artista, tornando-se um tanto episódico . Ainda assim, essa escolha não diminui o impacto geral da obra, que prioriza a essência da mensagem de Ney: a busca incansável pela liberdade.

A Direção e a Estética: Um Espetáculo Sinestésico

Esmir Filho, conhecido por suas obras que exploram vivências queer (como Boca a Boca e Os Famosos e os Duendes da Morte), traz uma sensibilidade única para Homem com H. Sua direção evita clichês do gênero biográfico, optando por sequências oníricas e uma fotografia luxuriante (assinada por Azul Serra) que capturam a teatralidade e a intensidade das performances de Ney.

As cenas musicais são um dos grandes trunfos do filme. Diferentemente de outras biografias, em que as canções são meramente inseridas como hits nostálgicos, aqui elas funcionam como extensões narrativas. "Homem com H", "Bandido Corazón" e "Rosa de Hiroshima" não só marcam momentos-chave da carreira do artista, mas também refletem seu estado emocional e sua evolução como ser humano.

A reconstituição de época é impecável, com figurinos exuberantes e cenografias que recriam com fidelidade os palcos dos anos 1970 e 1980. O investimento de R$ 18 milhões na produção é visível em cada frame, mas o filme nunca cai no excesso estilístico—tudo serve à narrativa e à personalidade multifacetada de Ney.

As Atuações: Jesuíta Barbosa e a Encarnação de um Ícone

Sem dúvida, o coração do filme é a atuação de Jesuíta Barbosa como Ney Matogrosso. Mais do que uma imitação, Barbosa entrega uma encarnação do artista, capturando não apenas seus trejeitos e sua voz, mas também sua vulnerabilidade, sua ferocidade e sua sensualidade. Como destacam várias críticas, há momentos em que o ator desaparece e só resta Ney na tela.

A preparação física e emocional de Barbosa é evidente—desde a postura andrógina até os olhares penetrantes que alternam entre desafio e dor. Em cenas como a apresentação de "Homem de Neanderthal", onde Ney confronta simbolicamente o fantasma do pai, ou nos momentos íntimos com seus amantes (interpretados por Bruno Montaleone e Jullio Reis), o ator demonstra uma gama impressionante de nuances.

O elenco de apoio também merece destaque:
- Rômulo Braga, como o pai militar, traz uma complexidade rara ao antagonista, evitando a caricatura do homem rígido e mostrando um conflito interno genuíno.
- Jullio Reis, no papel de Cazuza, equilibra carisma e melancolia, em cenas que tratam da amizade e das perdas causadas pela AIDS com dignidade, sem cair no melodrama .
- Hermila Guedes, como a mãe de Ney, oferece um contraponto emocional essencial, representando o afeto que o cantor buscou a vida toda.

A Sensualidade e a Quebra de Tabus

Homem com H não tem pudor em explorar a sexualidade de Ney Matogrosso—algo raro em biografias brasileiras, que costumam romantizar ou omitir a vida íntima de seus protagonistas. As cenas de sexo, embora explícitas, não são gratuitas; elas reforçam a temática central do filme: a liberdade do corpo e do desejo em uma sociedade repressiva.

A direção de Esmir Filho lida com essas sequências de forma artística, quase coreográfica, transformando-as em celebrações de autonomia e prazer. Em um país onde a homofobia ainda é estrutural, essa representação sem censura é, por si só, um ato político.

Homem com H não é apenas um filme sobre Ney Matogrosso—é um filme sobre resistência, arte e a coragem de existir fora dos padrões. Com uma direção ousada, atuações memoráveis e um roteiro que equilibra drama e celebração, a obra consolida-se como um marco do cinema brasileiro contemporâneo.

Como bem resume a dedicatória final: "Para Ney Matogrosso, por ousar ser livre", o filme é um tributo àqueles que, mesmo diante da repressão, escolhem viver com autenticidade. E, nesse sentido, Homem com H cumpre sua missão com maestria—não apenas contando uma história, mas imortalizando um legado.

Uma obra imperdível, tanto para fãs de Ney quanto para quem aprecia cinema de qualidade.
Lucas Avelino P
Lucas Avelino P

2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 5 de junho de 2025
Homem com H é uma experiência cinematográfica que mistura humor, identidade e crítica social de forma leve, mas provocativa. O filme se apoia na figura excêntrica de Ney Matogrosso para construir um retrato ousado da masculinidade, da liberdade de expressão e da ruptura com os padrões tradicionais.

A direção acerta ao não transformar o protagonista em uma caricatura, mas sim em um símbolo de resistência estética e cultural. A trilha sonora, marcada por clássicos da MPB, serve como fio condutor emocional, ajudando o público a se conectar com a narrativa que, embora simples em estrutura, é rica em camadas simbólicas.

Apesar de alguns momentos parecerem mais performáticos do que narrativos, o carisma do personagem e a ousadia do roteiro seguram a atenção. É um filme que não se propõe a agradar a todos, e esse é justamente um de seus maiores méritos.

No geral, Homem com H é uma obra que provoca reflexões e desafia rótulos. Pode não ser para todos os gostos, mas para quem se permite sair do comum, vale muito a pena.
larissa
larissa

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 30 de maio de 2025
Inspiração de tudo esse filme: de vida, de interpretação, estética e perfeccionismo. Arte linda de vida e interpretativa da mesma!
Letícia Alves
Letícia Alves

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 25 de maio de 2025
Maravilhoso, intenso como o proprio Ney
Segue como o livro e Jesuíta da show na interpretação!!!!
Super recomendo
Mauro Alvim
Mauro Alvim

6 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 22 de maio de 2025
Fui com muita expectativa ao filme e não o achei lá grandes coisas. O filme deveria ter mais conteúdo e maior conflito para o que foi a vida deste grande cantor. Poderia muito bem ter sido abordado a dissolução dos Secos e Molhados e, principalmente, a perseguição que Ney sofreu nos tempos da ditadura por se declarar ser gay e fazer seus trejeitos no palco. As cenas de relação homossexual poderiam ser mais amenas, até parece que foram colocadas no filme exatamente para chocar o público, prá quê tudo aquilo? Sinceramente, perdi meu tempo.
Felipe Alexandre (Feh)
Felipe Alexandre (Feh)

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 21 de maio de 2025
Filme fantástico, atuação impecável do Jesuita, filme brasileiro sempre mostrando sua força, porém senti falta de focar mais na vida dramática do Ney enquanto Jovem, seu rolo com o Cazuza, acho que foi necessário sim colocar as cenas mais eróticas porém achei que foi muito exagerado, a cada 15 min. Uma cena de sexo, acho que deveriam ter tirado um pouco as cenas de sexo e focado mais no Ney como artista
Rubem Alves
Rubem Alves

2 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 19 de maio de 2025
Interpretação perfeita de Jesuíta Barbosa. Bela biografia de um ser humano intenso e autêntico. Adorei!!
Reinaldo Teixeira
Reinaldo Teixeira

4 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 19 de maio de 2025
A estória de Ney Matogrosso é bem bacana. Só não entendo por quê que o cinema brasileiro tem que expor tanto erotismo. Fazem jus ao estigma popular que os filmes brasileiros têm muita @#$@#$%
RICARDO RIBEIRO
RICARDO RIBEIRO

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 19 de maio de 2025
Assisti e concordo que foi muito bom o filme: que historia sensaqcional?::: observa-se que tudo em volta de NEY aparece, de forma a enteder muito bem sua arte, parabens NEY
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